2011-02-01

ISLÃ IS LOVE

isla is love

A revolta no Egito e os tolos politicamente corretos


O Egito está dando passos largos para se transformar numa ditadura fundamentalista islâmica, depois de passar, porque isso faria parte da pantomima, por um ritual eleitoral. Esse caminho é conhecido. A imbecilidade dominante na imprensa ocidental — na brasileira, então, chega ao paroxismo — acredita que se trata de um movimento popular espontâneo, liderado por pessoas que não agüentam mais as injustiças sociais e a ditadura e resolveram dar um “basta!”. É uma análise cretina.


O fato de o Egito ser governado por um ditador, desprezível como todos, e de as injustiças serem grandes não muda o caráter do que vai nas ruas. O tal “Movimento 6 de Abril”, liderado “por jovens”, segundo a boçalidade influente, é, além de irrelevante, uma boa fachada. Quem comanda as ruas é a Irmandade Muçulmana, aquele mesmo grupo de onde saiu, por exemplo, o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A propósito: em Gaza, ninguém pede democracia, não é mesmo? Primeiro é preciso destruir Israel, é claro!


Mohamed ElBaradei, Nobel da Paz e ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, resolveu ser o intérprete, para o Ocidente, do que vai em seu país. Ele se oferece para uma espécie de governo de transição, legitimado sabe-se lá por quem, já que é ignorado pela esmagadora maioria dos egípcios. Em busca dessa legitimidade, o que fez o valente? Uniu-se à Irmandade!


A vereda do desastre está se abrindo; se vai se cumprir, não sei. O governo Obama repete para o mundo o discurso tíbio de Jimmy Carter em 1979, no Irã, naquela que se dizia ser também uma “revolução democrática”, de caráter islâmico. “Democracia de caráter islâmico”, xiita ou sunita, é uma tradição que tem de ser fundada. Numa perspectiva puramente lógica, pode até ser possível, mas é improvável. Carter deu um pé no traseiro do xá Reza Pahlevi em nome da democracia e dos direitos humanos. O resultado foi o regime dos aiatolás, com a democracia e os direitos humanos conhecidos… Carter sempre subtraía quando somava, o infeliz!!! Os esquerdistas apoiaram entusiasmadamente a revolução —- foram os primeiros na fila das execuções.


“Não quero nem saber, Reinaldo, se a democracia resultar no poder da Irmandade Muçulmana, que depois vai acabar com a democracia, fazer o quê?”

 

Pois é. É um modo de ver o mundo. Não é o meu. Porque, junto com o fim da democracia, a Irmandade trará riscos que vão além das fronteiras egípcias, a exemplo do que aconteceu com a revolução xiita do Irã.

 


Por Reinaldo Azevedo

 

 

comentário meu: os esquerdopatas que apoiaram a revolução no Irã e a expulsão do Xá, foram os primeiros a serem enforcados pelo aiatolá, isso eu acho legal, ahahaha!

 

TEM MAIS:

BREAKING NEWS: Islamic Action Front (IAF) Elects “Hawk” As Secretary General

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Zaki Bani Rsheid

Global media are reporting that Zaki Bani Rsheid, described as a “hardliner” and a “hawk”, was chosen today as secretary general of the Islamic Action Front (IAF). According to a DPA report:

Hardliner Zaki Bani Rsheid was chosen Friday as secretary general of the Islamic Action Front (IAF), the political arm of the Muslim Brotherhood, an official of the organization said. Bani Rsheid narrowly defeated moderate Salem Falahat in vote taken by the Brotherhood’s Consultative Council, the official told the German Press Agency dpa on condition of anonymity. The choice, which caught political observers by surprise, is expected to put the country’s Islamists once again on a collision course with the government, political sources said. Bani Rsheid was forced to step down as IAF secretary general in May 2009 when he was replaced by the moderate academic Ishaq Farhan in a bid to mend fences with the government, the sources added. The Consultative Council also agreed to “sever administrative links” with the Palestinian radical group Hamas, currently in control of the Gaza Strip, the Brotherhood official said. However, he denied reports the choice of Bani Rsheid was “a compromise” to please “hawks” in return for agreeing to end the controversial affiliation with Hamas that threatened to undermine the Brotherhood’s unity. The Muslim Brotherhood is Jordan’s key opposition political gathering.

The IAF is the political action arm of the Jordanian Muslim Brotherhood. A previous post reported on Mr. Rsheid’s earlier resignation.

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