2010-01-12

HUGO CHAVEZ, SEUS DIAS ESTÃO CONTADOS

O TIRANO MAIS PERTO DE SER PENDURADO PELOS PÉS 

 

Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 12 de janeiro de 2010 | 4:51 mussoline pendurado
Vocês conhecem o meu vaticínio para Hugo Chávez, repetido pela última vez aqui no dia 16 de fevereiro do ano passado, quando ele “arrancou” o direito à reeleição ilimitada: “Um dia o bandoleiro ainda se encontrará com o seu destino. Nas mãos do povo, que tanto celebrou, talvez seja pendurado pelos pés em praça pública, como um Benito Mussolini ou um Ceaucescu da América Latina. Mas os venezuelanos vão penar bastante até lá.”
Seu “modelo” começa a ruir. A Venezuela se tornou uma economia de uma nota só: petróleo. Dada a desvalorização da moeda local, a receita em dólares das exportações será convertida numa quantidade maior de bolívares, e se especula que ele possa usar o dinheiro para conceder reajustes ao funcionalismo e aplicar mais em assistencialismo. Mas também é certo que a inflação vai aumentar.
Ontem, imensas filas se formavam para estocar alimentos. Os venezuelanos procuravam se precaver de uma óbvia onda de aumento de preços. E Chávez fez o que sabe: chamou os militares e mandou fechar estabelecimentos comerciais. Ameaça seus proprietários com a expropriação.
Todos conhecemos a receita do bolivarianismo para assaltar instituições. O que se comenta pouco é um fato óbvio: o chavismo lembra, ele sim, cada vez mais, as antigas ditaduras latino-americanas. Ainda que o modelo compreenda a realização de eleições, o fato é que o tirano recorre crescentemente aos soldados para manter a ordem. As milícias bolivarianas já não dão conta do recado.
O maluco levará adiante o seu modelo sem saída até quando a cúpula militar continuar servil a seus desígnios. Essa fidelidade requer um relativo sucesso do governo. Ocorre que o tempo passa, a redenção dos oprimidos não vem, e a economia do país só piora. Ele tem, sem dúvida, o encontro marcado com a praça pública, que verá, então, de ponta-cabeça. Mas, infelizmente, os venezuelanos sofrerão bastante até lá.
É o preço que os países e as populações pagam quando caem na lábia de embusteiros. E boa parte da América Latina parece ter especial predileção para se entregar a seus algozes.

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