2011-02-09

Quem tolera intolerante acaba decaptado, Islã is Love? Vai nessa…

 

cimitarra

 

No meu último artigo sobre a aliança entre o Islã totalitário e o movimento esquerdista, alguém objetou afirmando que tudo não passaria de “teoria da conspiração”. A associação chinesa, russa, norte-coreana e mesmo latino-americana com os grupos terroristas islâmicos não teria força suficiente para derrotar o ocidente, considerado cultural, política e tecnologicamente superior. No entanto, a argumentação ignora vários aspectos básicos. Primeiramente, os inimigos da civilização ocidental sabem da supremacia do ocidente sobre o resto do mundo. Mas isso tampouco os intimida. Pelo contrário, embora saibam dessa superioridade, conhecem também suas fraquezas. Se a civilização superior fosse sinônima de perpetuidade e invulnerabilidade, o Império Romano jamais seria destruído pelas hordas bárbaras do leste.

Um detalhe essencial dessa fraqueza é de princípio. A democracia não está preparada para combater seus inimigos totalitários. O século XX inteiro é um retrato cabal dessa fragilidade. Da mesma forma que o sistema de liberdades é um elemento poderoso da força criativa do ocidente, por outro lado, o relativismo moral e ético pode colocar toda essa concepção de liberdade a perder. E por quê? Ao contrário do palavreado liberal, crente que os formalismos da democracia são fontes causais e asseguradoras da nossa concepção dos direitos civis, os conceitos de liberdade do ocidente são teológicos, frutos de uma tradição cultural cristã ancestral, que faz do livre arbítrio um dilema moral basilar das nossas escolhas entre o bem e o mal, o moral e o imoral, o verdadeiro e o falso, etc.

Em outras palavras, a liberdade, a voluntariedade, o consentimento e a responsabilidade individual têm sólido peso na formação religiosa do mundo ocidental, em épocas muito anteriores ao liberalismo político. Na verdade, o sistema liberal só deu certo dentro do prisma de uma estrutura cristã elementar. Quando o cristianismo definhou, a liberdade foi junto para o espaço. Alguém poderia objetar, afirmando que países como Japão e Coréia do Sul também adotaram sistemas liberais sem serem originalmente cristãos. Porém, muitos dos valores ocidentais foram absorvidos por esses povos, inclusive, os conceitos e dilemas éticos e morais do ocidente, adaptados à realidade deles. É claro que a mera existência da Cristandade, em si mesma, não significa que haja um sistema de liberdades. É perfeitamente possível que existam governos cristãos extremamente autoritários. Todavia, o ocidente, sem os valores cristãos, parece se degenerar em sistemas muito mais opressivos, mesmo dentro dos Estados democráticos, já que os valores morais transcendentes, que não dependem da gerência governamental, são colocados de lado, em nome da vontade estatal. No final, o Estado democrático se auto-sacraliza, auto-diviniza.

A liberdade só tem sentido a partir de um prisma ético e moral, dentro de um sistema de valores orientadores da conduta individual. A democracia liberal está naufragando, justamente porque esses princípios estão em crise. Liberdade individual no ocidente se tornou sinônimo de licenciosidade e as noções morais e éticas do dever estão sendo invertidas de cabeça para baixo. E como os grupos e sistemas totalitários exploram a fraqueza moral do ocidente? Será mera coincidência que os comunistas incentivam bandeiras idiossincráticas da ditadura cultural politicamente correta, do aborto, do casamento gay e demais elementos desmoralizadores, justamente para subverter os conceitos morais e éticos ancestrais da liberdade? Não será espantoso que esses movimentos explorem a liberdade de imprensa, de opinião e informação para subverter e deturpar completamente o sentido da realidade e mesmo propaguem a destruição das próprias liberdades pelas quais são beneficiárias? As liberdades democráticas estão sendo prostituídas e utilizadas para a destruição da própria democracia.

