2009-09-08

DILMA, A CANDIDATA TERRORISTA LEVA UMA PERNADA E DESPENCA

Dilma não é a candidata do Nordeste, não é a candidata das mulheres, não é a candidata dos mais pobres…

 

Reinaldo Azevedo

terça-feira, 8 de setembro de 2009 | 18:54 dilmahulk

Os blogs a soldo andaram espalhando por aí uma pesquisa mandraque que estaria a indicar a disparada irresistível de Dilma no Nordeste - e até no Sul do país. Não é o que mostra a pesquisa CNT-Sensus por região.

No cenário em que Serra disputa com Dilma, tendo Heloisa Helena e Marina Silva na corrida, os índices do tucano são estes:
Norte/Centro-Oeste - 41,2%
Nordeste - 38,2%
Sudeste - 36,7%
Sul - 48,3%

E Dilma?
Norte/Centro-Oeste - 21,1%
Nordeste - 23,8%
Sudeste - 15%
Sul - 18,9%

Também a candidatura de “Dilma enquanto mulher”, por enquanto, não emplacou: do eleitorado feminino, apenas 16,5% se mostra disposto a votar na petista -38,9% preferem Serra. Entre os homens, Dilma é um pouco mais popular: 21,6% contra 40,1% do tucano.

Quando se vê a escolaridade, surgem alguns dados reveladores. Dilma obtém a sua melhor marca (20,5%) entre os que têm curso superior, e Serra, entre os que têm o segundo grau, 41,3% (empatado com “ginasial”: 41,2%) - embora ele vença com folga em todas as faixas, a saber:
Primário - 17,4% a 38,6%
Ginasial - 19,2% a 41,2%
2º Grau - 20% a 41,3%
Superior - 20,5% a 33,3%

Dilma emplaca como a candidata dos pobres? Por enquanto, o seu melhor desempenho está mesmo entre os mais ricos, que ganham mais de 20 salários mínimos: 22,7% - e é onde Serra obtém o seu pior. O tucano lidera, empatado, entre os que ganham de 1 a cinco salários (41%) e de 10 a 20 (41,4%). Serra está na frente em todas as faixas:
de 0 a 1 - 19,4% a 36,2%
de 1 a 5 - 18,7% a 41%
de 5 a 10 - 20,4% a 37,9%
de 10 a 20 - 15,8% a 41,4%
Mais de 20 - 22,7% a 34,1%

Vejam que coisa: os petistas pretendem que Dilma seja a candidata do “povo”, em oposição a Serra, que seria “dazelite”. Está difícil de criar a fantasia para ela e de colar a pecha nele. Por enquanto, o melhor desempenho de Dilma está mesmo com a Dona Zelite: universitários com mais de 20 salários.

Até agora, Dilma não é a candidata do Nordeste, não é a candidata das mulheres e não é a candidata dos mais pobres. Dilma é a candidata de Lula. Pode até ser muita coisa. Por enquanto, não ganha eleição.

 

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Por Reinaldo Azevedo

 

Mais pesquisa - Dilma, os que não querem saber dela e a transferência de votos

terça-feira, 8 de setembro de 2009 | 18:00

Há um outro dado que pode preocupar os petistas - ou dois. Dilma já não é mais aquela desconhecida dos primeiros dias. Agora apenas 17,1% dizem não saber quem é ela. O índice de Serra é bem menor: só 5,2% não o conhecem. Dizem que SÓ votariam no tucano 20,2% dos eleitores; em Dilma, 11,3%. PODERIAM VOTAR nele 39,7%; nela, 27,3%. As coisas se complicam um pouco para a ministra no quesito NÃO VOTARIAM: aí ela leva uma grande vantagem sobre Serra: 37,6% contra 29,1%.

Todas as esperanças dos petistas, é evidente, estão postas na suposta capacidade de Lula de transferir votos. Só não sei se os números são tão bons quanto alguns supõem. Vejam:
- só votariam no candidato de Lula - 20,8%
- poderiam votam no candidato de Lula - 31,4%
- não votariam no candidato de Lula - 20,2%
- só conhecendo o candidato - 24,6%

Aí muita gente, especialmente aqueles abduzidos pelo Super-Franklin, faz a seguinte conta: “Pô, a soma dos que só votariam no candidato de Lula e dos que poderiam votar dá 52,2%. Pronto! A eleição está no papo”. Pois é… Mas o que significa “poderia”? Ora, somando-se os que SÓ votariam em Serra com os que PODERIAM votar em Serra, chega-se a 59,9%, quase oito pontos a mais. Então quer dizer que o tucano já ganhou? Ora…

