2009-08-17

ÍCONES DA BOÇALIDADE



Obama recua em item central de sua reforma da saúde

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 | 5:55

Por Fernando Canzian, na Folha:
Para tentar quebrar o impasse em torno do andamento de seu novo e ambicioso programa para o sistema de saúde, o governo de Barack Obama admitiu ontem recuar em uma das peças centrais do plano.
A secretária da Saúde dos EUA, Kathleen Sebelius, afirmou que o governo pode desistir de criar uma poderosa agência estatal para prover cobertura médica a cerca de 50 milhões de americanos que hoje não têm seguro-saúde.
No lugar da agência, Sebelius sugeriu que podem vir a ser montadas cooperativas sem fins lucrativos, mas financiadas com dinheiro estatal.
Os EUA já têm dois grandes programas públicos na área, o Medicaid e o Medicare. O primeiro cobre de modo muito insuficiente famílias pobres que não têm seguro privado. O segundo, também deficiente, é destinado a pessoas com mais de 65 anos e sem cobertura.
Para atender as 50 milhões de pessoas hoje fora do sistema privado, o governo planeja aplicar cerca de US$ 120 bilhões ao ano na área. Os recursos viriam de um aumento de impostos sobre quem ganha mais de US$ 250 mil por ano (cerca de US$ 38,5 mil ao mês).
Em entrevista à rede CNN, a secretária da Saúde insistiu, no entanto, que o governo não quer deixar apenas o setor de seguro-saúde privado já estabelecido por conta desse novo mercado de 50 milhões de novos usuários. “É preciso deixar abertas algumas escolhas, pois precisamos de mais competição na área”, afirmou. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

Presidente americano sofre com ”fogo amigo” de democratas

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 | 5:53

Por Gustavo Chacra, no Estadão:
O presidente dos EUA, Barack Obama, prometeu, ao ser eleito, que buscaria um diálogo com os republicanos. O problema é que, passados sete meses da posse, ele enfrenta dificuldades até para conseguir o apoio de alguns deputados democratas, especialmente na reforma do sistema de saúde, prioridade de sua política doméstica.

São 52 membros do Partido Democrata que vêm dando trabalho a Obama. Eles integram uma coalizão denominada “Blue Dogs” (Cães Azuis) e são conservadores. São contra gastos excessivos e, em alguns temas, como a posse de armas e aborto, se mantém próximos dos conservadores republicanos.

Obama sabe que depende deles para governar e aprovar a reforma do sistema de saúde. Sem o apoio dos Blue Dogs, o governo perde maioria na Câmara. Esse cenário pode ocorrer justamente na votação da reforma do sistema de saúde.

Entrando em choque com Obama, que pretende estabelecer uma data-limite para a aprovação, os Blue Dogs dizem que “fazer a reforma corretamente é mais importante do que tentar aprová-la de uma forma imediata”. Essa atitude tem atrasado os debates no Congresso. Criada em 1995, após arrasadora derrota do Partido Democrata nas eleições parlamentares, no ano anterior, a coalizão visava mudar a imagem de esquerda atrelada aos democratas no início do período Clinton. Aqui

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