2009-08-11

EDIR MACEDO, ATÉ QUE ENFIM PEGARAM O CAPETA CHEFE DA SEITA HEREGE ENGANADORA DOS POBRES

RELIGIÃO, PRECONCEITO E TOLICES

terça-feira, 11 de agosto de 2009 | 15:55

A gritaria contra a reportagem de Márcio Aith, da Folha, que trata da denúncia que envolve Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus, já chegou aqui. Não me impressiono com isso, não. São os de sempre. É aquela gente estranha, acometida de analfabetismo moral e ético, que sai daqueles blogs que prestam serviços ao governo — e, no momento, a José Sarney —, cumprindo a tarefa do dia. Conforme eu previ, os mesmos que defendem Lula, Dilma e Sarney estão agora alinhados com Macedo.

Na semana passada, eles se entusiasmaram com as performances de Fernando Collor e Renan Calheiros. Se desconfiarem que o capeta também presta serviços ao petismo, não terão nenhum problema em dar o braço ao chifrudo, ao azucrim, ao barzabu, ao canhoto, ao excomungado, ao pé-cascudo, ao rabudo, ao zarapelho.

Uns poucos honestos entre os que fazem um reparo ou outro à reportagem afirmam que é preciso tomar cuidado para não generalizar, já que nem todas as denominações evangélicas são como a Universal. A reportagem nem de longe sugere isso. É claro que não são. E a seita de Macedo está longe de ser a maior entre as pentecostais. Ela só é a que conseguiu criar o maior grupo de empresas.

Um bestalhão afirmou que devo estar feliz porque, católico, divertir-me-ia com as notícias contra a Universal. Cretino! Em primeiro lugar, quem fez aquelas idas e vindas com dinheiro não fui eu, mas Macedo e sua turma. Ainda que eu estivesse contente, os responsáveis são os que praticaram os atos, entendeu? Se eu estivesse particularmente satisfeito, o que não é fato, isso seria só uma decorrência da descoberta dos atos do chefão da seita, não uma causa. Fui claro ou preciso desenhar um peixe na areia para você se lembrar a origem do Cristianismo?

É óbvio que nem todos os evangélicos ou neopentecostais são como Macedo. Assim como nem todos os católicos são como certos padres que fazem ginástica ou outros com pinta de acompanhantes de senhoras de fino trato. Há derivações teratológicas — em linguagem religiosa, a gente poderia dizer “heréticas” — em todas as crenças. A questão da Universal é particularmente interessante porque ela se tornou uma verdadeira máquina de conquistar concessões de rádio e TV e soube como ninguém transformar as doações de fiéis em empresas — para a honra e glória do Senhor, é claro.

Isso nada tem a ver com qualquer preconceito contra evangélicos ou protestantes. Quando um padre faz uma coisa errada — e olhem que não faltam padres para fazer besteiras, não é? Há até alguns que trocaram a Cruz pela foice e pelo martelo —, não me sinto minimamente obrigado a defendê-los: defendo é que a instituição seja preservada. Aliás, aqueles entre os nossos que pervertem os princípios são mais nefastos à causa do que os adversários reconhecidos.

A questão da Universal, então, é saber se existe uma instituição a ser preservada, que nada tenha a ver com eventuais desvios de conduta de seus chefões. Existe?



EDIR MACEDO: O TRIUNFO DE UM MÉTODO

terça-feira, 11 de agosto de 2009 | 6:23

A Folha publica nesta terça uma reportagem de fôlego, de Márcio Aith, informando que o juiz Glaucio Roberto Brittes, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Edir Macedo, o todo-poderoso da Igreja Universal do Reino de Deus, e outros nove integrantes da seita. Abaixo, há quatro posts com trechos das matérias. Leiam ali alguns detalhes. Os números da Igreja são espetaculares, dignos de grande empresa. Informa Aith: “Somando-se as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie feitos por pessoas ligadas à Universal, o volume financeiro da igreja no período de março de 2001 a março de 2008 foi de cerca de R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que combate a lavagem de dinheiro. A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.” Um espetáculo mesmo.

Vocês querem apostar quanto que os mesmos ex-jornalistas que estão na Internet defendendo Sarney farão agora a defesa da Igreja Universal? Essa gente não tem limites. Quando se trata da “causa”, juntam-se a Renan, Sarney, Collor e, por que não?, Edir Macedo. Alguns dos mais entusiasmados críticos do que chamam “mídia golpista”, não custa lembrar, são nada menos do que funcionários de Macedo. Até parece que o império construído por este empresário da religião não é, ele também, midiático.

Lendo a reportagem, vocês vão constatar que, na origem do complexo bilionário comandado por Macedo, está uma questão: igrejas não pagam impostos no Brasil. O que penso a respeito? Um erro! Alguns dos meus amigos de fé ficarão bravos, mas paciência! Deveriam pagar. Estado e religião, felizmente, já estão separados no país. A imunidade não faz sentido. Ela existe, em tese, para que os recursos arrecadados pela denominação religiosa sejam usados em benefício dos fiéis e da fé. No caso da Universal, segundo os procuradores, viraram emissoras de TV, rádios, estúdio, gravadora etc.