A verdade é que, dada a máquina de propaganda, chega a ser surpreendente que apenas 20,8% digam que só votarão no candidato que Lula indicar. Se a gente observar, é o patamar em que Dilma, de fato, está — a despeito de toda propaganda e da máquina. Se Lula mandar votar num poste, seus abduzidos votam. E ele mandou…

O “poderia” quer dizer apenas que o fato de Lula apoiar o candidato não é um empecilho para o voto.  Não atrapalha, mas também não define. Em outras palavras: o candidato vai ter de conquistar o eleitor. O desafio do petismo, agora, é criar uma Dilma que não se pareça com aquilo que Dilma é: uma invenção de Lula.

 

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Por Reinaldo Azevedo

 

Pesquisa - Dilma: estagnação e queda

terça-feira, 8 de setembro de 2009 | 17:14

A eleição vai se decidir, tudo indica, é no segundo turno, não é mesmo? E a situação piorou para Dilma Rousseff.

Em maio, Serra vencia a disputa por 49,7% a 28,7%; agora, por 49,9% a 25%. Alguns dados curiosos de outras simulações. Comento em seguida. Caso Aécio disputasse com a petista, ela ficaria com 35,8% (39,4% em maio); ele, com 26% (25,9% na anterior). Ela cai, mas ele não sobe. Num embate final entre Serra e Ciro, o tucano ficaria com 51,5% (51,8% em maio), mas Ciro cairia: 16,7% (19,9% na anterior).

O quadro é ruim para Dilma. A queda, afinal, é ainda pior do que a estagnação, que já preocupava. É fato que a disputa nem começou, mas é também inegável que, nunca antes nestepaiz, se fez tanta campanha eleitoral antecipada. Lula está na TV exaltando as suas virtudes todos os dias. E sempre propondo o embate plebiscitário. Vem por aí a avalanche de propaganda do pré-sal, da compra de aviões etc… Todos esses futuros gloriosos. Vamos ver.

Quanto ao ninho tucano, mais uma pesquisa evidencia qual é a chance de o PSDB bater o PT nas urnas. Serra vence, com folga, em todos os cenários: 49,9% a 25% contra Dilma; 51,5% a 16,7% contra Ciro e 54,8% a 11,3% contra Palocci. O governador mineiro só vence o embate contra o ex-ministro da Fazenda: 31,4% a 17,5%, mas perde para Dilma (35,8% a 26%) e para Ciro: 30,1% a 24,2%.

“Política não é só voto na urna etc”. Sei disso: ele só é uma precondição que não esgota o assunto, certo?

 

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Por Reinaldo Azevedo

 

CNT-Sensus - Cenário mais provável do primeiro turno não foi testado

terça-feira, 8 de setembro de 2009 | 16:42

Há dados curiosos num cenário que inclui Ciro Gomes, embora não seja, entendo, o mais provável. Os índices da primeira coluna são de maio, e os da segunda, deste mês:
Serra - 44,2% - 40,5%
H. Helena - 13,5%; 10,7%
Ciro - 14,3%; 8,7%
Marina - —; 7,1%
Nenhum - 17,4%; 17,9%
NS/NR - 10,8%; 15,2

Observem que todos perdem, mas Ciro é quem despenca - 40% dos seus votos vão embora, contra 8,3% de Serra e 20,7% de Heloísa Helena. Mas Marina não se torna a opção de todos esses eleitores. Curiosamente - e o dado me parece inexplicável -, cresce 4,4 pontos o índice dos eleitores que ou disseram que não sabem em quem votar ou que não responderam.

O CNT Sensus pesquisou oito cenários no primeiro turno. Entendo que o mais provável não foi testado. E qual é ele? Este:
- Serra (PSDB)
- Dilma Rousseff (PT)
- Ciro Gomes (PSB)
- Marina Silva (PV)

É para este quadro que caminha hoje a disputa. Heloísa Helena tende a ficar com uma vaga quase certa ao Senado, e acho que Ciro não vai topar ser esmagado pelos tucanos em São Paulo. Nem petista está topando o sacrifício…

 

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Por Reinaldo Azevedo

 

CNT-Sensus - Quem tira voto de quem mesmo, Franklin?

terça-feira, 8 de setembro de 2009 | 16:15

(leia primeiro o post abaixo)

Vamos ver.

