2010-03-29

ONDE SE QUEIMAM LIVROS SE QUEIMAM PESSOAS

DILMA, MERCADANTE E BEBEL FAHRENHEIT

domingo, 28 de março de 2010 | 7:03
Por Reinaldo Azevedo
professores-queimam-livros
Não, queridos leitores! Eu não me conformo com a foto acima. Até porque a prática não é inédita. Não há civilização possível quando professores queimam livros — nem os ruins merecem ser queimados porque também são testemunhos de uma história. Queimar livros é coisa dos nazi-fascistas;  queimar livros é coisa dos comunistas chineses da Revolução Cultural; queimar livros é investimento na barbárie.
Um dia antes desse espetáculo, Bebel Fahrenheit estava reunida com Dilma Rousseff num comício ilegal promovido por sindicalistas do ABC. Era chamada de “querida” pela candidata. Dois dias antes, Aloizio Mercadante, o ex-chefe do mala-preta dos aloprados e virtual candidato do PT ao governo de São Paulo, dava todo o seu apoio à greve da Apeoesp — que “greve dos professores” não é.  Logo, Dilma e Mercadante são co-responsáveis pela queima dos livros.
É a primeira vez? Não é. Vejam esta imagem. É da queima de 2008. Quando Bebel vê um livro, deve pensar logo em fogueira.
livros-queimados
Aluguem agora mesmo Fahrenheit 451, filme François Truffaut, e você entenderão por que apelidei a cabo eleitoral confessa de Dilma de “Bebel Fahrenheit”. O título do filme é uma referência ao ponto de combustão do papel. Na sociedade totalitária que a fita retrata, livros eram proibidos porque deixavam as pessoas infelizes. Quando descobertos, eram queimados pelos bombeiros —  sim, pelos bombeiros: os totalitários sempre invertem a lógica; sempre tentam fazer com que o mal se transforme num bem; para os totalitários, Bebel Fahrenheit defende a educação…
Esses livros que estão sendo incinerados são guias dos professores, parte da correta e saudável unificação dos currículos implementada pela Secretaria de Educação. Vagabundos comuno-fascistóides queimadores de livros acreditam que a existência do currículo e do material didático lhes retira a “liberdade”. Vemos muito bem o que entendem por liberdade!
Espalhem essas imagens Brasil e mundo afora. Todos devem saber o que um sindicato, um partido e dois candidatos consideram aceitável na educação.

NÃO! OS QUEIMADORES DE LIVROS DE DILMA E BEBEL NÃO SALVAM NINGUÉM. ELES DÃO É PAULADAS NA CARA DE MULHERES POLICIAIS

sábado, 27 de março de 2010 | 17:38
Por Reinaldo Azevedo
Vejam esta foto. Viram?

policial-carregada
Ela está em todos os blogs dos petralhas. Vagabundos que escrevem a soldo viram na imagem do fotógrafo Clayton de Souza, da Agência Estado, um momento sublime da solidariedade humana, verdadeira poesia em meio à guerra. Segundo eles, um dos comandados de Dilma e Bebel, a chefe da baderna e da depredação promovida pela Apeoesp, carrega um policial ferido.  A imagem seria uma emblema da grandeza dos grevistas.
Pois é. Não se trata de UM policial, mas de UMA POLICIAL. Ela se chama Érica Cristina Moraes de Souza. O HOMEM QUE A CARREGA NÃO É UM DOS TONTONS-MACUTS DA BEBEL, NÃO! Trata-se de um policial.
Érica foi covardemente agredida por um dos marmanjos da Apeoesp: LEVOU UMA PAULADA NO ROSTO, COM FERIMENTOS SÉRIOS NO NARIZ E NA BOCA.
OS QUEIMADORES DE LIVROS DE DILMA E BEBEL TAMBÉM DÃO PAULADAS NA CARA DE MULHERES.  E, no caso, Érica é uma mulher e tanto: veste um uniforme e tem a coragem de defender a segurança pública.
Não, canalhas!
Os “homens” de Dilma e Bebel não salvam ninguém!
Os “homens” de Dilma e Bebel quebram a cara de mulheres!
Até que Dilma não se desculpe por ter dado apoio público a Bebel, que admitiu fazer uma “greve política”, continua co-responsável pela arruaça. Assim, os arruaceiros continuarão a ser chamados aqui de “a tropa de choque de Dilma e Bebel”, “os queimadores de livros de Dilma e Bebel”, os “tontons-maCUTs de Dilma e Bebel”.


