2011-09-11

Antiamericanismo Patológico

 

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Antiamericanismo Patológico
Rodrigo Constantino


... “Para os latino-americanos é um escândalo insuportável que um punhado de anglo-saxãos, chegados ao hemisfério muito depois dos espanhóis, tenham se tornado a primeira potência do mundo”. (Carlos Rangel)


O povo brasileiro é, segundo algumas pesquisas apontam, um dos que tem maior sentimento negativo em relação aos Estados Unidos. A grande causa, creio, está na ignorância alimentada pela inveja. A falta de conhecimento acerca de inúmeros fatos, junto com décadas de lavagem cerebral ideológica, transformaram a nação do norte num demônio, assim como no perfeito bode expiatório. Não será meu objetivo aqui esgotar o assunto, pois seria necessário, para tanto, um livro inteiro. Sugiro então a leitura de A Obsessão Antiamericana, do francês Jean-François Revel. Ou, para quem preferir um estilo mais irônico, Manual do Perfeito Idiota Latinoamericano, o qual tem, entre os autores, Álvaro Vargas Llosa. Neste artigo irei tratar do tema de forma sucinta.


Uma das principais acusações contra os Estados Unidos diz respeito à seu poderio militar e seu aspecto belicoso. Muitos chegam ao absurdo de afirmar que é o poder americano que representa a maior ameaça à paz mundial, não a corrida armamentista de Irã, Coréia do Norte ou China. Chamam o país de “império”, e acham que sua força inigualável gera instabilidade no mundo. Não param para refletir que, mesmo com tanto poder, os Estados Unidos jamais foram conquistadores. Ignoram que entraram em várias guerras apenas de forma reativa, defendendo sempre o lado correto. Até mesmo a mais fracassada de todas as guerras, com o Vietnã, costuma gerar muito calor nos debates, mas pouca luz. Esquecem o contexto, e ignoram que o regime de Ho Chi Min, depois da partida americana, matou em poucos anos cerca de três vezes mais que as duas décadas de guerra com os Estados Unidos. Não citam Camboja, que não teve intervenção americana, e por isso mesmo viu o Khmer Vermelho, do comunista Pol-Pot, trucidar algo como 30% de sua população. Não pensam que a ajuda americana na Coréia foi o que possibilitou a sulista ser próspera e livre hoje, e não como sua irmã do norte. Mas ainda tem gente que pensa que o mundo seria mais calmo se o Irã tivesse o mesmo poder que os Estados Unidos.


Durante a Guerra Fria, havia uma divisão mais igual de forças, com o império soviético dividindo com os Estados Unidos a hegemonia. Alguém por acaso acha que o mundo era mais seguro? A hegemonia unilateral dos americanos hoje é bem mais tranquilizadora que a situação anterior, com um império maligno, que objetivava a exportação do terror mundo afora, ameaçando a paz e a liberdade dos povos. Graças ao poder americano o mundo não caiu nas garras comunistas. Não fossem os americanos e seu poder bélico, talvez boa parte do mundo hoje falasse russo e obedeceria a uma nomenklatura ditatorial, com os dissidentes jogados num campo de concentração qualquer da Sibéria. Se Hitler fracassou, devemos isso aos americanos, e se Stalin e seus seguidores também fracassaram, novamente devemos isso ao poder dos americanos. Todos que defendem a liberdade, ou seja, repudiam o nazismo e o socialismo, deveriam agradecer esta força militar americana que hoje tanto condenam, sem reflexão alguma.


Os Estados Unidos nunca conquistaram nações. Foram atacados tanto pelo Japão como pela Alemanha, reagiram, venceram, e garantiram a liberdade nesses países, que hoje desfrutam da segunda e terceira maiores economias do globo, respectivamente. Estão tentando fazer o mesmo no Iraque, ainda que a situação seja bem mais delicada ali. Aliás, sobre o Islã, é relevante destacar que nas intervenções na Somália, Bósnia ou Kosovo, assim como pressões sobre o governo macedônio, tiveram por objetivo defender as minorias islâmicas. Quem ataca de facto os muçulmanos são os próprios muçulmanos, como no caso do Iraque no Kwait, que foi defendido pelos americanos, ou na Argélia, onde o próprio povo que se massacra sozinho. Como que tamanha contradição pode passar desapercebida? Em 1956, foram os americanos que detiveram a ofensiva militar anglo-francesa-israelense contra o Egito, na chamada “Expedição Suez”. Nada disso é relevante para os povos obstinados e imbuídos de fé cega, assim como pesada lavagem cerebral de seus líderes, que utilizam os Estados Unidos como perfeito bode expiatório para justificar suas atrocidades domésticas.


Há muito mais o que se falar no campo militar, mas podemos partir para o caso econômico também. Os Estados Unidos são acusados de exploradores comerciais, mas ignoram que o país possui um déficit com praticamente todas as demais nações. São mais de US$ 700 bilhões importados todo ano a mais do que exportam. Em outras palavras, os consumidores americanos garantem o emprego de milhões de pessoas mundo afora, e ainda são acusados de exploradores e “consumistas”. Dependem do consumo dos americanos, mas vivem condenando-o. Criticam o embargo a Cuba, esquecendo que este país apontou mísseis para a Flórida e tomou na marra as empresas americanas na ilha, sem notar ainda a contradição de que culpam a ausência do comércio com os Estados Unidos pelos males do país comunista ao mesmo tempo que culpam o comércio pela pobreza de outros países. É preciso decidir se ser parceiro comercial dos americanos é solução para a miséria ou exploração que leva à miséria!


