2010-02-22

COMO DESMORALIZAR A JUSTIÇA E ENGANAR TROUXAS

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 | 11:46

Por Reinaldo azevedo

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Alguns inocentes úteis — e inúteis — vêm com a cascata de que o juiz Aloisio Sérgio Resende Silveira só está sendo rigoroso na sua decisão de cassar o mandato do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). É mesmo?

 

Rigoroso contra a jurisprudência do TSE? Rigoroso quando os motivos alegados para a ainda INEXISTENTE cassação do prefeito cassariam o mandato de quase todos os políticos eleitos no Brasil, a começar do presidente da República? Isso não é rigor!

 

Quem, em primeira instância, decide TENDO A CERTEZA ABSOLUTA de que sua decisão será revista numa instância superior porque a sentença fere a ordem jurídica NÃO ESTÁ SENDO RIGOROSO, MAS CONTRIBUINDO PARA DESMORALIZAR A JUSTIÇA. Já vimos isso acontecer em outras áreas da Justiça.

 

Estamos, então, falando de juízes que não se conformam com a ordem jurídica brasileira e decidem fazer a sua própria “reforma do Judiciário”. Parece — e falo em tese, não do juiz Silveira necessariamente —  que os vejo na mesa de bar a bater no peito: “Eu estou fazendo a minha parte; se o sistema vai mudar a decisão, não é culpa minha”.

 

E um juiz só faz a sua parte quando e se cumpre a lei. Ele não existe para corrigir o que acha errado no ordenamento jurídico. Fosse assim, não teríamos juízes, mas autocratas de toga. E os setores energúmenos da imprensa que urram de felicidade e vertem sua baba energúmena de satisfação estão botando, para varias, a própria cabeça na guilhotina.

Um comentário:

José de Araujo Madeiro disse...

Tia Cê,

O juiz que tem vergonha na cara, não condena ninguém, mas aplica a Lei. Esta é imparcial e para todos, quem transgridiu à Lei recebe a sua punição.

Agora, observa-se que às ações estão correndo com muita rapidez contra os políticos ladrões da oposição, como no caso do DEM. Não devemos defender irrestritamente ninguém. Os culpados devem ser condenados, mas, em contraposição, vemos que o julgamento dos processos contra os petralhas, do mensalão e outros mais, está muitoi lento e cheio de recursos.Veja o caso do Palocci, do Dirceu. Até do Lula abafando tudo e fazendo campanha política antecipada da Dilma Rousseff.

É lamentável, mas é um claro sinal da conivência do poder judiciário com o governo dos petralhas, transparecendo que o Lula tem também o domínio da justiça. Há bastante clareza da covardia do Poder Judiciário, a serviço do governo, não do povo e que assim não deve ser considerado um poder republicano, mas uma instituição envolta de um mar de lama de corrupção.

Temos que ter muito esperteza para resolver estes problemas que nos afrontam, para restabelecimento da confiança e da respeitabilidade das diversas instituições brasileiras de forma ordeira, com base na legalidade.

Todavia, caso persista esse malucon processo de instalação de uma ditadura à la cubana, devemos estar prontos e enfrentá-la, inclusive defender um Golpe de Estado. Mas não aceitá-la in continetti e sem reação.

Não devemos se acovardar diante das circunstâncias, caso contrário pagaremos um alto preço diante de uma ditadura, inclusive comprometendo o futuro dos nossos filhos.

Jamais suspeitamos que esse tal de Lula fosse uma lástima tão perniciosa.

E agora, quando encontramos ou quando conversamos com algum juíze, temos até vontade de vomitar!

Att. Madeiro