2010-11-03

O alerta de Israel

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O alerta de Israel

David Horowitz: Frontpage Magazine, 2 de novembro de 2010.
Artigo original AQUI.
Tradução: DEXTRA.
Embora estes dias o foco esteja naturalmente sobre a Al Qaeda, notícias alarmantes também têm vindo à tona sobre o Hezbollah, o grupo terrorista Xiita que está aglomeraado próximo à fronteira de Israel e tomou o controle do Líbano.
O diário francês Le Figaro informa que o arsenal do Hezbollah agora totaliza 40 000 mísseis e que a organização tem 10 000 combatentes à sua disposição. Le Figaro também dá detalhes sobre três divisões do Hezbollah encarregadas de dar manuntenção e transportar os mísseis e sobre o íntimo envolvimento da Síria com o empreendimento todo.

 


O artigo diz que, em janeiro passado, uma das três, a Divisão 108 - num movimento registrado pelo serviço de inteligência americana -, recebeu uma remessa de 26 mísseis M-6002 sírios, em algum lugar entre Damasco e a fronteira sírio-libanesa. Embora o principal centro militar da Divisão 108 esteja próxima à fronteira, ela também tem uma base próxima ao aeroporto de Damasco, para receber carregamentos de armas vindos do Irã.
Le Figaro cita o ministro da Defesa francês tendo dito que Israel pode atacar os centros da Divisão 108 na Síria. O jornal também diz que o exército sírio tem sua própria base de mísseis Scud próximo a Damasco. E embora a Síria negue ter fornecido Scuds ao Hezbollah, imagens de satélite parecem mostrar agentes do Hezbollah sendo treinados na base para usá-los

 


Ron Ben-Yishai, veterano de guerra e analista militar do Yediot Aharonot, o maior diário de Israel, atribui muita importância à reportagem e diz que "quem quer que tenha fornecido dados de inteligência super secretos [ao Le Figaro]" teve razões para fazê-lo.


Uma destas razões, diz Ben-Yishai, é:


jogar os fatos na cara da opinião pública internacional, de modo que a ONU, o Ocidente, os estados Árabes e a mídia global não finjam estar surpresos se e quando Israel realizar ataques poderosos e devastadores. Estas ações teriam como alvo o imenso arsenal de foguetes e mísseis no Líbano, bem como os estados que contribuíram para criá-lo, quer dizer, o Líbano e a Síria.


Ben-Yishai, observa, em seguida, que, nos últimos meses, Israel tem insistido no assunto junto à comunidade internacional, incluindo o vazamento de mapas sobre como o Hezbollah estoca armas próximo a escolas, hospitais e residências nas vilas do Sul do Líbano. O Hezbollah quer, assim, tornar difícil para Israel atacar os alvos, ao mesmo tempo em que prepara acusações de "crime de guerra" contra Israel, como sempre faz.

 


A respeito dos preparativos do Hezbollah para derrubar o governo libanês e começar mais uma guerra com Israel, veja o post: Um golpe do Hizballah no horizonte?

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