2009-09-07

LULA, SEMPRE ELE, O FUNDADOR DO FORO DE SÃO PAULO

LULA NA TV 

Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 7 de setembro de 2009 | 6:33

Lula falou ontem em rede nacional de rádio e TV. Fez campanha eleitoral desavergonhada. Não se limitou ao nacionalismo de ocasião, com as fantasias do pré-sal. Aproveitou para exaltar as virtudes do seu governo e, de modo nada discreto, insuflar a população contra o Congresso.  Eu os convido a ler o que segue.
*
Os apóstolos do Estado nacional, que espumam de indignação patriótica à simples idéia de privatizar alguma empresa estatal, tornam-se de repente globalistas assanhados quando um poder supranacional vem defender os interesses deles contra os interesses da pátria.
Essa conduta é tão repetida e uniforme que só um perfeito idiota não perceberia nela um padrão, e por trás do padrão uma estratégia. Desde logo, “a pátria” que eles celebram se constitui exclusivamente de estatais, onde têm sua base de operações e de onde dominam não somente uma boa fatia do Estado, mas também os sindicatos de funcionários públicos e seus monumentais fundos de pensão.
Defendendo sua toca com a ferocidade de javalis acuados, desprezam tudo o mais que compõe a noção de “pátria” e não se inibem de colocar-se a serviço de ONGs e governos estrangeiros quando atacam as instituições nacionais, desmoralizam as Forças Armadas, desmembram o território brasileiro em “nações indígenas” independentes, impõem normas à educação de nossas crianças, fomentam conflitos raciais para destruir o senso de unidade nacional e, em suma, arrebentam com tudo o que constitui e define a essência mesma da nacionalidade. Da pátria, só uma coisa lhes interessa: o dinheiro e o poder que lhes vêm das estatais.
Em segundo lugar, o nacionalismo que ostentam é de um tipo peculiar, desde o ponto de vista ideológico. É um nacionalismo seletivo e negativo, que enfatiza menos o apego aos valores nacionais do que a ojeriza ao estrangeiro - e mesmo assim não ao estrangeiro em geral, como seria próprio da xenofobia ordinária, mas a um estrangeiro em particular: o americano.
Assim, por exemplo, não sentem a menor dor na consciência quando, sob o pretexto imbecil de que toda norma gramatical é imposição ideológica das classes dominantes, demolem a língua portuguesa e acabam suprimindo do idioma duas pessoas verbais (mutilação inédita na história lingüística do Ocidente); mas, ante o simples ingresso de palavras inglesas no vocabulário - um processo normal de assimilação que jamais prejudicou idioma nenhum, e que aliás é mais intenso no inglês do que no português -, saltam ao palanque, com os olhos vidrados de cólera, para denunciar o “imperialismo cultural”.
Ser nacionalista, para essa gente, não é amar o que é brasileiro: é apenas odiar o americano um pouco mais do que se odeia o nacional. Mas, para cúmulo de hipocrisia, seu alegado antiamericanismo não os impede de celebrar o intervencionismo ianque quando lhes convém, por exemplo quando ajudam alegremente a desmoralizar a cultura miscigenada que constitui o cerne mesmo do estilo brasileiro de viver e lutam para impor entre nós a política americana das quotas raciais, em consonância com as campanhas milionárias subsidiadas pelas fundações Ford e Rockefeller.
Do mesmo modo, seu antiamericanismo fecha os olhos à entrada de novos códigos morais - feministas e abortistas, por exemplo - improvisados em laboratórios americanos de engenharia social com a finalidade precisa de destruir os obstáculos culturais ao advento da nova civilização globalista.
Redução do nacionalismo à defesa das estatais, substituição do antiamericanismo ao patriotismo positivo, adesão oportunista ao que é americano quando favorece a esquerda: desafio qualquer um a provar que a conduta constante e sistemática da chamada “esquerda nacionalista” não tem sido exatamente essa que aqui descrevo, definida por esses três pontos.
Nunca, na História, houve patriotas a quem se aplicasse tão exatamente, tão literalmente e com tanta justiça a observação de Samuel Johnson, de que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas.
*
Gostaram? O título do artigo é “O nacionalismo de esquerda é uma fraude” e foi escrito por Olavo de Carvalho em maio de 2001. Parece-me uma excelente análise da fala de Lula, feita com mais de oito anos de antecedência…