QUE A ELEIÇÃO SEJA PLEBISCITÁRIA: QUE OS BRASILEIROS SEJAM CHAMADOS A ESCOLHER ENTRE QUEM PRODUZ E DISTRIBUI LIVROS E QUEM QUEIMA LIVROS

segunda-feira, 29 de março de 2010 | 5:21
No Brasil, mas muito especialmente em São Paulo, a eleição tem de seguir, sim, o padrão de uma plebiscito. Que o eleitor seja chamado a escolher entre quem produz e distribui livros e quem queima livros; que o eleitor seja chamado a escolher entre quem planta comida e emprego no campo e quem semeia invasão, depredação e morte. É uma linguagem muito simples. É uma linguagem muito direta. Fosse o caso de conceituar as escolhas, poder-se ia indagar: “Democracia ou comuno-fascismo?” Mas isso nem é necessário. Dilma Rousseff dividiu a mesa com Bebel, a presidente da Apeoesp (abaixo, nós a vemos no melhor da sua forma) na quinta; na sexta, a sindicalista liderou a barbárie nas ruas de São Paulo. Um dia antes, em seu Twitter, Aloizio Mercadante, o ex-chefe do aloprado Hamilton Lacerda, havia dado seu apoio aos companheiros. Os candidatos petistas são, pois, co-responsáveis políticos pela fogueira. Ouçam como grita o silêncio de ambos diante do absurdo. O ex-governador Geraldo Alckmin já tem uma campanha pronta: “Livro ou fogueira de livros? Produção ou destruição?” Não há quem não consiga entender esses dois caminhos. Sigamos.
Até quando o Ministério Público vai assistir impassível aos descalabros da Apeoesp e à sua rotina de desmandos, violência e assumida politização da greve? Os dirigentes desse sindicato passaram de todos os limites. Não fosse o bastante a tal Bebel, presidente da entidade, dividir o palanque com Dilma num comício disfarçado de encontro sindical no ABC — mais uma ilegalidade, diga-se —, ela fala abertamente na questão eleitoral. O objetivo, confirma a própria sindicalista, é “quebrar a espinha dorsal desse partido e desse governador” e, “no dia 3 de outubro, varrer da face da terra de São Paulo o governador Serra e o partido que se chama PSDB”.
TUDO É TÃO CLARO, TUDO É TÃO SEM DISFARCE!
O Ministério Público não precisa ser provocado por ninguém para agir. Há uma legislação que rege os sindicatos, e ela proíbe esse tipo de manipulação político-partidária. Também os advogados dos partidos de oposição têm de entrar em ação e recorrer à Justiça Eleitoral — esta, sim, só age se acionada. Abaixo, há vídeos que PROVAM, sem margem para qualquer dúvida, o uso da máquina sindical para fins eleitorais e, obviamente, campanha antecipada.
O que demonstra que estamos assistindo a um método? Leiam esta fala:
“E nós vamos dar a eles esta reposta: mais e mais mobilização, mais e mais greve, mais e mais movimento de rua, e vamos derrotar eles nas urnas também porque eles têm de apanhar nas ruas e nas urnas”.
A fala acima é de José Dirceu e foi pronunciada numa assembléia da Apeoesp em 2000, quando o sindicato também era presidido pela ínclita Bebel. Dias depois, a 1º de junho, seguindo as ordens do chefão, os trogloditas agrediram covardemente o governador Mário Covas — agressão física mesmo! Já bastante debilitado pelo câncer (morreu nove meses depois), ele chegou a ter um ponto de sangramento no lábio e na cabeça. O vídeo com a violência comandada por Bebel e seus sectários contra Covas está aqui.
Dez anos se passaram, o PT está no poder há quase oito (mas São Paulo vem dando provas reiteradas de que não quer saber deles), José Dirceu é processado no STF por chefiar a quadrilha do mensalão, e Bebel é de novo presidente do sindicato. Os métodos continuam os mesmos. Num vídeo abaixo, vocês podem ver e ouvir Dirceu em ação naquele dia. E também acompanharão trechos da baderna da Apeoesp de sexta-feira, que antecedeu o quebra-quebra promovido pelos queimadores de livros de Dilma, Bebel e Mercadante:
FALA BEBEL:
“Nós estamos aqui para quebrar a espinha dorsal desse partido e desse governador (….)
OUTRO SINDICALISTA
“Acertamos a tática que mais acumula. Por isso, essa semana, para nós, e a semana decisiva; é a semana em que ele pede demissão da condição de governador para cuidar como (sic) candidato à Presidência e, por isso, nós precisamos de táticas.
SEGUNDO SINDICALISTA (canta musiquinha)
Daqui a pouco/ tem eleiçããão,/ lá no Planalto,/ ele não chega nããão/
TERCEIRO SINDICALISTA
“Nós vamos promover um grande bota-fora no dia 31”
QUARTO SINDICALISTA
“Zé Serra fora, fora, fora”
VOLTA BEBEL
Não será, Serra! Você não será presidente da República. Isso está escrito nas estrelas
O vídeo está aqui.

