2009-09-24

IMPRENSA COVARDE E CÚMPLICE FOREVER

Lula com Ahmadinejad: declaração de brasileiro escarnece dos 6 milhões de mortos do Holocausto. Afinal, ele não é judeu… Eu sou!

Reinaldo Azevedo


quinta-feira, 24 de setembro de 2009
6:33



Depois de discursar na ONU, no dia de todas as imposturas, Lula se encontrou e se deixou fotografar com Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã. Há uma semana, num dia dedicado a odiar Israel e a pregar a sua destruição, este financiador do terrorismo internacional voltou a afirmar que Holocausto não existiu e não passou de um complô judaico. Ontem, estava com Lula. O Megalobarbudo concedeu depois uma entrevista.

Com aquele ar grave próprio dos estadistas, afirmou que o Irã tem todo o direito de usar energia nuclear para fins pacíficos. Ocorre que o Irã dá provas de que o armamento convencional que tem já não está a serviço da paz. Ao contrário: está, por exemplo, a serviço do terrorismo do Hezbollah e do Hamas. A promessa de destruir Israel não lhe é atribuída pelos seus adversários; ele a assume como o ar orgulhoso de quem está na vanguarda de uma luta que honra a humanidade. Assim, que se registre: o presidente do Irã não é abjeto só pelas barbaridades que diz ou por causa de suas ameaças: ele já se comporta como um delinqüente.

Lula foi indagado sobre a posição “negacionista” de seu “companheiro”. E deu uma resposta cujo pragmatismo está no topo de uma montanha de seis milhões de cadáveres: “Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam. Isso não prejudica a relação do Estado brasileiro com o Irã porque isso não é um clube de amigos. Isso é uma relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano”.

Não? Vejamos.

O Brasil não é o único país a fazer negócios com o Irã. Ninguém exige do governo Lula que rompa relações com os iranianos porque seu presidente bandido diz sandices. Há centenas de respostas possíveis que não ofendem a memória dos mortos e a dignidade dos vivos. Formulo uma: “O Irã sabe que o Brasil lastima essa opinião, mas entendemos que o isolamento daquele país é pior para o mundo”. Pronto! E Lula poderia fazer negócios com Irã — se é que haverá algum relavante.

A sua resposta, como veio, é indecorosa e me força a perguntar: a relação entre os dois estados é assunto sério demais para levar em consideração seis milhões de mortos? Um governo delirantemente anti-semita, como é o do Irã, não constrange de modo nenhum o Brasil?

Confrontado com a questão do Holocausto, Lula evoca uma questão de gosto. Ora, deve pensar este humanista, “os judeus não gostam de Ahmadinjad. O que é que eu tenho com isso? Não sou judeu!”

De fato, Lula está pouco se lixando. E também é cascata essa história de que o Irã pode nos render bons negócios. A aproximação com o país tem o fito exclusivo de dar curso às chamadas relações Sul-Sul, desenhadas pelo Itamaraty, que vê o Brasil como uma potência média que pode arrostar com os Estados Unidos.

Foi essa bobagem que levou Lula a ser o primeiro governante no mundo a declarar a legitimidade do resultado das fraudadas eleições iranianas. A população saiu às ruas. Há um número desconhecido de mortos. Muita gente foi presa. Para Lula, era tudo gritaria de torcida que perdeu o jogo. Ele reconheceu a legalidade do pleito antes do Conselho da Revolução Islâmica, onde estão os aiatolás.

O encontro de Lula com Ahmadinejad, a declaração de ontem e a visita futura do filoterrorista ao Brasil escarnecem de seis milhões de mortos, ofendem os judeus e, portanto, agridem os valores fundamentais do homem.

“Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam”…

É verdade! Lula não é judeu.

Judeus são os outros.

Eu sou um outro.



O GOLPE DA TRINCA LULA-CHÁVEZ-ORTEGA JÁ DEU CERTO
Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009
6:29

É claro que o governo provisório de Honduras está por um fio. Lula pediu, e vai ter, uma reunião com Barack Obama, presidente dos EUA, o principal responsável pela tragédia que acomete aquele pequeno país. A ONU retirou o que chamava de assistência ao processo eleitoral do país. Na prática, diz que não reconhece mais o pleito de novembro. E, agora, não há mesmo como ele se realizar.