O laicismo é, atualmente, um proselitismo caro tanto a liberais, como a esquerdistas. Contudo, as idéias liberais clássicas, de Locke, Adam Smith a Montesquieu, de Tocqueville a Bastiat, só tiveram vigor e seguridade através da crença de que há valores transcendentes na política, inspirados pelo direito natural, seja este concebido pela razão ou por Deus. Ninguém, até então questionava o valor intrínseco da vida humana, da estrutura natural da família, da moral vigente ou mesmo os deveres e iniciativas do indivíduo, em favor de caprichos particulares e absurdos. Pelo contrário, o Estado liberal visava proteger os direitos. Ademais, o sábio Tocqueville afirmava que a consequência da falta de religião na vida pública democrática transformaria a democracia de uma nação cristã para uma nação de turcos obedientes. Nada mais profética sua análise. A Europa é uma legião de “turcos” obedientes à idolatria pagã da soberania popular do Estado. E com o crescimento populacional dos muçulmanos, é possível que virem turcos de fato. A propaganda da laicidade pelos liberais está levando a uma quebra moral do ocidente, já que os valores tradicionais estão sendo dissociados de sua origem mística, transcendente. Ingenuamente, eles acreditam que o Estado liberal é neutro de valores e crenças. Paradoxalmente, tanto para o liberal, como para o socialista, justiça não é algo acima do Estado. É o próprio Estado. O liberal laico é o idiota útil que faz tudo o que o socialista deseja.

O vazio moral do liberalismo político está sendo usado como a melhor arma para destruir a sociedade civil e os direitos individuais. E como? Ao relativizarem os valores da vida, da família e de toda uma estrutura moral em nome de qualquer subjetividade neurótica, os liberais estão contribuindo para destruir os alicerces da liberdade civil, que são as instituições privadas. Lembremos, as instituições da sociedade civil são morais, no sentido de que necessitam de valores para que elas tenham confiabilidade e sejam um meio de associação e diálogo entre os indivíduos. Da família à livre empresa, da livre associação à Igreja e à escola, todas essas associações e instituições estão sendo ameaçadas por uma campanha completa de desmoralização. É muita ingenuidade ou burrice achar que as leis formais da democracia liberal vão estar acima dos valores éticos e morais consagrados pela sociedade. Se dentro da própria sociedade há movimentos subversivos e delinquentes bem organizados, que deturpam os valores comuns da vida, da liberdade, da propriedade e da família, é claro que isso vai se refletir na conduta do Estado e das leis. A agendinha politicamente correta das esquerdas está atuante e sendo perfeita beneficiária da democracia liberal. Como anteriormente, os movimentos fascistas e o nazismo foram perfeitamente beneficiários da democracia liberal nos anos 30 do século passado. Não é o liberal que acha que todas as idéias podem ser respeitadas e niveladas no mesmo plano, já que tudo é uma questão de mera subjetividade?

A mídia atual é um perfeito instrumento que incentiva o ódio a tudo aquilo que nos identifica, representa e estrutura socialmente: a moral cristã, os valores familiares, o direito à vida, o direito à propriedade, o senso de dever e solidariedade, a livre iniciativa, etc. E contraditoriamente, esta mesma fábrica de desinformação e propaganda nos dita como bajular os nossos inimigos, no sentido pervertido de sujeitar-nos covardemente sob os caprichos de nossos algozes. Daí a Europa envergonhada de suas origens cristãs, rendendo loas ao Islão que a odeia ou à tirania comunista, que almeja escravizá-la como gado. Ou a democracia que aprova as atrocidades islâmicas de extirpação do clitóris ou espancamento de mulheres sob as vistas grossas das feministas e das organizações de direitos humanos, em pleno ocidente. Tudo em nome do multiculturalismo, naturalmente!

O islão terrorista também sabe se aproveitar da democracia liberal. Enquanto o método esquerdista é o da desinformação em massa e da escandalosa colaboração política com os governos e grupos fanáticos muçulmanos, as práticas islâmicas visam o terror e a intimidação, mescladas com a chantagem psicológica (embora esse expediente seja comum ao histórico dos movimentos comunistas). Na verdade, o islão aprendeu, e muito, com o movimento comunista. Os grupos terroristas muçulmanos atuais só existem porque foram treinados e armados através de uma elaborada organização logística da KGB soviética. Alguém duvida que as ditaduras islâmicas são armadas pelos países comunistas? A OLP, o Hammas, o Hezbollah, e outros, são produtos da guerra fria, crias subversivas da Rússia. Como as ditaduras da Síria, do Irã e mesmo antiga ditadura de Saddam Hussein foram inspiradas no modelo soviético.