Ainda não é o suficiente para você, leitor? Então fique com mais um vídeo. Nem precisa vê-lo inteiro porque repete parte do anterior. Vá direito para 1min14s:

Deixo o registro escrito. FALA BEBEL “Por isso, colegas e amigos, em outubro, nós temos um grande compromisso, dia 3 de outubro, dizer de uma vez por todas, varrer da face da terra de São Paulo o governador Serra e o partido que se chama PSDB”
OUTRO SINDICALISTA
A greve vale a pena e é nossa única oportunidade de quebrar esse governo. Serra disse que vai declarar a sua candidatura nos próximos dias. Nós estaremos lá para dizer que ele não será presidente da República.
VOLTA BEBEL
O que interessa é que o nosso movimento é político, sim!

Apeoesp do campo Escrevi aqui, dia desses, que a Apeoesp é o MST das cidades, dada a semelhança de métodos e a opção preferencial pela violência. E, por óbvio, o MST é a Apeoesp do campo.
Na sexta, em Andradina, José Rainha Júnior, líder das invasões de terra no Pontal, afirmou que todos os acampamentos comandados por ele “serão comitês pró-Dilma Rousseff”. E anunciou.
“Já estamos em campanha, e vamos fazer um campo de batalha no campo pró-Dilma”.
Rainha promete uma tempestade de invasões no campo, o chamado “Abril Vermelho”. Talvez Dilma devesse comparecer a alguma invasão com aquela sua simpática bata que emula com as camisas do companheiro Hugo Chávez.
A questão que interessa é se vamos permitir que eles tutelem a democracia na base da arruaça, do quebra-quebra e da fogueira de livros. Vamos?



“ONDE SE QUEIMAM LIVROS AINDA SE QUEIMARÃO PESSOAS”

segunda-feira, 29 de março de 2010 | 5:11
Por Reinaldo Azevedo
A frase do título é do Heine (1797-1856), poeta alemão de origem judaica. E teve um caráter, como se sabe, premonitório. Vejam este vídeo impressionante, enviado pelo leitor Márcio Leopoldo Maciel. Volto depois.
Como vocês viram, Márcio juntou as imagens dos nazistas queimando livros, num estado de verdadeira euforia, com a foto dos tontons-maCUTs de Bebel fazendo a mesma coisa. O que os distingue?
Alguns asquerosos ainda têm a coragem — e um leitor me disse que seu professor de filosofia disse o mesmo em classe — de afirmar que os comandados de Bebel não queimaram livros, mas apostilas; que aquilo seria “só o material didático” que o governo repassa aos professores. Como se isso fizesse alguma diferença. Talvez seja ainda pior: os fascitóides, além de queimar livros, estão reagindo também à correta decisão do governo de São Paulo de criar um currículo mínimo e orientado para as escolas de São Paulo, segundo aquelas que são as exigências — inclusive do governo federal — em provas oficiais.
Esse comportamento dos liderados de Bebel têm razão de ser. Segue, talvez, a trilha da mestra. Ela não é, assim, um portento de intimidade com os livros, isso fica evidente. Nem com a sala de aula. Vejam a carreira da moça, que é professora de língua portuguesa:
1991/1992 - Coordenadora da Subsede da APEOESP em Piracicaba
1993/96 - Secretária de Organização do Interior da APEOESP
1996/99 - Vice-Presidenta da APEOESP
1997/99 - Secretária Geral da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)
1999/02 - Presidenta da APEOESP
2002 - Secretária de Finanças da APEOESP
2006-2009- Membro do Conselho Nacional de Educação (CNE)
2010 - Presidente da Apeoesp

Bebel está quase há mais tempo longe de uma sala de aula do que Lula de um torno, né? A esta altura, ela é tão “professora” quanto ele é “torneiro”. Mas essa trajetória abriu-lhe as portas para uma vaga no Conselho Nacional de Educação — para o qual, evidencia seu currículo, não tem formação intelectual. Boletins do sindicato e seu próprio blog indicam uma relação, assim, um tanto hostil com a inculta & bela.
O que eu lhe recomendo — e a qualquer um da Apeoesp? Leia livros em vez de queimá-los.