TUDO ERRADO!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009 | 6:31

Leiam atentamente o que vai abaixo. É muito importante. Volto em seguida.
Por Frederico Vasconcelos, na Folha:
O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal), há duas semanas, um parecer sustentando que o Ministério Público não tem poderes para realizar investigações criminais.
A opinião, que reabriu antiga polêmica, foi dada numa ação em que a Adepol (Associação dos Delegados de Polícia no Brasil) questiona se promotores de Justiça, nos Estados, e procuradores da República, na área federal, violam a Constituição ao exercer atribuição que seria exclusiva da Polícia Federal e da Polícia Civil.
Toffoli também surpreendeu, porque contrariou pareceres da Presidência da República e do Ministério da Justiça -ao qual está vinculada a PF- que opinaram pelo não acolhimento da ação da entidade de policiais. O relator é o ministro Ricardo Lewandowski.
Como Toffoli assessorou Lula em campanhas eleitorais no PT e aspira a uma vaga no Supremo, seu parecer foi visto como um aceno à ala conservadora da Corte, que, na gestão de Gilmar Mendes, tem mantido o Ministério Público na berlinda.
Toffoli nega essa intenção. “Os efeitos colaterais do parecer são a anulação do processo do mensalão, para a felicidade de réus como José Dirceu, com quem Tofolli trabalhou na Casa Civil”, diz a procuradora da República Lívia Tinoco.
A procuradora da República Janice Ascari diz que a tese de Toffoli também comprometeria o processo do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto e anularia todo o caso do assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel.
“Notas técnicas aprovadas pessoalmente por Toffoli, em 2007 e 2008, concluíram que o Ministério Público pode obter dados fiscais diretamente com a Receita, com fundamento no mesmo dispositivo que ele agora acha inconstitucional”, afirma Janice.
Segundo ela, “o advogado da União é o mandatário judicial do presidente da República, representa fielmente a vontade e os interesses de seu cliente”.
As procuradoras alegam que o advogado-geral da União não considerou vários julgamentos do STJ (Superior Tribunal de Justiça) favoráveis ao Ministério Público e a decisão unânime da 2ª Turma do STF, em março deste ano.
Ao julgar habeas corpus, a ministra-relatora, Ellen Gracie, disse que também é possível ao Ministério Público colher provas, pois o Código de Processo Penal estabelece que é dispensável o inquérito policial.  Aqui
Comento
Vejam como tudo caminha errado quando começa errado. Observo, de saída, que, ó escândalo!, concordo com Toffoli neste particular. Leio, releio e viro do avesso os artigos 129 E 144 da Constituição, que tratam das funções do Ministério Público e das polícias, e não consigo encontrar — se alguém conseguir, pode tentar me convencer — nada que indique que o MP tenha licença para fazer investigações criminais.
Aliás, concordamos, também, em outro particular: Toffoli já se manifestou contrário à revisão da Lei de Anistia. E eu, mesmo assim, digo que ele não pode ir para o STF? Agora, então, mais do que antes. O episódio acima, é bom notar, evidencia que ele nem mesmo poderia estar na AGU. Suas óbvias vinculações políticas põem seu trabalho sob suspeição, e ele é obrigado a se justificar permanentemente.
Parece-me errada — e falei há pouco com um doutor da área, notívago como eu — a afirmação de que, caso o STF viesse a se posicionar de acordo com o parecer de Toffoli, estariam automaticamente anulados os processos do mensalão ou do juiz Lalau. Não me alongo aqui, mas as provas não evaporariam. Convido-os, e até ao próprio Toffoli, a refletir sobre as inconveniências de alguém com vinculações políticas tão claras aspirar a uma função de estado que deve ser neutra — ao menos tão neutra quanto possível.
Notem como as coisas começam a tomar o pior rumo possível. O parecer de Toffoli está sendo lido como uma tentativa de fazer média, um esforço para ganhar a ala “conservadora” do STF. Uma pequena observação a respeito antes que avance. Pessoalmente, acho uma bobagem afirmar que Gilmar Mendes lidera os conservadores. Se a maioria atribuísse o peso positivo que atribuo à palavra “conservadorismo”, eu evitaria essa observação, mas sinto o cheiro da queimação. Quem é “progressista”? Joaquim Barbosa? Discordei radicalmente de Mendes no caso Palocci, como sabem, mas seu “conservadorismo” consistiria precisamente em quê? Também não me parece evidência de “conservadorismo” (não este de que falam, tomado como sinônimo de coisa ruim) apontar exageros do MP. Eles existem mesmo. Há casos às pencas.
Avançando: Toffoli pode realmente pensar o que está em seu parecer. Mas a sua proximidade com o PT, com Lula e com José Dirceu o impede de ser a mulher de César ao menos no quesito “parecença”. Aquela, como se sabe, não podia apenas ser honesta; ela tinha de também parecer honesta. Com um currículo, como já sabemos, fraco; com vinculações políticas as mais escancaradas, Toffoli, se nomeado para o STF, jamais se parecerá com alguém que chegou ao topo por mérito. Observem como o seu parecer, no caso do Ministério Público, já é interpretado como uma forma de livrar a cara do ex-chefe, José Dirceu.
O pior de tudo
E precisamente isto é o pior de tudo: o debate político acaba rebaixado pela permanente suspeita do compadrio. Nesse caso, convenham, é difícil evitá-la: com mais tarimba e formação intelectual do que Toffoli, há dezenas de operadores do direito. Ninguém pode rivalizar com ele é na proximidade com o PT e com Lula.
Fosse ele o que chamo de “operador neutro do direito”, seu parecer não estaria submetido a tal especulação. Alguns dirão: “Mas que culpa ele tem, Reinaldo? Você está acusando a vítima de ser responsável por uma, quem sabe?, maledicência!”. Bem, não é verdade. A biografia de Toffoli não foi inventada; ele a viveu.
Vejam como o debate se amesquinha. A República requer no Supremo indivíduos sobre os quais não pese a suspeita de que tentam agradar aos “conservadores” para maquiar o seu “progressismo” ou agradar aos progressistas para que não os tomem por reacionários. Quando isso acontece, a liberdade para julgar já está morta.
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Por Reinaldo Azevedo