Cumpre-se, assim, o principal objetivo da tramóia em que se meteu o Brasil. O objetivo era este mesmo: melar as eleições. Hugo Chávez e Miguel D’Escoto, o sandinista que preside a Assembléia Geral da ONU, já haviam dito que exigiam a volta de Zelaya e a prorrogação de seu mandato, “descontando-se” o tempo em que ficou afastado do poder.

A equação é simples:

a - exige-se a restituição de Zelaya:

b - adiam-se as eleições;

c - logo, prorroga-se o mandato.

É preciso lembrar que Roberto Micheletti, inicialmente, havia aceitado o tal Plano Arias: Zelaya seria restituído, uma junta com representantes dos três Poderes se formaria para acompanhar o governo, a tal proposta de consulta para mudar a constituição seria cancelada, e novas eleições se fariam em novembro. O presidente deposto chegou a titubear, mas Chávez falou por ele. Classificou a proposta de um golpe dos EUA, imaginem… E Zelaya fincou pé: exigia a volta sem condicionantes e a punição dos “golpistas”. E se chegou ao impasse.

As eleições de novembro tendiam a resolver tudo. Arias já havia dito que considerava que poderia estar ali uma solução. E, então, entraram em cena Chávez, Lula e Ortega. Voltaremos a este assunto. Por agora, sintetizo: para os candidatos a populistas absolutistas do continente, a única solução aceitável era e é a restituição de Zelaya. A mensagem que tem de ficar é esta: ninguém toca num presidente eleito, ainda que ele sabote a Constituição.

Tudo sob as bênçãos de Barack Hussein, aquele que agora se orgulha do fato de que os EUA não podem “resolver todos os problemas do mundo”.

O golpe da trinca Lula-Chávez-Ortega já deu certo.


DEMÓSTENES CRITICA O MEGALONANICO EM DISCURSO NO SENADO E FAZ REFERÊNCIA A ESTE BLOG
Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009
6:27



O texto que segue é da Agência Senado. Em seu discurso, protestando contra a atuação do Brasil na crise de Honduras, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) fez referência a este blog. Leiam.



Da Agência Senado:

Em relação ao ministro das Relações Exteriores, Demóstenes disse que Celso Amorim, suportado pelo presidente Lula no posto que deveria ser a vitrine globalizada do Brasil, é “mega nas trapalhadas e nanico como formulador de política externa”.

“No futuro, o presidente poderia ser lembrado por medidas acertadas, mas o conjunto de absurdos cometidos por Celso Amorim é tamanho que o tornarão inesquecível. Lula ao menos é autêntico, não mente ter doutorado, não finge ser especialista em diplomacia, apenas almeja ser eterno” - disse.

Para Demóstenes, um dos contos em que Lula caiu foi o de liderar o “bloco dos esfarrapados” e, com isso, conseguir uma vaga no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o senador, “no estapafúrdio planejamento de Amorim”, o Brasil perdoaria a dívida de países africanos e atribuiria as crises “aos olhos azuis dos europeus, rosnaria com os Estados Unidos, seria um gatinho com a Bolívia, ouviria atentamente Chávez e berraria com Bush”.

Assim, disse Demóstenes, o Brasil seria automaticamente o representante dos países pequenos, enquanto os membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) se sentiriam pressionados a ampliar o Conselho de Segurança apenas para satisfazer o pleito de Amorim.

“Claro, deu tudo errado, como é praxe nas ações do chanceler”, afirmou.

Demóstenes disse que o “repertório de assombros de Amorim é infinito” e que ele colocou o presidente Lula em outra “roubada”, ao autorizar a transformação da embaixada brasileira em Tegucigalpa em “comitê eleitoral pró-retorno de Manuel Zelaya à presidência de Honduras”.

“O volume de princípios de diplomacia violados nos dois dias de Zelaya no papel de embaixador brasileiro não pode ser maior que a alegada amizade entre o derrubado líder hondurenho e o presidente brasileiro”, afirmou.

Demóstenes disse, ainda, que além de se envolver em assuntos internos de Honduras, o chanceler convenceu o presidente Lula a usar a Assembléia Geral da ONU, iniciada nesta quarta-feira, para pedir a volta de Zelaya com o argumento de que “o tempo e o espaço não aceitam mais ditaduras”.

