2009-08-07

LULA , O GOLPISTA

A RETÓRICA ESCANDALOSAMENTE GOLPISTA DE LULA

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 | 19:24

Lula participou do encerramento de um seminário internacional promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e mandou ver: “Uma coisa que acho importante deixar como legado para quem vier depois de mim é um novo paradigma: a pessoa terá de fazer mais do que nós fizemos. Se fizer menos, terá uma vida muito curta no governo.

É retórica golpista. Além de mistificadora. Notem que não bastará ao próximo presidente nem mesmo fazer o mesmo que ele fez — será preciso fazer “mais”. Ou, diz, “terá vida curta”. Vida curta? Certamente Lula está pensando num presidente de oposição. Talvez não confie tanto assim na sua candidata à Presidência. A fala sai da boca do presidente que mobilizou uma máquina formidável para manter José Sarney, o ético, à frente do Senado. A Sarney, ele garante vida longa.

Os puxa-sacos e mistificadores vão botar panos quentes. “O presidente está querendo dizer que o futuro presidente pode não se reeleger”. Conversa mole. Cumprir um mandato não quer dizer “vida curta”. “Vida curta” corresponde a ter o mandato interrompido, abreviado. Lula está, na verdade, anunciando que pretende pôr na rua os seus tontons-maCUTs caso não faça seu sucessor.

Ademais, em democracia não existe “vida curta”, a menos que o mandatário tente fraudar o sistema — como vez Manuel Zelaya em Honduras. O mesmo Manel Zelaya a quem Lula pretende garantir sobrevida.

De resto, será impossível o próximo presidente, seja Dilma ou Serra, fazer mais do que LULA DIZ TER FEITO. Porque é fato sabido, notório, comprovado, que ele infla as próprias realizações; que ele falta com a verdade de modo deliberado, organizado, sistemático, quando se refere aos próprios feitos. A maior das falcatruas oficiais é o PAC: saíram do papel apenas 30% dos projetos. Do dinheiro que a União prometeu aplicar, foram gastos apenas 3%. O resto ou é conversa mole ou é investimento privado ou de estatais, que faz parte do andamento normal das empresas.

A fala é o que é: retórica golpista, tornada tão comum, tão freqüente, tão corriqueira na América Latina. Não é por acaso que este senhor dá apoio a tudo o que não presta na América do Sul e no mundo. De um fanfarrão de quinta como Zelaya a um genocida como o presidente do Sudão, passando pelo eixo do narcotráfico na América Latina, que une Chávez, Correa e Evo Morales, e por um filoterrorista como Ahmadinejad, não há um só brucutu que tenha sentido falta da mão amiga de Luiz Inácio Lula da Silva.

Retórica golpista, sim! Pode-se fazer de conta que ele não disse o que disse. Mas ele disse. Lula deixa claro que pretende ser uma espécie de assombração do futuro governo, seja como condestável da República, no caso de Dilma ser eleita, seja como chefe da arruaça, no caso de Serra chegar lá.

Ah, sim: os petralhas costumam me enviar provocação indagando se não haverá mais neste blog críticas ao governo caso Serra seja eleito. Acredito que sim. Duvido que, se presidente, ele venha a fazer tudo o que e como eu gostaria que fosse feito. Mas ninguém precisa fazer ilações sobre o óbvio, porque eu mesmo o escancaro: continuarei a combater os mesmos que combato agora, estejam eles dentro ou fora do governo. “Que mesmos?”, indaga o distraído? Respondo:

OS ASQUEROSOS QUE DESPREZAM A DEMOCRACIA!

A razão é simples: eles não vão mudar. Nem eu! Passem adiante este texto. Que fique claro: Lula, de modo oblíquo, fez o elogio do golpe.

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

2 comentários:

Anônimo disse...

"Vida curta" à corja lullogolpista! Impeachment já! Democracia já!

Tia Cê, a Luz emana de mim disse...

Eles terão sim, Deus há de ajudar os farsantes cairem e junto o OBOMINÁVEL Obama.
Seja bem vindo aqui.