2010-01-11

O COMPLÔ CONTRA O BRASIL

AS BOBAGENS NADA INOCENTES DO MINISTRO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 | 22:11

POR REINALDO AZEVEDO

Leiam o que vai abaixo. Comento em seguida:

“Todos os ministros assinaram. O plano passou por todo o governo. Eu também dei contribuições. A informação que eu tenho é a de que existe, sim, uma assinatura do secretário-executivo do Ministério da Agricultura (…) Eu defendo o plano. É correto. Especialmente nas questões rurais, pois todas as suas ações induzem a soluções negociadas para se resolver os conflitos (…). A violência no campo sempre serviu para acobertar a grilagem e o trabalho escravo (…). Eu acho que na agricultura existe classe média, alta, baixa. Os setores que se interessam por produção não estão preocupados com isso, mas com ambiente de paz no campo para que todos possam produzir melhor. Eu não vejo como alguém ainda possa defender violência no campo (…). O que está no plano a gente vem fazendo junto com o Ministério Público e o Poder Judiciário, que criou o Fórum Nacional de Acompanhamento de Conflitos. Eu defendo o plano, busca criar no meio rural novo ambiente sem conflito, de paz e produção, que exclua a violência de uma vez por todas no meio rural brasileiro”.

Comento
A fala acima é do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e está no site do Estado Online. Ele parece tão manso, não?, tão tranqüilo… Mas quanto veneno há nas sublinhas! Com que desfaçatez este senhor incensa os seus aliados do MST e criminaliza seus adversários!

O que é que está contido no programa? A criação de uma instância acima do Judiciário. Juízes ficariam impedidos, se a proposta fosse aprovada, de conceder liminares de reintegração de posse de propriedades invadidas no campo ou na cidade. Isso nada tem a ver com “negociação”.

Para Cassel, quem se opõe à medida quer a violência no campo. Não é mesmo cândido esse sujeito?  Já o sinal verde para as invasões — transformando qualquer invasor em parte interessada na negociação — seria evidência de paz.

Uma coisa é importante para arrematar este post — e voltarei ao tema mais tarde: sempre que as esquerdas falam em democracia e em paz, querem dizer o contrário.

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