2009-08-03

O MUNDO COMEÇA A ACORDAR 1 - NO NYT: VENEZUELA E FARC JUNTAS NA TENTATIVA DE COMPRAR MÍSSEIS TERRA-AR

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 | 6:35

O mundo começa a acordar ou será apenas um espasmo? Vamos ver. Até agora, a imprensa, a nossa e a dos outras, não despertou para o fato de que o que aconteceu em Honduras foi um chega-pra-lá no chavismo. É o bandoleiro que está sendo derrotado naquele pequeno país. Manuel Zelaya apenas fornece a sua máscara de palhaço para o palhaço verdadeiro.

Pois bem, leitor. Tenho orgulho de o nosso blog nunca ter sido ambíguo a respeito de Chávez — ou de Honduras. Esta pàgina foi o primeiro veículo na imprensa nacional a ter noticiado o absurdo das armas da Venezuela encontradas em poder das Farc. Quando a grande imprensa entrou na história, já foi para dar mais destaque às acusações de um delinqüente como Hugo Chávez. Parece, no entanto, que a ficha sobre o tiranete e o risco que ele representa começa a cair.

No New York Times deste domingo, por exemplo, Simon Romero relata que, segundo novos documentos que vieram à luz, a Venezuela continua a dar apoio ao narcoterroristas das Farc. E a coisa está começando a ficar muito, muito perigosa mesmo. Desta feita, documentos revelam que homens de Chávez estão discutindo com os terroristas a aquisição de mísseis terra-ar. Traduzo alguns trechos (íntegra aqui). Volto depois:
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Apesar das repetidas negativas do president Hugo Chávez, oficiais da Venezuela continuaram a colaborar com os líderes do maior grupo rebelde da Colômbia (Farc), ajudando-as a comprar armamentos na Venezuela e também a obter documentos para transitar sem dificuldades em solo venezuelano. É o que demonstra o material capturados nos computadores dos rebeldes há poucos meses, que está sendo analisado por agências de Inteligência do Ocidente.

As informações apontam uma estreita colaboração entre a guerrilha e o alto escalão militar e do serviço de Inteligência da Venezuela, contrariado as reiteradas declarações de Chávez de que seu governo não ajuda os rebeldes. “Nós não lhes damos proteção”, afirmou ele no mês passado.
(…)
A mais nova mensagem, que circulou entre sete membros do Secretariado das Farc, sugere que pouco coisa mudou na ajuda da Venezuela às Farc desde o ataque [da Colômbia ao gupo da Farc que estava no Equador]. O New York Times obteve uma cópia do material que estava no computador e que está senso analisado por uma agência de Inteligência”.

Uma mensagem de Ivan Márquez, comandante das Farc que parece operar em todo o território venezuelano, fala sobre o plano de comprar na Venezuela, no ano passado, mísseis terra-ar, fuzis e rádios. Não se sabe se as armas a que se refere Márquez acabaram nas mãos das Farc. Mas ele escreveu que os esforços estavam sendo facilitados pelo general Hernry Rangel Silva, até o mês passado diretor da agência de Inteligência da Venezuela, e por Ramón Rodriguez Chacín, ex-ministro do Interior, emissário de Chávez no ano passado nas negociações para libertar reféns.

Na mensagem, Márquez aborda um plano de Rodríguez Chacín para realizar o negócio perto do Rio Negro, na Amazônia venezuelana, Márquez prossegue, informando que o general Rangel Silva deu aos negociantes das armas documentos para que se movimentasse livremente enquanto estivessem na Venezuela.
(…)
Essa mais recente evidência, apontando que as Farc atuam sem dificuldades na Venezuela, pode pôr o governo Obama numa situação difícil. Recentemente, ele tentou reatar relações entre Washington e Venezuela, adotando uma posição de não-confronto com Chávez, em contraste com as respostas freqüentemente agressivas de Bush aos insultos e afrontas [de Chávez].

Voltei
Pois é, leitor. Não é só isso. Há documentos também que relatam a conversa de Chávez com um líder das Farc; ele se solidariza com os terroristas por causa do ataque que sofreram das forças colombianas. Outra mensagem dá a entender que a guerrilha atua, de modo consentido, também em solo venezuelano.

