2009-12-08

Lula, o sagrado, e Dilma, a demasiadamente humana




segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
20:56
Por Reinaldo Azevedo




“Não vai falar sobre a popularidade de Lula e de seu governo?” Ora, claro que vou.

Em relação a setembro, cresceu de 69% para 72% o índice dos que consideram o governo ótimo ou bom, e caiu de 9% para 6% os que o avaliam como ruim ou péssimo. Dizem que ele é regular 21% (em setembro, 22%). Há três meses, 81% aprovavam a maneira como Lula governa; agora, esse número é de 83%. A desaprovação recuou de 17% para 14%.

São números que enchem os petistas de esperanças. A aposta é que todo esse prestígio, ou pelo menos uma grande parte, será transferido para Dilma. Isso é possível? Vamos ver.

E quando “Lula, O Filho do Brasil” chegar às massas? O presidente alcançará 130% de popularidade, seduzindo, de antemão, gerações futuras? É possível, né? Talvez seja o caso de se especular se a mitificação do presidente e sua quase santificação em vida não concorrem para tornar ainda mais apagada a figura de Dilma. Quanto mais ele avança no território do sagrado, mais demasiadamente humana ela pode se mostrar. E talvez isso não seja assim tão bom para os petistas:

a - se dizem que ela é ele, ninguém acredita;

b - se dizem que ela é diferente dele, os fiéis, então, ficam insatisfeitos.

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