2009-08-22

A FALACIA DAS ONGS AMBIENTALISTAS E A VITÓRIA DO AGRONEGÓCIO

Olhem aí um ministro de Lula que fala coisa com coisa!

sábado, 22 de agosto de 2009 | 5:35

Por Rodrigo Vargas, na Folha. O título é meu.
O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) subiu ontem o tom das críticas contra ambientalistas “que não entendem de meio ambiente”, artistas “que nunca saíram do Rio de Janeiro” e ONGs “financiadas pela indústria do petróleo”. As declarações foram feitas dois dias após a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (AC) anunciar sua saída do PT para possivelmente disputar a Presidência da República pelo PV, em 2010. Para Stephanes, a maioria dos ambientalistas “não conhece a realidade” do setor agrícola. “Eles não sabem o que significa plantar arroz, soja e milho. Não têm noção e, se tivessem, não teriam cometido tantos erros na elaboração das leis.” A ofensiva foi lançada ontem, em Cuiabá, durante o último dia da Bienal dos Negócios da Agricultura, evento promovido pela Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de MT) que discutiu o código florestal. O ministro defendeu mudanças na atual legislação, “construída ao longo das últimas décadas apenas por ambientalistas”. Se as regras fossem integralmente cumpridas, disse ele, 70% do território brasileiro seria inviabilizado para atividades econômicas. Para Stephanes, o Brasil é o país “mais ecológico do mundo”, mas também o que “mais sofre pressões e críticas”. “O etanol polui doze vezes menos do que a gasolina. Mas ninguém discute a extração de petróleo. As maiores ONGs que atuam no território nacional são pagas por empresas petrolíferas.” Sem citar nomes, o ministro ainda fez referência a movimentos como o “Amazônia para Sempre”, capitaneado pelos atores Christiane Torloni e Victor Fasano. “O fato de eu ser um artista de televisão, nunca ter saído do Rio de Janeiro e falar de meio ambiente não significa que eu entenda do assunto.” Stephanes negou que o acirramento das críticas tenha relação com a possível candidatura da ambientalista Marina. “Não estou fazendo crítica a ela ou a ninguém”, disse. Aqui

 Não contem para o MST: a riqueza virá do agronegócio

sábado, 22 de agosto de 2009 | 5:43

O lendário investidor diz que os produtos agrícolas vão dominar os mercados e ironiza: os corretores das bolsas americanas terão de procurar emprego como tratoristas

Benedito Sverberi
China Photos/Getty Images
William R. Voss
“Os operadores de Wall Street
mais espertos vão aprender a
dirigir tratores, para trabalhar
para os fazendeiros, que serão
os verdadeiros ricos”
Os operadores da Bolsa de Nova York terão de procurar emprego como motoristas de táxi. Os melhores conseguirão trabalho como tratoristas. Quem faz a previsão com a ironia e a autoridade características é o investidor americano James “Jim” Rogers, de 66 anos. A fama dele vem dos anos 70, quando, ao lado de George Soros, criou e administrou o Quantum, fundo de investimentos que obteve até então a maior valorização da história do capitalismo - 4?000% em seus primeiros dez anos. Na mesma década, as ações de empresas americanas subiram, em média, meros 50%. Rogers e Soros tiveram nas finanças reconhecimento equivalente ao desfrutado na biologia por Francis Crick e James Watson, descobridores da forma da molécula do DNA. Na dupla de cientistas, gênio mesmo foi Crick. Na de financistas, Rogers. Ele falou a VEJA de seu escritório em Cingapura, para onde se mudou a fim de acompanhar de perto a economia asiática.
A economia mundial dá mostras de recuperação, e as ações voltaram a se valorizar. Já é possível dizer que o pior ficou para trás?
Não apostaria nisso. Nos próximos anos, haverá poucos empregos em Wall Street. Sempre brinco dizendo que os corretores de investimentos terão de dirigir táxis. Os mais espertos, contudo, aprenderão a dirigir tratores, para que possam trabalhar para os fazendeiros, que serão os verdadeiros ricos dos próximos trinta anos. Os fazendeiros serão os donos dos Lamborghinis no futuro, não mais esses espertalhões do mercado financeiro.
Por que os agricultores ficarão tão ricos?
A agricultura é a única área da economia mundial cujos fundamentos, até onde eu sei, estão realmente melhorando. Ela deve ser o primeiro setor a crescer quando o mundo sair da crise. É bastante provável que nos próximos anos eu aplique a maior parte de meus recursos em commodities agrícolas. A sorte do Brasil, em particular, é ter um agronegócio bastante expressivo e competitivo e contar com abundância de recursos naturais. Certamente haverá oportunidades no mercado de produtos agrícolas. Por isso, o Brasil está mais bem posicionado que outros países na atual situação da economia mundial. Os frutos virão, desde que, é claro, o governo mantenha a seriedade na política econômica. Aqui

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