Essas correntes neopentecostais que prosperam usando as TVs — e elas nada têm em comum, destaque-se logo, com as correntes tradicionais do protestantismo, que repudiam, com razão, qualquer parentesco — fazem mais milagres por dia do que fez Cristo durante toda a vida. Vocês sabem: o Nazareno era modesto; os pregadores de hoje em dia têm grandes ambições. O maior de todos os seus milagres, no entanto, é mesmo a multiplicação de bens. O procuradores têm uma explicação para o fato que passa longe da intercessão divina.

O advogado da seita diz que a Receita Federal aprovou todos os procedimentos do seu cliente. O que, a ser como dizem os procuradores em sua apuração de dois anos, não deixa de ser realmente espantoso. Afinal, a Receita tem andado tão severa, não? A ser assim, logo vai ter empresário pensando em abandonar, por exemplo, o ramo de artigos de luxo para se dedicar ao ramos dos milagres.

Vamos ver como as coisas caminham. Edir Macedo sempre teve amigos poderosos. Em todas as épocas. A adesão de sua emissora ao governo de turno, no entanto, atinge mesmo o estado da arte é na gestão Lula. E olhem que, lá nos primórdios, os petistas apanhavam bastante dos pastores. Algo, no entanto, mudou muito. Edir Macedo e sua Igreja seguem sendo os mesmos. Lula terá mudado? Também não. Ele só revela a sua real natureza.

No alto, há um vídeo que já é um clássico. Edir Macedo ensina como ser um “bom pastor”. O que o filme tem a ver com a reportagem? Ora, demonstra a eficiência do, por assim dizer, método. O pastor Honorilton Gonçalves, hoje o chefão da Record, é uma das estrelas da filmagem. Observem que ele pergunta ao então deputado Laprovita Vieira, que foi, durante algum tempo, o dono oficial da Record, se a emissora foi comprada com dinheiro do caixa um ou do caixa dois. Posso estar enganado, mas acho que vi o senador Marcelo Crivella duas vezes por ali.

Outro clássico da Igreja Universal é o chute na imagem de Nossa Senhora Aparecida. O filme segue abaixo.

POR FAVOR, FAÇAM COMENTÁRIOS QUE POSSAM SER PUBLICADOS.

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Por Reinaldo Azevedo

PARAÍSO NA TERRA 1 - Juiz acata denúncia contra Edir Macedo e mais 9 da Universal por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

terça-feira, 11 de agosto de 2009 | 6:15

Por Marcio Aith, na Folha:
A Justiça recebeu ontem denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
A denúncia, aceita pelo juiz Glaucio Roberto Brittes, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, resulta da mais ampla apuração sobre a movimentação financeira da igreja já feita em seus 32 anos de existência.
Iniciada em 2007 pelo Ministério Público de São Paulo, a investigação quebrou os sigilos bancário e fiscal da Universal e levantou o patrimônio acumulado por seus membros com dinheiro dos fiéis, entre 1999 e 2009 -embora não paguem tributos, igrejas são obrigadas a declarar doações que recebem.
Segundo dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos. As receitas da igreja superam as de companhias listadas em Bolsa -e que pagam impostos-, como a construtora MRV (R$ 1,1 bilhão), a Inepar (R$ 1,02 bilhão) e a Saraiva (R$ 1,09 bilhão).
Somando-se as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie feitos por pessoas ligadas à Universal, o volume financeiro da igreja no período de março de 2001 a março de 2008 foi de cerca de R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que combate a lavagem de dinheiro.
A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.
A denúncia foi assinada pelos promotores Everton Luiz Zanella, Fernanda Narezi, Luiz Henrique Cardoso Dal Poz e Roberto Porto.
(…)
O xis do problema, para os promotores, não reside na quantia de dinheiro arrecadado, mas no destino e no uso que lhe foi dado pelos líderes da igreja no período investigado. Um grande volume de recursos teria saído do país por meio de empresas e contas de fachada, abertas por membros da igreja, e foi depois repatriado também por empresas de fachada, para contas de pessoas físicas ligadas à Universal.
Os recursos teriam servido para comprar emissoras de TV e rádio, financeiras, agência de turismo e jatinhos.
Para a investigação, isso fere dois princípios legais.
Empresas privadas pagam impostos porque o propósito de suas existências é o lucro. Igrejas, pela lei brasileira, não pagam tributos porque suas receitas, em tese, revertem para o exercício da fé religiosa, protegida pela Constituição. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