SOCIEDADE DAS IDÉIAS MORTAS

segunda-feira, 29 de março de 2010 | 5:09
Por Reinaldo Azevedo
Muitos de vocês devem ter visto um filme demagógico a mais não poder de Peter Weir chamado Sociedade dos Poetas Mortos. Robin Williams, o pior e mais chato ator do Ocidente, é o professor “revolucionário” que chega a uma escola conservadora para ensinar a rapaziada “a pensar”. Professor que quer ensinar “a pensar” em vez de ensinar a sua disciplina merece chicote — é uma metáfora…  O tal considera o livro de literatura conservador, errado, sei lá o quê. E incita a garotada, uma bando de adolescentes, a rasgar e jogar fora o que não prestaria.
Weir leva o telespectador a admirar essa atitude do professor, como se aquele realmente fosse um bom caminho. As platéias de “descolados” “a-ma-ram” aquela porcaria. Certa feita, num debate sobre educação, descasquei o filme e quase apanhei de alguns “educadores modernos”…
Acho que já falei mal do filme aqui, não pesquisei em arquivo. Em suma, não me dou bem com destruidores de livros, ainda que, como no filme de Weir, o propósito seja, digamos, debater a educação. Não é o caso da Apeoesp. Ali, o vandalismo tem um propósito porcamente político. Pior: não deixa de atender aos ditames da preguiça.
FAX A Apeoesp edita um boletim chamado “Fax Urgente”. Tenho aqui comigo o de nº 36, emitido em 26 de março, dia do quebra-quebra. É um primor de empulhação. Mas faz, ao menos, o que a imprensa não tem feito: lista todas as reivindicações do sindicato, de que o absurdo reajuste de 34,3% é apenas um item. Ali fica claro que a Apeoesp quer acabar com a política educacional da promoção por mérito e com as medidas que disciplinam minimamente a atividade — inclusive a que procura coibir o excesso de faltas dos professores. Qualquer pai de uma criança em escola pública sabia que esse era um dos flagelos da educação. Aquela queima de livros é, no fundo, um protesto bucéfalo contra a disciplina e a competência.
Mas volto ao fax. Mente-se de maneira desavergonhada. No boletim,  os baderneiros “foram atacados” pela PM — quando se sabe que a polícia apenas reagiu, — e “vários professores ficaram feridos”. Das 20 pessoas feridas, 10 são policiais. Isso deixa claro quem tinha tropa de choque…
O texto convoca os professores para o “bota-fora” de Serra — um protesto no dia 31, quando o governado deixa o cargo —, sugerindo que as “alas” (sic) de professores se vistam com cores distintas, como num desfile de escola de samba. Numa carta endereça daaos pais, Bebel tenta provar que tudo aquilo é feito em benefício de “seus (deles) filhos e filhas”!!! Na última página, os professores são convocados a doar sangue (como Bebel é generosa!!!) com estas palavras: “Antes que Serra sugue o nosso sangue, vamos doá-lo a quem precisa”. Ao lado, há um desenho do governador caracterizado como um vampiro. Eis a Apeoesp.
Na carta aos país, Bebel diz que o governo se nega a conversar. Ora, quem faz o que esta senhora vem fazendo em assembléias não tem compromisso com a verdade, não é? Na sexta, sua tropa de choque avançou contra a PM enquanto uma comissão da Apeoesp estava reunida com representantes do governo de São Paulo.
A Apeoesp representa a sociedade das idéias mortas!

Um comentário:

José de Araujo Madeiro disse...

Tia Cê,

A Dilma começou cedo. Em campanha já está no meio da revolução cultural,sempre patrocinada pelas ditaduras, em todas épocas e por todos recantos da terra.

No Brasil não será diferente. A revolução cultural para chegar à nova civilização sem classes. E haja violência, para queima de livros, haja confrontos e haja morte.

Esse irresponsável do Lula continua usando a massa letárgica com as bolsas-voto, tentando chegar ao seu modelo, através do qual tenha legevidade de poder e de impunidade para seus crimes.

Lamentavelmente nem a imprensa sabe e nem o poder judiciário do que realmente vem acontecendo no Brasil, sob jugo do Foro de São Paulo, para que massa ignara seja mantida escravizada ao poder petralha, as custas das bolsas-voto e das ilusões utópicas do marxismo, enquanto eles realmente são do Clube de Bildeberg, centro do capital especulativo e da Ordem Financeira Transnacional.

O ônus será terrível para classe média, mas será bem pior para a massa ignara que jamais será resgatada do statuo quo da miséria.

Lula está colocando o povo brasileiro numa sinuca de bico e os nossos intelectuais da imprensa, das universidades e do grande empresariado nacional ainda não despertaram para essa realidade. Lula monta a sua ditadura com terríveis consequências e sequelas para o povo brasileiro e com certeza o maior dano recairá sobre as populações mais carentes da nação.

Att. Madeiro