Esse é o Chávez que Amorim e Lula querem trazer para o Mercosul e que obteve a solidariedade incondicional do Brasil nesse caso ridículo, absurdo mesmo, que é a discretíssima ampliação da cooperação militar entre EUA e Colômbia. Esses novos dados se somam à questão, aí sim gravíssima, das armas do Exército Venezuelano encontradas em poder dos terroristas.

Pois é… Amorim está de braço erguido tentando dar a mão a essa gente bacana.

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Por Reinaldo Azevedo

O MUNDO COMEÇA A ACORDAR 2 – NO EL PAÍS: CONTER CHÁVEZ ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 | 6:33

O El País traz hoje reportagem sobre as lambanças de Chávez e um artigo (aqui) assinado por Román D. Ortiz, professor da Universidade dos Andes em Bogotá. Traduzi pra vocês.
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Um dos pecados mortais em assunto de segurança é ignorar uma ameaça para não ter de pagar o preço de enfrentá-la. Os casos abundam. Os países europeus desdenharam da retórica ultranacionalista de Milosevic, até que foi tarde demais para evitar uma década de guerras nos Bálcãs. Os governos ocidentais ignoraram solenemente o império de terror de Saddam no Iraque, até darem de cara com a invasão do Kwait. Algo assim pode estar se passando na Venezuela. Para levar a cabo suas ambições hegemônicas, Caracas desenolveu uma política externa extremamente agressiva e ofereceu seu apoio a grupos terroristas. Se a comunidade internacional continuar olhando para o outro lado, a região andina pode afundar numa crise sem precedentes.

O regime venezuelano fez poucos esforços para ocultar sua proximidade com um grupo terrorista como as Farc. Hoje, Caracas tem uma praça que leva o nome do fundador da organização, Manuel Marulanda. As coisas, porém, vão além da retórica. O encontro de lança-foguetes AT-4 de fabricação sueca em mãos da guerrilha demonstra que a autoridade venezuelana armou os terroristas colombianos. Essa descoberta é a evidência física do envio de armas da Venezuela, relatado nos computadores capturados que pertencia a Raúl Reyes, o líder das Farc, já morto. As coisas podem ser piores. O regime venezuelado adiquiriu 200 míssiseis terra-ar portáteis Igla-S. Dados os antecedentes, nada garante que alguns deles não terminem nas mãos da guerrilha [NR - segundo o que se lê no post acima, a negociação foi iniciada; se terminou, ninguém sabe].

Enquanto isso, a Venezuela, se converteu na porta de entrada do Irã na América Latina. Os dois países mantêm ativa colaboração no âmbito militar e espacial. Tudo isso sem esquercer que Caracas firmou um acordo de cooperação nuclear com Teerã que burla as sanções internacionais contra o programa atômico dos aiatolás. Excentricidades de Chávez? Talvez. Porém o Departamento do Tesouro dos EUA denunciou que ao menos um diplomata venezuelano serviu de ponte para a penetração, na América Latina, do Hezbollah, uma Organização terrorista que o governo do Irã usa como braço armado clandestino.

Ademais, o regime de Chávez está dedicado a um colossal programa armamentista. Já comprou caças SU-30, helicópteros Mi-35, mísseis antiaéreos Tor M-1 e radares JYL-1. Também se podem somar 100 tanques T-72M e 300 veículos blindados BMP-3. Essas compras enchem os cofres da Rússia e da China. Mas também governos europeus, como o da Espanha e o da França, estão participando do negócio sem levar em conta que suas armas vão ameaças os vizinhos da Venezuela.

Depois do 11 de Setembro, pareceu consolidar-se um consenso sobre a necessidade de uma política de tolerância zero com aqueles países que tivessem laços com grupos violentos. Dado esse contexto, acumulam-se evidências nada auspiciosas das conexões do governo venezuelano e da intenção de Caracas de desestabilizar os países vizinhos. Apesar disso, o governo do presidente Chávez não recebeu nenhuma sanção por seu comportamento. Essa inação pode resultar muito mais custosa para a estabilidade da América Latina.

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Por Reinaldo Azevedo

Um comentário:

Tia Cê, a Luz emana de mim disse...

Por isso eles querem a cocaína espalhada pelo mundo para que a percepção da realidade seja totalmente fraudada. Quer coisa mais escandalosa e criminosa que por na praça o nome do terrorista fdp?
Chega gente!
Chega dessa loucura de chamar o mal de bem e o bem de mal.