2010-10-06

Evangélicos fazem campanha contra Dilma no Espírito Santo

 

Posição sobre o aborto motiva protesto de grupos religiosos capixabas

06 de outubro de 2010 | 12h 47

  • Agência Estado

VITÓRIA - O Fórum Político Evangélico do Espírito Santo e a Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória (APEGV), anunciaram que vão fazer campanha contra a candidata petista, Dilma Roussef, no Espírito Santo. Hoje, estima-se que um terço da população capixaba seja evangélica, o que significa cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Segundo o pastor Enock de Castro, presidente da APEGV, a posição foi tomada depois de uma consulta às diversas igrejas associadas às duas entidades. "Entre 80% e 90% dos evangélicos tendem a votar em José Serra. O risco é grande de vermos alguns princípios religiosos serem afetados. Há uma posição da Dilma em defesa do aborto, da união civil entre pessoas do mesmo sexo e proibição de proferir religião em órgãos públicos, que são coisas que não podemos aceitar", disse ao justificar a posição.

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Já o presidente do Fórum Político Evangélico do Espírito Santo, Lauro Cruz, afirmou que a postura tucana preocupa menos. "O posicionamento histórico de Dilma gera apreensão. Ela é a favor do aborto, embora tenha negado isso. A postura de Serra preocupa menos do que a de Dilma e dos males vamos escolher o menor", frisou.

Outro ponto apontado pelas lideranças evangélicas capixabas contra a petista foram as alianças políticas firmadas pelo PT para viabilizar a candidatura da ex-ministra. "Ao lado dela estão José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Dirceu. Não são políticos confiáveis", comentou Cruz.

No primeiro turno as duas entidades evangélicas apoiaram a candidata do PV, Marina da Silva, e chegaram mesmo a subir no palanque dela quando esteve em Vitória, no final de setembro. "Esperamos um posição neutra da Marina", afirmou Castro.

Outra entidade evangélica capixaba, a Convenção das Assembleias de Deus, foi ainda mais longe e assegurou apoio ao tucano. "Quando aceitamos um membro avaliamos sua conduta. Alguém para presidir uma família tão grande como a brasileira tem que ter uma raiz, que é a família. Na campanha, José Serra se apresentou junto com a família. É assim que tem que ser e vamos orientar os fiéis nesse sentido", disse Osmar de Moura, presidente da Convenção.

Católicos. Já a Igreja Católica, por meio da Arquidiocese de Vitória, lançou um documento oficial assinado pelo Arcebispo Luiz Mancilla Vilela, condenando quem apoia questões como o aborto, a violação à liberdade de expressão e religiosa.

"Não vote naqueles que defendem um falso conceito de direitos humanos, por exemplo, colocando como se fosse direito: a violação da liberdade de expressão, o direito de matar o ser humano no seio materno, o direito de adoção de crianças quando faltam as qualidades de mãe ou de pai, o direito de violar a liberdade religiosa impedindo que cada religião use os seus símbolos sagrados. Estes não merecem o seu voto de católico.", escreveu o Arcebispo.

No domingo da eleição, alguns padres católicos chegaram mesmo a pregar contra o voto em Dilma Roussef durante a homilia das missas matinais. Um dos exemplos foi a Igreja de Santa Rita, localizado na Praia do Canto, um bairro nobre da capital capixaba.

No Espírito Santo, houve uma vitória apertada da candidata petista: Dilma conquistou 37,25% dos votos válidos, o que corresponde a 717.417 votos; Serra obteve 35,44%, o que equivale a 685.590 votos, e Marina Silva (PV), recebeu 26,26% dos votos capixabas, ou seja, 505.734 votos.

Um comentário:

José de Araujo Madeiro disse...

Tia Cê,

Devemos ter cuidados para não radicalizar, devemos dialogar e procurar a convergência de opiniões e de ideias, as que sejam da busca da conciliação, em especial num assunto tão pleno de controvérsias e divergências.

Mas esse tema não é assunto para política de Estado, mas da sociedade, com vistas o ajustamento de casais, de pessoas, da família, da proteção ao concepto inocente e indefeso, vítima que sempre foi e será de assassinato por frivolidades do mero prazer sexual e da vaidade, mas por necessidade da saúde ou sobrevivência da mãe, é óbvio que devemos ter uma discussão sadia pela sociedade e não pelos políticos, na particularidade os Petralhas.

Jamais para o controle de natalidade e para mera liberalidade sexual, e, ainda, para proteção e perfeição do corpo da mulher, para despertar o apetite sexual do hoeme e da mulher promíscua.

A mulher, antes de quaisquer questões, deve ser feminina para ser respeitada, ser a complementação e ser amada pelo homem, ou seja sua cara-metade na formação e condução de uma família.

A mulher-macho que vemos hoje em dia, libertina e até lésbica, é uma aberração psico-social e mau amada, de ser uma mulher complexada e mau resolvida, além de ser competitiva e até incapaz de conquistar um homem para ser o seu parceiro.

No aborto, há os casos previstos no Código Penal Brasileiro e eu, particularmente, como médico, sei como proceder e orientar as pessoas com quem converso, já que não faço parte da área, da ginecologia e da reprodução humana.

O planejamento famíliar e a educação dos filhos é uma questão íntima do casal e que deve receber uma atenção especial da Saúde Pública, para pessoas sem condições de manter planos de saúde ou de ter acompanhamento da parte de um ginecologista ou de um psicólogo particular, para orientação sexual.

Mas esses comunistas burgueses e corruptos só pensam no poder e na vida fácil para eles, da esquerda escocesa às custas do erário. È por isto que tentam, diuturnamente, por todos os meios possíveis e imaginários destruir os valores democráticos e cristãos que fecundam, fertilizam e enriquecem à nação brasileira.

Att. Madeiro