Franklin Martins, o maior mago das comunicações e da política do mundo mundial, está plantando, especialmente nas conversas que mantém com os jornalistas de Brasília que se orgulham de ser seus porta-vozes, que a eventual entrada da agora verde Marina Silva na disputa presidencial é ruim para José Serra e positiva para Dilma. O raciocínio ambiciona certo requinte: ela passa a ser uma alternativa aos petistas desiludidos, que caminhariam para Serra. É mesmo, é? Antes que continue, uma nota: o requinte de Franklin Martins costuma crescer muito no cotejo com o requinte de seus interlocutores… Terei sido muito sutil? Franklin está trabalhando, ora essa. Ele e os blogueiros de aluguel ganham por serviços prestados. Já os porta-vozes, bem, não sei. Talvez façam por amor…

Vamos ao que é fato. É isto é fato:
Em maio de 2009, sem Marina Silva na pesquisa, o cenário com Serra, Dilma e Heloísa Helena era este:
Serra - 40,4%
Dilma - 23,5%
H.Helena - 10,7%
Brancos/Nulos - 16.2%
Não sabe/Não respondeu - 10%

Neste setembro, com a entrada de Marina, temos:
Serra - 39,5%
Dilma - 19%
H.Helena - 9,7%
Marina - 4,8%
Brancos/Nulos - 14,4%
Não sabe/Não respondeu - 12,8

Serra e Heloísa Helena oscilaram um ponto para baixo, dentro da margem de erro. Quem caiu 4,5 pontos foi Dilma, quase o mesmo número alcançado por Marina Silva: 4,8%.  Quando Serra está na disputa, Marina tira votos é da petista mesmo! Mas uma outra tabela indica um fato até certo ponto surpreendente, e é curioso que os “analistas”, que estão com a tabela nas mãos desde cedo - Tio Rei faz samba e amor até mais tarde e tem muito sono de manhã -, ainda não o tenham percebido

Vejam o que acontece quando Serra é substituído por Aécio Neves como candidato tucano (o primeiro índice é referente a maio; o segundo, a este mês):
Dilma - 27,8%; 23%
Aécio - 18,8%; 16.8%
H. Helena - 18,3%; 13,5%
Marina  - —–; 8,1%
Brancos/Nulos - 21,1%; 21,8%
Não sabe/não respondeu - 14,2%; 16,7%

Viram? Dilma cai quase cinco pontos; Aécio, outros dois; Heloísa Helena, mais de cinco. E Marina vai para 8,1%. Agora é preciso cotejar essa tabela com a tabela anterior. A conclusão: esses candidatos como adversários dos tucanos não tiram votos de Serra; Serra é que tira votos deles - até, quem sabe?, de Marina Silva. Afinal:
- esteja ela na disputa ou não, o índice dele não varia;
- mas o dela varia bastante quando ele não está.

Volto em outros posts. Um temporal bíblico atinge São Paulo, e acabou a energia. Tomara que volte logo.

 

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Por Reinaldo Azevedo

 

Pesquisa CNT-Sensus: Serra amplia vantagem sobre Dilma

terça-feira, 8 de setembro de 2009 | 15:02

Vocês já leram, eu sei. Mas fica o registro. Comento no post seguite — e é o comenttário que vocês estão esperando, certo?
Por Fábio Graner, da Agência Estado.
O governador de São Paulo, José Serra, lidera a corrida eleitoral para as eleições presidenciais de 2010 em todos os cenários de primeiro turno na pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira, 8. O tucano manteve os níveis de intenção de voto estáveis, enquanto a mais provável canditada da base governista, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, teve índices menores que os da última pesquisa, divulgada em maio, com a entrada da senadora Marina Silva na disputa.

Na primeira simulação, composta por Serra, candidato do PSDB, por Dilma Rousseff, do PT, pela ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, e senadora e ex-ministra Marina Silva, agora no PV, o tucano lidera com 39,5%. Na sequência, vêm Dilma, com 19%, Heloisa Helena, com 9,7% e Marina Silva, com 4,8%.

Na pesquisa anterior, Serra tinha 40,4% contra 23,5% de Dilma, ou seja, estava apenas 17 pontos percentuais à frente da ministra, uma vantagem menor que a atual. O novo levantamento registrou a primeira queda das intenções de voto na candidata governista, que até então só havia acumulado crescimento desde a primeira pesquisa, em janeiro.