“Só que o assunto seguinte do trapalhão foi a defesa da mais duradoura ditadura das Américas, a de Cuba. Ou seja, Zelaya tem de voltar ao poder porque instalou-se um regime de exceção em Honduras. E o presidente Obama está errado em manter o embargo a Cuba porque os irmãos Castro são estereótipos de democracia”, ironizou.

Ao final do pronunciamento de Demóstenes, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) tentou rebater as críticas feitas a Celso Amorim, mas o presidente do Senado, José Sarney, encerrou o debate para dar início à sessão do Congresso Nacional.



Assessores de Lula agora tentam lavar participação brasileira na volta de Zelaya
Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009
6:25



Por João Domingos, no Estadão. O título é meu. Comento.



Assessores do presidente Luiz Inácio Lula da SIlva e do Itamaraty trabalham com a informação de que a infraestrutura e a logística para o retorno clandestino de Manuel Zelaya a Honduras tiveram a participação do presidente venezuelano, Hugo Chávez. O líder venezuelano teria até mesmo aconselhado Zelaya a procurar a embaixada brasileira.



De acordo com fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty, Chávez considerou que a embaixada brasileira era o local mais seguro para Zelaya. Por essas informações, Chávez teria dito a Zelaya que as embaixadas da Venezuela, México, Costa Rica e El Salvador, entre outras, poderiam ser atacadas pelas forças do governo de facto, por causa da proximidade entre o presidente deposto de Honduras e dos governos desses países. A representação diplomática do Brasil, ao contrário das outras, ofereceria toda a segurança para o abrigo do presidente deposto, pois o governo do presidente Lula está à frente das pressões para que o poder seja devolvido a Zelaya. Além do mais, a posição brasileira tem o apoio integral dos EUA, que não reconhecem o governo que se instalou em Honduras.



Brasil, EUA e Chile, principalmente, exigem que seja adotado em Honduras o Acordo de San José, articulado pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias. Por esse acordo, o poder será devolvido a Zelaya, que comandaria as eleições presidenciais de novembro.



O Brasil exige que o governo de facto, de Roberto Micheletti, negocie com Zelaya as condições do retorno dele ao poder.



O presidente Lula continua a dizer que não teve nenhuma participação prévia na decisão de Zelaya de regressar a Tegucigalpa e se refugiar na embaixada, que teve os serviços de energia elétrica, água e telefonia fixa cortados por algumas horas na segunda-feira. Por intervenção do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), União Europeia e Embaixada dos EUA, as cerca de cem pessoas que estão com Zelaya na representação diplomática passaram a receber alimentos e água.



O Itamaraty pediu oficialmente a Zelaya que evite fazer declarações capazes de desencadear qualquer tipo de reação de seus partidários, o que poderia levar a atos de violência. A decisão do governo de facto de receber uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) foi considerada um sinal de que Micheletti começa a ceder. A surpreendente volta de Zelaya a Tegucigalpa o estaria desestabilizando. Aqui



Comento
Por Reinaldo Azevedo


Cascata das mais vagabundas. Zelaya já confessou em entrevistas que havia conversado previamente com Lula e Amorim. Chávez certamente deu o apoio logístico.






Brasil articula investigação nas Nações Unidas
Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 24 de setembro de 2009
6:23



Por Jamil Chade, no Estadão:

Com o apoio do presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, o Brasil pedirá que as Nações Unidas investiguem abusos dos direitos humanos em Honduras. Amanhã, o Itamaraty apresenta oficialmente ao Conselho de Direitos Humanos um projeto de resolução solicitando que um relatório sobre os abusos seja feito pela entidade. Será a primeira vez que o Brasil pede a atuação da ONU em um caso na região.



A embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, não esconde que a meta é aprovar a resolução por consenso. “E isso não é impossível”, afirma. Se não houver consenso entre os membros do Conselho, a proposta será submetida à votação.



O texto sofre oposição principalmente de países africanos e árabes, que não querem que uma investigação da ONU sobre direitos humanos abra um precedente a futuros casos. “Existem ainda resistências”, afirmou ao Estado o embaixador da Nigéria na ONU, Martin Ihoeghian Uhomoibhi. Ele deixou claro que poderia ser “precipitado” aprovar uma resolução sem considerar uma eventual eleição em Honduras.



Em uma declaração separada, países latino-americanos ainda exigiram “o respeito ao pleno funcionamento da missão” do Brasil em Honduras. Para a região, a conduta do Brasil “é plenamente coerente com o direito e as praticas vigentes na América Latina”.

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