2009-09-30

CELSO AMORIM E AS BESTEIRAS

CELSO AMORIM, AS JABUTICABAS E AS BESTEIRAS

terça-feira, 29 de setembro de 2009 | 21:25

Por Reinldo Azevedo

Celso Amorim, o Megalonanico, esteve na Comissão de Reações Exteriores do Senado tentando dar explicações. Alguns trechos do que disse em vermelho. Eu em azul.

“Não sei o que teria acontecido se o Brasil não tivesse aceito [espero que ele tenha dito "aceitado"]. Ele teria sido preso, talvez morto. Ou estaria numa serra planejando uma guerra civil, uma insurreição”.
Poucas palavras para uma coleção de asneiras. Amorim tenta nos fazer crer que o Bandoleiro realmente chegou e apertou a campainha. Pura pilantragem retórica. O próprio Zelaya já afirmou que Lula e Amorim foram previamente avisados. Depois recuou. Mas isso, neste particular, é o de menos. Chávez cuidou pessoalmente da operação. Por que não escolheu, por exemplo, a representação da ONU? O alvo foi a embaixada brasileira, com a concordância do governo, porque o Brasil tem a injustificada fama de neutro. Ora, Honduras estava em paz. Quem levou a ameaça de guerra civil foi Zelaya. “Planejando guerra civil?” Amorim é patético. Com quê? Com os 60 produtores de gás metano que estão com ele na embaixada, dedicando-se, entre outras coisas, a furtos?

“A presença do presidente Zelaya é reconhecida por toda a comunidade internacional. Tivemos uma conversa ampla com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, e ouvi palavras de agradecimento pelo Brasil tentar restabelecer a democracia. A volta de Zelaya é um elemento positivo, propiciador do diálogo que não estava havendo porque o governo de facto não tem aceitado condições internacionais. que, inclusive, já foram acatadas pelo presidente Zelaya para evitar até mesmo uma guerra civil em seu país”.
Que Hillary Clinton tenha tido esse comportamento, não duvido. Vamos ver:
- “restabelecer a democracia” - bobagem; a deposição de Zelaya foi constitucional, e havia plenas liberdades democráticas em Honduras;
- “elemento positivo, propiciador do diálogo” - mentira; desde que está na embaixada, ele se dedicou apenas ao incitamento da guerra civil;

- “condições já aceitas por Zelaya” - mentira! Zelaya é que declarou primeiro a inviabilidade do Plano Arias - foi ele que rompeu a negociação no curso do segundo prazo que havia sido estabelecido. Na embaixada, depois de convocar o levante da população, voltou a falar que aceitava as condições do tal Acordo de San José.

“Se, em algum momento, houve exagero [de Zelaya], temos buscado diminuir pelos meios diplomáticos, conter as declarações exaltadas do presidente Zelaya. Quando ele disse que a posição era de pátria, restituição ou morte, eu pedi: ‘Por favor, presidente Zelaya, não fale em morte, porque tudo que queremos evitar é que isso ocorra, e ele atendeu”.
Tanto entendeu, que hoje voltou a falar a mesma coisa; voltou a convocar a população a se insurgir contra o governo interino. Amorim reconheceu que a situação de Zelaya é inédita. Bem, voltamos à famosa frase, agora com uma pequena alteração:

“Se só dá no Brasil, é besteira, jabuticaba ou Celso Amorim”.

Um comentário:

Clausewitz disse...

Peço à amiga a abertura de espaço e a possibilidade de propagandear meu novo conjunto de enquetes versando sobre Honduras, cujas perguntas são:

A deposição de Zelaya foi um golpe de estado?

O governo petista apoiou a entrada de Zelaya em Honduras?

Você concorda com o homizio (esconderijo) de Zelaya na embaixada brasileira em Tegucicalpa?

Lula da Silva merece o impeachment por seu comprometimento com a causa de Zelaya?

Por todas as ações já tornadas a efeito no foro de São Paulo, quem você acha que é o chefão?

Passem lá e votem, mas votem logo antes que minha embaixada seja invadida... grande abraço

http://novoblogdoclausewitz.blogspot.com