2009-10-12

O MST E O INCRA

Incra veste camisa do MST, diz líder rural

domingo, 11 de outubro de 2009 | 6:49
Por Maurício Simionato, na Folha:
O presidente nacional da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, disse que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) “veste a camisa do MST”. O Incra reivindica na Justiça terras no interior de São Paulo ocupadas por fazendeiros e empresas.
Entre essas propriedades está a fazenda da multinacional Cutrale em Iaras (271 km de São Paulo), invadida pelo MST no dia 28 de setembro e desocupada na quarta-feira, com pés de laranja destruídos e máquinas e imóveis depredados.
O superintendente do Incra-SP, Raimundo Pires Silva, diz que a fazenda está dentro de uma área de 50 mil hectares no centro-oeste do Estado formada por terras da União e ocupadas irregularmente. “Ele [presidente do Incra] recebe dinheiro público e não está no cargo para defender o MST. Tenho certeza de que ele veste a camisa do MST”, afirmou o presidente da UDR.
“Ele não pode dizer que a área é da União. Só pode haver um pronunciamento neste sentido depois que houver uma sentença final sobre o caso”, afirmou Nabhan Garcia.
Ele diz que as terras foram registradas em cartório e, por isso, as empresas são proprietárias legítimas. “Agora vem o Incra, depois de mais de um século, dizer que as propriedades são devolutas? São décadas de produção e de trabalho destas empresas naquela área.” Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

MST quer fazer de Iaras novo Pontal

domingo, 11 de outubro de 2009 | 6:47
Por José Maria Tomazela, no Estadão:
Líderes formados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) no Pontal do Paranapanema, região mais conflituosa do Estado, se transferiram para Iaras, Borebi e Agudos, nos arredores de Bauru, onde o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apontou a existência de 17 mil hectares de possíveis terras devolutas. Além da Fazenda Santo Henrique, da Cutrale - desocupada na quarta-feira, após ter sido depredada -, o movimento invadiu mais 12 propriedades desde que intensificou a sua atuação no centro-oeste paulista.
O coordenador estadual do MST, Paulo Albuquerque, um dos líderes formados no Pontal, diz que o alvo são terras públicas griladas. O movimento estabeleceu uma base em Iaras e, segundo ele, pelo menos 400 famílias estão acampadas na região à espera de lotes da reforma agrária. “Do Pontal são poucas, a maioria é daqui mesmo de Iaras, Itapeva e Promissão.”
Os assentamentos já criados pelo Incra, como Zumbi dos Palmares e Rosa Luxemburgo, foram insuficientes para atender à demanda. “Precisamos de mais 4 mil hectares e terra pública por aqui é o que não falta”, afirma Albuquerque. A fazenda da Cutrale continua na mira. “É terra grilada e plantaram laranja para esconder.” A empresa alega que é dona legítima e apresentou documentos à Justiça.
Impressionados pela destruição de mais de 7 mil pés de laranja, tratores e caminhões da Fazenda Santo Henrique - entre outros estragos avaliados em mais de R$ 3 milhões -, os produtores rurais começam a se organizar para fazer frente à nova onda de invasões. O delegado de Borebi, onde ocorreu a ação, Jader Biazon, confirma que as redondezas receberam muitos sem-terra do Pontal. “A região é mais valorizada e bem localizada, no centro do Estado.”
INSEGURANÇA
Há na região clima de insegurança. Na sexta-feira, o Sindicato Rural de Bauru reuniu os associados para discutir as invasões e orientar sobre as medidas legais. Entre os participantes, sete tiveram propriedades invadidas este ano. Segundo o presidente Maurício Lima Verde Guimarães, os sem-terra são organizados e têm o apoio camuflado de setores do governo. “Estamos numa guerra desigual, pois eles têm muito dinheiro”, diz. Ele alertou para que se evite qualquer reação. “Estão à procura de um mártir.” Aqui

do blog do Reinaldo Azevedo

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