É um erro e uma tolice acreditar que a população islâmica destes países esteja preparada para a democracia, nos moldes ocidentais. A “revolução árabe” no Egito, alardeada como uma luta pela democracia na mídia ocidental, é tão somente um prelúdio para outra ditadura islâmica atroz, tal como é atualmente o Irã, com a ascensão do aiatolá Khomeini. Erro maior ainda foi a política ocidental com relação aos cidadãos islâmicos nascidos no continente europeu. A política multiculturalista das esquerdas, com a tolerância dos liberais, visou separá-los da comunidade e dos valores ocidentais. Ao invés de assimilá-los, acabou criando duas comunidades distintas, cujo abismo cultural é assustador. No final das contas, a população islâmica européia é uma bomba-relógio pronta para explodir e incendiar o velho continente.

Os arautos da democracia ocidental não sabem o que fazer contra essas artimanhas. Por um lado, os islâmicos provocam e hostilizam o sistema democrático, explorando seu sistema de liberdades para promover sua causa totalitária e ter passe livre para aterrorizar a população civil. E por outro lado, a imprensa ocidental, infestada de esquerdistas, boicota qualquer tipo de ação defensiva contra essas práticas. Na verdade, tanto islâmicos e esquerdistas exploram os sentimentos humanitários da democracia para jogá-los contra o ocidente. “Valores humanitários”, por assim dizer, só valem para os ocidentais obedecerem, quando a relação é com o islão. Entretanto, os islâmicos fundamentalistas desprezam quaisquer causas humanitárias. Com a ajuda da opinião pública distorcida, subvertem a ordem da realidade e dos valores, imputando noções de moralidade que eles nem mesmo obedecem. Neste caso, a democracia vive um dilema sério: se se omitir contra a ação islâmica de intimidação, poderá se enfraquecer e perder a batalha contra o terrorismo. E se usar uma política dura de restrição aos direitos civis ou mesmo de expulsão dos islâmicos, será acusada de trair seus princípios individualistas e liberais. Eis o jogo perverso da chamada “guerra assimétrica”. Nos dois casos, a intenção de desmoralizar e destruir a democracia é uma fórmula incrivelmente eficaz.

No geral, os liberais, idiotizados com a crença adocicada dos formalismos constitucionais e com as pregações do livre mercado, ignoram ou não percebem que as grandes disputas políticas do século XX e no século XXI foram verdadeiras lutas civilizacionais. Lutar contra o comunismo ou o nazismo não foi apenas uma guerra entre democracia liberal e totalitarismo, mas uma luta entre tudo que entendemos por civilização nos últimos dois mil anos e uma nova forma de vida e política destrutiva, perversa, que ameaçou levar a humanidade ao mais completo obscurantismo. Quem percebeu, com sabedoria, essa disparidade, foi o estadista Churchill. Pena que até então nada se aprendeu com essas lições históricas.

As cimitarras, mais uma vez, depois de séculos de guerras, estão apontadas para a Europa e o ocidente e ameaçam tudo aquilo que concebemos como civilização. A diferença é que agora os islâmicos estão armados com homens-bombas e fuzis kalashinikovs. E planejam construir até bombas atômicas, com o apoio do que foi a mais grotesca e destrutiva cria ideológica do ocidente, que é o comunismo. Entretanto, a pior crise do ocidente é interna, é moral. Ao que parece, o ceticismo domina as consciências políticas e intelectuais no quesito de seus próprios valores e não há alguém disposto a defendê-los. Essa nova guerra será menos vitoriosa pelas armas do que pela defesa dos valores em disputa. Uma delas é a Cristandade e suas estrutura de valores. Sem a moral necessária, sem a defesa apologética do arcabouço cultural que faz do ocidente uma civilização corajosa, criativa e superior, a guerra estará perdida antes de começar. E é só esperar o desastre. . .

Postado por Conde Loppeux de la Villanueva às 15:18

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