Sem a candidata do PSOL, Serra teria 40,1%, Dilma, 19,9% e Marina, 9,5%. Já em cenário com Ciro Gomes (PSB-CE) no lugar de Dilma, Serra teria 40,5%, Heloísa Helena, 10,7%, Ciro, 8,7% e Marina, 7,1%. Em outra simulação, com o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) no lugar de Dilma e Ciro como candidato da base do governo, Serra teria 42,2%, Heloísa Helena, 10,8%, Marina Silva, 7,4% e Palocci, 7,0%.

Nos cenários em que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, assume o lugar de José Serra como candidato do PSDB, os tucanos têm a vantagem reduzida e até perdem a liderança contra Dilma. Contra Aécio Neves, a ministra Dilma Rousseff lidera as intenções de voto, com 23,3%, seguida pelo tucano, com 16,8%, Heloísa Helena, 13,5%, e Marina Silva, com 8,1%.

Em cenário construído apenas com Dilma, Aécio e Marina, a petista teria 25,6%, o tucano, 19,5% e a senadora verde, 11,2%.

Sem a presença de Dilma, Aécio lidera a disputa, tanto com Ciro Gomes quanto com Palocci como candidatos governistas. No primeiro caso, Aécio teria 17,6%, Heloísa Helena, 16,1%, Ciro Gomes, 12% e Marina Silva, 9,3%. Na simulação com Palocci, Aécio teria 18%, ficando empatado com Heloísa Helena (18%), Marina teria 9,8% e Palocci, 8,5%.

Brancos e nulos
A nova pesquisa da CNT/Sensus revelou que a intenção de votos brancos e nulos supera a destinada a alguns candidatos em certos cenários, mesmo com a entrada de Marina Silva na disputa, a confirmação de Ciro como pré-candidato e a clara preferência de Lula pela ministra Dilma.

Nos cenários em que José Serra disputa a eleição com Dilma, os votos brancos e nulos ocupam sempre a terceira posição. Sem a candidata petista, a categoria é a segunda, à frente de todos os adversários do tucano.

Já na ausência de Serra, os votos nulos e brancos chegam a ter o maior nível de intenção de votos em alguns cenários. Em uma das duas situações em que Dilma não enfrenta o tucano, a ministra tem uma porcentagem menor que os votos alheios à disputa. No outro caso, tem apenas 1,5 ponto percentual a mais que os votos nulos e brancos.

Nos cenários em que nem Serra nem Dilma disputam a presidência, a categoria tem ampla vantagem sobre qualquer um dos outros candidatos.

Segundo Turno
Nas simulações para um possível segundo turno, Serra ampliou a vantagem que tinha sobre Dilma desde a última pesquisa, divulgada em maio. O tucano teve 49,9% das intenções de voto ante 25% da ministra, enquanto na pesquisa anterior registravam índices de 49,7% e 28,7% respectivamente.

Na disputa com Aécio Neves, a ministra teve 35,8% das intenções enquanto o tucano, 26%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 39,4% e Aécio, 25,9%.

O diretor da Sensus, Ricardo Guedes, supõe que a que a queda de Dilma nas duas simulações, com Serra e com Aécio, seja decorrente do efeito Lina Vieira, a ex-secretária da Receita Federal, que disse ter tido uma reunião com a ministra em que Dilma teria pedido para ela “agilizar” a investigação contra o filho do presidente do Senado, José Sarney.

A pesquisa perguntou aos entrevistados se eles ouviram falar do episódio. Do universo pesquisado, 52% disseram que não acompanharam ou não ouviram falar do assunto, enquanto 24% disseram que acompanharam e 17,5% que ouviram falar. Entre as pessoas que acompanharam ou ouviram falar do assunto, 35,9% disseram acreditar que Lina está dizendo a verdade e 23,6% afirmaram que Dilma está dizendo a verdade. O restante informou não saber ou não quiseram responder.

Nas simulações de segundo turno com Ciro Gomes no lugar de Dilma, o governador José Serra aparece com 51,5% das intenções de voto, enquanto Ciro tem 16,7%. Na pesquisa anterior, Serra tinha 51,8% e Ciro, 19,9%.

Num eventual cenário em que disputam Ciro e Aécio, o candidato governista tem 30,1% das intenções e o tucano, 24,2%. Na anterior, Ciro tinha 34,1% e Aécio 27,9%. No cenário em que Palocci é o candidato governista, Serra teria no segundo turno 54,8% e Palocci, 11,3%. Com Aécio, Palocci teria 17,5% contra 31,4% do governador mineiro.

A pesquisa CNT/Sensus foi feita com dois mil entrevistados em 136 municípios de 24 Estados das cinco regiões do País. A margem de erro é de até 3 pontos porcentuais.

 

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Por Reinaldo Azevedo

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