Enfim, a lista de acusações infundadas seria infindável. Claro que existe muito o que se criticar nos Estados Unidos, não há dúvida. Mas está muito evidente que estas pessoas não estão utilizando a razão para tanto. Não são críticas racionais, mas sim passionais, totalmente desprovidas de lógica. Não é razoável alguém bradar contra os Estados Unidos ao lado de Chávez, por exemplo. Não há um pingo de lógica em alguém que justifica um Bin Laden, achando causas para seu terrorismo nos próprios Estados Unidos, por exemplo. Na verdade, este antiamericanismo, em grau impressionante no Brasil, é totalmente patológico. É uma doença mesmo, fruto de uma inveja indomável. Certas pessoas jamais irão perdoar o fato desses “broncos” americanos terem criado em poucos séculos a nação mais próspera do mundo, com base em ampla liberdade individual. Não vão perdoar também o fato deles não terem deixado os soviéticos acabarem com a liberdade no mundo. A patologia é tanta, em alguns casos, que gostariam que a Al Qaeda conseguisse aquilo que os comunistas não conseguiram: a destruição dos americanos. Caso para a psiquiatria mesmo...Ver mais

 

"Quem ainda não assistiu ao "9/11 - The Naudet Brothers Documentary", não deixe de ver, é terrivelmente fantástico. Vale dizer que o filme tem 1 hora e 44 minutos. Postei aqui no blog em setembro de 2010, no entanto aquele vídeo encontrado num site de filmes completos não está abrindo mais. Faço agora a postagem novamente editando-o a partir do YouTube, também completo e em apenas um vídeo único....


Esta postagem é uma homenagem póstuma do blog às vítimas do terrorismo islâmico, muitas queimadas vivas dentro das torres do WTC, naquele fatítico dia 11 de setembro de 2001.


Há exatos dez anos, portanto, milhares de inocentes foram assassinados pelo terrorismo. E é incrível que esse episódio de horror ainda inspire teorias conspiratórias que afirmam terem sido os próprios americanos os artífices da tragédia. Essas histórias estúpidas continuam sendo alimentadas principalmente pelos partidos e grupos esquerdistas acumpliciados como os terroristas.


O texto que segue comentando o documentário é do meu amigo jornalista paulistano radicado em Florianópolis, Álvaro Junqueira, a quem agradeço por ter enviado o link quando postei pela primeira vez aqui no blog. Vale a pena ver. Segue o comentário do Junqueira:


Robert De Niro é o apresentador desse documentário que aborda o ataque terrorista que destruiu o Word Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001. O filme traz imagens feitas antes, durante e depois da tragédia.


O material foi registrado por acaso pelos irmãos franceses Jules e Gedeon Naudet, que, ainda em julho, pretendiam registrar a rotina de um típico bombeiro norte-americano, acompanhando o dia de treinamento de um novato.


Por ironia do destino, eles estavam no lugar certo, na hora certa, e foram os únicos a registrar o início da tragédia, quando o primeiro avião atingiu uma das torres.


Dentro de uma das torres ou fora delas, as imagens dos dois irmãos se buscam o tempo todo.


Uma das câmeras tenta se aproximar da área do desastre. O irmão mais velho, Gideon, temia pela vida de Jules, o mais novo, cinegrafista ainda inexperiente que estava aprendendo a filmar. Com muita competência e talento, ele se tornaria uma "testemunha da história" ao mostrar as imagens exclusivas do choque do primeiro avião e do interior de uma das torres do WTC.


Em seus melhores momentos, as imagens do documentário são caóticas e confusas como a própria vida.


Ninguém, tanto o aprendiz de cinegrafista como os bombeiros veteranos, sabe muito bem o que está acontecendo ou o que fazer.


O medo está no olhar de todos. Pelas imagens, não se entende nem se tenta explicar nada. De repente, o som ao fundo cresce. Desta vez não são mais os corpos que caem, mas o mundo inteiro que está desabando. A torre ao lado começa a ruir, a poeira escurece tudo e a pequena luz da câmera do jovem Jules é que indica o único caminho para a fuga. Não se vê nada. A câmera de Gideon registra sua fuga desse inferno e testemunha, sempre "ligada", sua própria luta pela vida.


Enquanto isso seu irmão, do lado de fora e junto às torres, era surpreendido pela avalanche de escombros. Ambos ficaram surpresos por terem sobrevivido.
A melhor "sonora" do documentário fica por conta de um policial que se irrita com a presença do jovem cinegrafista e sua câmera: "This is no fucking Disneyland". Não será preciso traduzir."

Aluizio Amorim

Um comentário:

José de Araujo Madeiro disse...

Tia Cê,

Inveja...inveja...inveja!

È o salário da estupidez humana.

Estamos sempre em choque. O choque de culturas. Os retrógrados não concebem o desenvolvimento da cultura ocidental, onde reinam a liberdade e as oportunidades individuais, a partir da livre iniciativa.

Sempre sob a liderança dos Estado Unidos e que se tornaram hegemônicos, por questões óbvias e tradicionais na história da humanidade.

Todavia precisamos sair da uni para a multipolaridade, para proteger a cultura e o desenvolvimento ocidental, antes que esses bestiais continuem a ter espaços e apoios para dar expansão às suas loucuras.

Os brasileiros devem sair da sua letargia e das suas falácias de sempre culparem os Estados Unidos como responsáveis por nossas mazelas.

Att. Madeiro