Movimento “Fora Sarney” protesta neste 7 de Setembro

segunda-feira, 7 de setembro de 2009 | 6:23

O Movimento Fora Sarney promove nesta segunda manifestações em várias capitais brasileiras, além de Itu, em São Paulo, e Maringá, no Paraná. Abaixo, seguem local e hora dos protestos. Ações desse tipo têm sido criticadas, desacreditadas, consideradas “coisas da Internet”. Bem, ninguém está se propondo a levar milhões de pessoas às ruas. Quem sabe por que protesta não se incomoda com o “sucesso” da manifestação. O sucesso é estar lá. Uma pergunta ao movimento: não é Lula quem mantém Sarney onde está?
Brasília - DF
Ação: Será realizada uma grande festa.
Inicio 9h! Por isso,  CHEGAR CEDO.
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 7h
Onde:  Concentração na Rodoviária, Plano Piloto.
Escada rolante próxima à entrada do metrô.
Rio de Janeiro - RJ
Ação: Manifestação durante o Desfile Militar Oficial promovido pelo Governo do Estado
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 7h
Onde: Saída do metrô Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro
São Paulo - SP
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 14h
Onde:  MASP
Itu - SP
Ação: panelaço contra a corrupção
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 17h
Onde: Praça da Matriz
Belo Horizonte - MG
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 14h
Onde: concentração na Praça Sete
Curitiba - PR
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 10h
Onde: Centro Cívico
Concentração: em frente ao Shopping Mueller
*Vá de preto, nariz de palhaço e cartão vermelho na mão.
Maringá - PR
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 14h
Onde: concentração em frente a Universidade Estadual  (UEM).
Porto Alegre - RS
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 9h
Onde: concentração em frente a Câmara Municipal
Florianópolis - SC
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 16h
Onde: Trapiche da beira-Mar
Vitória - ES
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 9h
Onde: em frente ao Bob’s na Praia do Canto
Manaus - AM
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 9h
Onde: Posto em frente ao estádio Vivaldo Lima
Goiânia - GO
Ação: manifestação pública
Quando: segunda, dia 07 de setembro
Horas: às 15h
Onde: Na Praça Universitária

 

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