2009-08-28

FILMES ESQUERDOPATAS

Filmes esquerdistas: Beleza Americana

por Felipe Atxa em 28 de agosto de 2009
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Cena de 'Beleza Americana', exemplo de obra carregada de clichês politicamente corretos e esquerdistas
A crítica de cinema – e em particular a brasileira, que tal como o brasileiro em geral adora exagerar em tudo que é ruim – costuma espernear e dar gritinhos de horror quando imagina se deparar com um filme cujo conteúdo (o enredo em si) ou a mensagem (a “lição final” que se tira do enredo) parece “direitista” ou “conservador”. Mas faz que não vê e aplaude quando acontece o contrário, e o filme é construído com maior ou menor engenho como genuína propaganda esquerdista.
Pensando nisso o Mídia@Mais traz, a partir de hoje, uma série de indicações de filmes cujo discurso ideológico é notadamente determinado pela visão esquerdista de mundo. Será um autêntico festival de correção política, antiamericanismo, indulgência ao banditismo em suas mais variadas formas, glorificação do coletivismo e do globalismo asséptico e pacifista, entre outros temas recorrentes.
É importante perceber que, por trás desses filmes recheados de discurso enviesado, estão alguns dos mais talentosos profissionais de cinema do mundo – embora a serviço de um programa ideológico claro. A qualidade da maioria desses filmes, contudo, é o que torna tão importante descortinar suas reais intenções, a força com que influenciam a platéia e o engenho com que divulgam tais idéias.
1.Beleza Americana (American Beauty, 1999, dirigido por Sam Mendes)

TEMAS: american way of life, EUA, subúrbio, classe média, trabalho, família, casamento, militar

TRAILER: http://www.youtube.com/watch?v=6Q3ltyPJJMQ

FICHA COMPLETA: http://www.imdb.com/title/tt0169547/

VEJA TAMBÉM:
“Foi apenas um sonho” (http://www.adorocinema.com/filmes/foi-apenas-um-sonho/foi-apenas-um-sonho.asp), do mesmo diretor, repete alguns dos temas de “Beleza Americana” num recorte mais trágico. Mas o subúrbio, a família e o trabalho continuam lá, compondo o “tripé amaldiçoado” da sociedade americana – para quem vê o filme, nada pode ser pior.

COMENTÁRIO: Se fosse um mau filme, “Beleza Americana” seria condenado pelo esquematismo e pelo artificialismo com que constrói a trama. Mas é exatamente esse rigor formal que faz dele um exemplo fascinante da técnica cinematográfica de Hollywood usada para dar vida ao ideal esquerdista de sociedade. Tal como uma recriação moderna dos filmes de propaganda célebres do início do cinema (usados pelos regimes totalitários comunista e nazista), “Beleza Americana” tem a força do discurso dos filmes de Eisenstein e a beleza plástica dos dirigidos por Leni Riefenstahl.
O filme condena a família, o casamento, o trabalho, ao estigma da anormalidade. Profissões são doenças das quais os personagens precisam se curar.

O único que tem um trabalho não-degradante, na visão do filme, é o dublê de traficante e cineasta. Seu pai é um ex-militar violento que se revela homossexual enrustido.

O ideal de felicidade, contudo, reside na casa ao lado, ocupada pelo unidimensional casal de gays. Até a colegial liberada (protótipo da “loira burra e vulgar” tipicamente americana e que, simbolicamente, dá título ao filme) é uma hipócrita e reprimida sexual. Em “Beleza Americana”, não há escapatória para o burguês americano em busca de sucesso pessoal a não ser a morte – obviamente ocasionada por arma de fogo.

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