2011-11-09

Ei, professores de esquerda! Deixem as crianças em paz!

08/11/2011

às 20:39

Ei, professores de esquerda! Deixem as crianças em paz!

Sabem a tal vergonha alheia? É o que senti ao ver estas fotos. E peço que vocês façam comentários, digamos, em tese, evitando a fulanização. Depois de depredar o espaço público, de rasgar a Constituição, de resistir a uma ordem judicial, essa gente ainda é capaz de se dizer “perseguida”.

Vejam três imagens de Danilo Verpa, da Folhapress. Numa delas, um pai consola o filho — o ferimento no pé do rapaz não foi feito pela PM, é bom deixar claro. Não se tocou no fio de cabelo nem de remelento nem de Mafaldinha. Depois o bebezão cai no choro mesmo, aninhado no peito do pápi. Na terceira foto, nós já o vemos no ônibus que levaria os detidos à delegacia, em plena militância. Volto depois.

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Voltei
Posso fazer um pouco de memória pessoal? Não tenho como fugir. Eu tive problema com a tal “repressão” no primeiro colegial — com um agente do Deops infiltrado no meu colégio, como sabem todos os professores felizmente vivos e fortes que deram aula no Colégio Amaral Wagner, em Santo André, na década de 70. A minha mãe nem ficou sabendo. Embora fossem tempos bicudos — 1976!!! —, não pedi penico. Vivi uns bons tempos com frio na barriga, e ainda lembro o peso da mão fechada daquele “fdp” dando soquinhos no meu ombro e escandindo sílabas para me dizer como eram as coisas… Do mesmo modo, quando dormia na Reitoria, dizia que tinha ficado na casa da namorada, de amigos etc. “Mãe e pai” para chororô? Ah, tenham paciência! Não é por acaso que lutávamos por democracia, e eles lutam para poder fumar maconha com proteção policial!

Eu sou pai. Compreendo, sim, paternalmente falando, o cuidado daquele senhor. Mas tenho cá certa suspeita de que aquele que socorre um filho que está, flagrantemente, desrespeitando as regras da democracia está moralmente obrigado, mais tarde, a lhe passar um corretivo. Se o fará, não sei. Quando chamo essa gente de “revolucionários do sucrilho e do toddynho”, faço algo além de uma caricatura, não é mesmo?

Não deixo de ter pena dessa garotada. São, se vocês quiserem saber, vítimas da cultura petista no poder e dos professores petistas do ginásio, do colégio, do cursinho e, por óbvio, da universidade. Todos eles são treinados, coitados!, a pensar velharias: na cultura, na política, na vida!

Olhem lá a camiseta do garoto. “The Wall”, do Pink Floyd, em 2011!?!?!? É um álbum de 1979, de quando eu tinha 18 anos — o rapaz ali leva jeito de que já tem mais do que isso. Sempre lembrando que, aos 18, eu tinha carteira de trabalho assinada havia três!!! Se ele está lá chorando no ombro do “véio” em pleno dia útil, alguém ganha a vida por ele: o pai. Alguém paga a sua universidade sem que ele produza um miserável bem: os pobres que trabalham e que jamais estudarão na USP. É, eu confesso que gostava de Pink Floyd em algumas situações que não narrarei aqui. Sabem como é, né? Se o mundo é, assim, tão cruel, gente, então o negócio é o “liberou geral”. Sempre tinha aquela que caía na conversa… Escrevi aos 18, num jornaleco meio alternativo, uma crítica ao álbum: elogiei a música, mas afirmei que me parecia um disco com temática já um tanto superada… Aos 50, vejo lá o nosso revolucionário com o camisetão e cantarolo cá comigo:

We don’t need no education
We don’t need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone!
All in all it’s just another brick in the wall.
All in all you’re just another brick in the wall.

É isto!

Os alunos não precisam mais da educação desses esquerdistas aloprados.
Os alunos não precisam mais do controle ideológico desses celerados.
Ei, esquerdistas, deixem as crianças em paz!

Em tempo: vejo lá a imagem de Mao Tse-Tung no pára-brisa. Pois é… Em que outro lugar do mundo, a não ser em certos nichos das universidades públicas brasileiras, o assassino de 70 milhões de pessoas seria considerado um guia?

Em homenagem ao rapaz chorão, o vídeo com a música de Pink Floyd. Chegou a hora de derrubar os muros da mistificação esquerdopata.

Por Reinaldo Azevedo

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