2009-10-17

CRETINISMO INTERNACIONAL E O MST

Por que o cretino internacional é um cretino internacional

sexta-feira, 16 de outubro de 2009 | 20:38
Reinaldo Azevedo
(leia primeiro o post abaixo)
Vocês podem imaginar, não? “Eles” vieram como abelhas assassinas: “Tá vendo? A ONU disse que o MST está sendo perseguido”. Bem, de saída, uma questão óbvia: até parece que a ONU, neste blog, é uma referência positiva, especialmente esses “comissários” para assuntos ditos sociais. Essa gente é amiga de tudo quanto é facínora do planeta. Há lugares em que representantes ONU são aliados declarados de terroristas. Assim, descarte-se o “Até o representante da ONU…” Não há “até”. A ONU e a verdade estão juntas apenas em circunstâncias excepcionais.
Agora vamos nos lembrar de quem é este senhor. Já foi tido pelo governo brasileiro como um inimigo. Ele é um dos promotores da tese de que a produção de biocombustíveis toma o lugar da produção de alimentos. E defendeu o seu congelamento. Para o Brasil também - quando é sabido que ainda há espaço no país para ampliar o plantio de cana. Se derrubarmos todos os canaviais e plantarmos grãos, haverá mais grãos no mundo? Haverá. Seria o fim da fome no planeta? E claro que não. Porque ela não decorre da falta de comida. Sem contar que haveria uma crise na área dos combustíveis.
O governo Lula ficou bravo com o cretino porque era um tempo em que os biocombustíveis tomavam o lugar retórico do pré-sal. Agora, o rapaz vem ao Brasil, reúne-se com o MST e se sai com essa batatada, sem conhecer, obviamente, a realidade do Brasil. E virou gênio. Antes, o PT o tratava como lobista do petróleo…
Sua defesa da consolidação de “direitos”, como o Bolsa Família, numa espécie de lei, que seria então atrelada aos beneficiários, dá conta, em primeiro lugar, de uma óbvia ingerência consentida em assuntos internos do país. É claro que se trata de uma ação concertada com o governo brasileiro. O que isso significa na prática?
Ora, o beneficiário do Bolsa Família não pode ter “direito” àquele recurso como condição permanente. A lei, como existe hoje, tem de estabelecer as condições em que um indivíduo qualquer pode ser enquadrado no programa. Lula e, agora, este senhor da ONU pretendem que seja uma garantia dada a cada pessoa. Desde logo, na hora em que ela deixar de se enquadrar no perfil que recebe o benefício, este não poderia ser suspenso sem uma longa ação judicial.
Lula vai insistir nisso, sim. Vamos ver com que propriedade constitucional. Vai querer ser o primeiro governante da história a etc etc etc. E também pretende que seja o cartão de visita para credenciá-lo a ocupar cadeiras nobres na ONU, como um assento permanente no Conselho de Segurança.
Agora estamos bem. O Brasil passará a ser governado pelo PT, em associação com esta ONG de tiranos em que está se transformando a ONU.
*
Tenho um jantar de trabalho. Daqui a pouco, Dona Reinalda cuida dos comentários.
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Por Reinaldo Azevedo

ONU – Um cretino internacional chamado Oliver De Schutter

sexta-feira, 16 de outubro de 2009 | 20:17
oliver
Da Agência Brasil. O título é meu. Volto no post seguinte.
O relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Oliver De Schutter, (foto) defendeu que o país consolide em uma legislação especial os programas sociais como o Bolsa Família.
Ele avalia que se transformados em lei “essas políticas não deixarão de atingir quem passou a ser atendido”.
Para Schutter, a lei tem que “identificar os beneficiários como portadores de direitos”, permitindo inclusive que eles possam prestar queixa contra qualquer irregularidade no benefício.
A ideia de consolidação das lei sociais é ventilada por setores do governo federal e vista com certa desconfiança pela oposição que imagina que o governo queira deixar um suposto legado histórico e obter dividendos eleitorais com a nova legislação.
Segundo o relator, os programas sociais deveriam ser transformados em política de Estado. “O caminho mais fácil para isso é consolidando em um quadro jurídico”.
De Schutter também apoiou a proposta de emenda à Constituição que poderá tornar a alimentação em um direito fundamental. “Os símbolos são importantes. Isso indica que o direito ao alimento é tão importante quanto outros direitos fundamentais”. Para ele, a lei seria um sinal importante emitido para outros países que também buscam o mesmo caminho. “Eles teriam como justificar a adoção dessa política”.
O relator da ONU defendeu a agricultura familiar e as reivindicações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Para ele, “há uma estratégia orquestrada para descredenciar o MST”.
Na opinião de Schutter, um indicador disso é o estudo recente encomendado pela Confederação Nacional da Agricultura ao Ibope que apontou os problemas de produtividade e de manutenção dos pequenos assentamento rurais.
“Essas pessoas precisam de apoio e as ocupações são o último recurso que encontraram para serem ouvidas. O Brasil é um país onde áreas enormes de terra pertencem a uma porcentagem muito pequena da população, e grande parte dessa terra está ociosa. Isso faz com que as pessoas não tenham como se alimentar porque não tem acesso à terra”, disse.
Na avaliação do relator da ONU, há um “contencioso” entre a agricultura familiar e o agronegócio, que “concorrem pelo apoio do governo”.
Segundo ele, o país deve fazer uma avaliação quanto aos dois modelos de agricultura. “A produtividade não é o único aspecto importante. A agricultura não serve apenas para produzir alimentos. Existe também para gerar renda aos produtores e para criar empregos nas áreas rurais e para preservar o meio ambiente, a biodiversidade”, afirmou.
Schutter reiterou a posição de países que condenam a expansão do álcool e a redução da produção de alimentos. Para ele, deveria haver um esforço para cumprir os compromissos da Conferência de Alto Nível que ocorreu em Roma, em junho de 2008, e, assim, garantir que não haja qualquer restrição à importação do biocombustível.

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