2009-08-31

VANUSA BÊBADA DESTRÓI O HINO NACIONAL



Labirintite e remédio podem ter causado confusão de Vanusa, dizem médicos


Cantora errou o Hino Nacional na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Medicação usada para controlar a crise da doença atrapalha a fala.



Marília Juste

Do G1, em São Paulo

Cantora Vanusa durante apresentação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Foto: Reprodução) A explicação dada pela cantora Vanusa pelos erros cometidos na hora de cantar o Hino Nacional na Assembleia Legislativa de São Paulo, em março, faz sentido para médicos ouvidos pelo G1.

Segundo especialistas em labirintite, a doença de Vanusa, uma combinação entre os sintomas da enfermidade e a reação da medicação pode gerar confusão e dificuldade na fala.

A cantora de 61 anos errou a letra do Hino Nacional em uma sessão da Assembleia Legislativa em março de 2009. Na última semana, o vídeo virou um “hit” na internet, acumulando milhares de visitas no site YouTube. Vanusa disse que vai procurar seu advogado para retirar da internet expressões que afirmam que ela estava embriagada na ocasião.

"Eu ia cantar o Hino Nacional, mas tenho labirintite. Antes de ir para a Assembleia, eu tive uma discussão séria com meu filho. Tomei dois comprimidos de Vertix e fui fazer. Quando comecei a cantar, deu um estouro no meu ouvido e eu não conseguia concatenar a voz com o que eu estava lendo. Eu não enxergo direito. Eu fui caindo e me pegaram", afimou Vanusa.
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Para o médico especialista em labirintite Fernando Ganança, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o problema de Vanusa pode ter sido causado por um efeito colateral “muito raro” do Vertix.

“É um remédio muito bom, que funciona na maioria dos casos”, explica. “Mas se ele for tomado em uma quantidade maior do que a devida, pode gerar um efeito colateral muito raro que é a descoordenação da fala”, explica.

Segundo Ganança, a recomendação médica mais comum é que pacientes de labirintite tomem apenas um comprimido do medicamento por dia. “Ou um a cada 24 horas ou meio a cada 12 horas”, afirma.

Além da reação ao remédio, a própria crise de labirintite pode ter contribuído para os erros. “Quando a pessoa tem uma crise ela sente tontura, tende a ficar muito ansiosa e fica desnorteada. Ela tem muita dificuldade de concentração”, explica o chefe do Ambulatório de Labirinto do Hospital das Clínicas de São Paulo, Ítalo Medeiros.

“Além disso, o Vertix dá muita sonolência. A pessoa fica torporizada”, afirma Medeiros. “A explicação dela faz sentido, tanto pela doença quanto pela reação do remédio”.

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