2009-11-08

ANA JÚLIA, VÁ PARA A VENEZUELA

Sábado, Novembro 07, 2009

Ana Júlia: afogue-se na sua lama!

Por Klauber Cristofen Pires
Recorro a uma lembrança do meu tempo de criança: certa vez, na praia, eu passava a provocar os nervos da minha mãe que, das areias, aflita, assistia-me a simular meu afogamento. Eu julgava naquele tempo que soubesse nadar, então mergulhava e perdurava submerso, enquanto agitava os braços. Aquilo me divertia.
Entretanto, maré vai, maré vem, a correnteza vem mais forte e puxa-me para um buraco natural. Talvez assutado porque pego de surpresa, só me lembro que pedi o controle da situação e êpa, agora eu estava mesmo precisando de socorro!
Pai! Mãe! Gritava, clamando por auxílio, mas, àquela altura dos acontecimentos, nem um dos dois acreditavam mais em mim. Que desespero!
Por quê digo isto?
Porque a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, veio a público acusar os próprios ruralistas pela violenta invasão (invasão uma ova: ato terrorista!) ocorrida em duas fazendas no sul do estado, realizada com requintes de crueldade. Custa-me imaginar todo o horror que os funcionários, suas mulheres e suas crianças devem ter sentido ao terem sido escurraçados em plena madrugada, vendo atrás de si os bárbaros a atearem fogo naquelas casas que há pouco eram seus lares! Todavia, segundo a governadora petista, tudo não passou de um teatro, cujo objetivo seria o de acender a chama da CPMI do MST que está em curso, bem como desestabilizar o seu governo. Certamente, sua antena parabólica está direcionada permanentemente para a Venezuela. A mulher não deve perder um minuto do programa "Alô presidente"...
Estaria ela dizendo a verdade? Talvez. Quem há de saber? O problema é que simplesmente não dá para acreditar em quem sempre passou a sua vida política ao lado do MST. Para quem não sabe, já no início do seu governo ela editou uma portaria proibindo que a PM desse cumprimento a mandados de reintegração de posse, tendo atribuido tal mister a uma delegacia "especializada" em problemas fundiários localizadas na Capital, a mais de trezentos quilômetros de distância do palco usual dos conflitos.
Do triênio que passou, sua única grande realização até hoje foi a realização do Fórum Mundial da Maconha e do Santo Daime, um evento que proporcionou à UFPa a materialização de sua produção intelectual: era cocô espalhado por todo o campi! Há, tem mais: o afogamento da indústria madereira, a com ela, o desemprego para mais de sete mil famílias na já paupérrima região de Breves.
Nas bocas do povo, a dita cuja é mais conhecida (e muito mais!) pelas suas orgias com seguranças no balneário de Salinópolis do que por qualquer mísera caixa dágua ou carteira escolar inaugurada. Não que isto me incomodasse, caso ela o fizesse com seus próprios recursos...
Voltando à questão agrária, um tímido programa de reintegração de posse só começou a ser cumprido após a representação interposta pela Confederação Nacional da Agricultura, com a sua presidente, a Senadora Kátia Abreu, à frente, cujo teor simplesmente reclamava a cabeça da mandatária, na forma de um pedido de intervenção federal.
Ora, depois de tudo isto, e ainda por cima, como se necessário fosse forjar uma invasão, depois das centenas que o MST já promoveu espontaneamente, ou melhor, sob amplo patrocínio dos governos petistas federal e estadual? Ora, Sra Ana Júlia Carepa, afogue-se na sua obra! Os louros são todos seus (e os morenos também, hehe...).

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