PARAÍSO NA TERRA 2 - Doações originaram patrimônio, diz acusação

terça-feira, 11 de agosto de 2009 | 6:13

Na Folha:
A denúncia feita pelo Ministério Público de São Paulo levantou o patrimônio construído pela Igreja Universal em seus 32 anos de existência.
Ele seria composto por 23 emissoras de TV e 42 emissoras de rádio, quatro firmas de participações, uma agência de turismo, uma imobiliária, uma empresa de seguro de saúde, duas gráficas, uma gravadora, uma produtora de vídeos, uma construtora, uma fábrica de móveis e duas financeiras.
A igreja teria ainda uma empresa de táxi aéreo de nome Alliance Jet, que possui três aviões, um deles adquirido em 2007 por US$ 28 milhões.
A descrição feita pela denúncia confirma a existência do conglomerado empresarial em torno da Universal descrito em reportagem publicada pela Folha em dezembro de 2007.
Segundo a denúncia, há indícios de que a maior parte dos recursos usados para comprar o patrimônio da Record teve como origem doações de fiéis.
Diz a denúncia: “Aproveitando-se da imunidade tributária estabelecida pela Constituição Federal aos templos de qualquer culto, os denunciados passaram a utilizar-se da Igreja Universal do Reino de Deus em benefício próprio, captando os valores dos dízimos, ofertas e contribuições dos membros da igreja e fiéis… e investem em bens particulares, como imóveis, veículos ou joias”.

Ocultação
Edir Macedo e os outros dez denunciados também são acusados pelo Ministério Público de São Paulo de falsificação de documentos e de se utilizarem de laranjas para ocultar a titularidade de seus bens.
A denúncia traz o depoimento de Marcelo Nascente Pires, ex-bispo de confiança de Edir Macedo, que, a pedido do líder da Universal, comprara ações da TV Itajaí, emissora da Rede Record em Santa Catarina.
Relata a denúncia que, após Pires romper com a Universal, uma falsa procuração em seu nome foi apresentada na Junta Comercial de Santa Catarina. Nela, Pires supostamente transferia todos os poderes para Edir Macedo.
“Através de exame pericial, foi constatado que os dados estampados entre as 15ª e 18ª linhas do instrumento procuratório foram inseridos em segunda assentada, sendo que os dados incluídos possuíam conteúdo diverso do que deveria ser escrito”, diz a denúncia. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

PARAÍSO NA TERRA 3 - Réus atuaram em outras empresas ligadas ao grupo

terça-feira, 11 de agosto de 2009 | 6:11

Na Folha:
Além de Edir Macedo, líder da Igreja Universal e dono da TV Record, há outros nove réus no processo criminal aberto na 9ª Vara Criminal em São Paulo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Todos, segundo o Ministério Público, contribuíram de forma decisiva para a lavagem de dinheiro dos fiéis da Universal ao “exerceram funções de comando em empresas ligadas ao grupo criminoso, em especial nas empresas Unimetro Empreendimentos S/A e Cremo Empreendimentos S/A”.
Entre eles está Honorilton Gonçalves, vice-presidente da área artística da Record e presidente de fato da emissora. Bispo licenciado da Igreja Universal, Gonçalves foi diretor da Unimetro Empreendimentos S/A entre 1998 e 1999.
Outro réu é o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, que dirigiu a Cremo Empreendimentos. Silva foi detido em 2005, no Aeroporto de Brasília, momentos antes de embarcar em um jatinho particular, transportando sete malas com aproximadamente R$ 10 milhões, em uma aeronave Citation X, da Universal.
O atual diretor da Cremo, Veríssimo de Jesus, e os ex-diretores Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales, João Luiz Dutra Leite e Maurício Albuquerque e Silva também são réus. Assim como o atual diretor da Unimetro Empreendimentos, Jerônimo Alves Ferreira, e o ex-diretor Osvaldo Sciorilli.
Todos foram convocados para prestar depoimento à polícia de São Paulo, onde foram defendidos pelo advogado Arthur Lavigne. Macedo não compareceu, alegando motivos pessoais.
Em 1999, a Folha já revelara a existência de empresas da Universal em paraísos fiscais.
À época, Investholding e a Cableinvest já eram representadas no Brasil por Alba Maria Silva da Costa e Osvaldo Sciorilli, então executivos da Universal em São Paulo. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

PARAÍSO NA TERRA 4 - Receita fiscalizou e aprovou contas de empresas, diz defesa

terça-feira, 11 de agosto de 2009 | 6:09

Na Folha:
As empresas apontadas pelo Ministério Público como fachada para a movimentação do dinheiro pago por fiéis como dízimo já foram fiscalizadas pela Receita Federal e tiveram suas contas aprovadas.
É o que afirma Arthur Lavigne, advogado dos dez líderes da Igreja Universal do Reino de Deus que foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Lavigne apresentou à Folha um “Termo de Encerramento de Fiscalização” da Receita Federal em que está descrita a movimentação, referente ao ano de 2005, de quatro contas da Cremo Empreendimentos S/A nos bancos do Brasil, Safra, Rural e Bradesco.
O documento é assinado pela auditora Lana Torres de Santana.
Sua conclusão é a de que “foi comprovada a origem dos recursos depositados em conta corrente”. O documento descreve 22 movimentações financeiras que atingem, somadas, o valor de R$ 9.098.995,60.
De acordo com o Ministério Público, a Cremo foi uma das empresas que receberam depósitos tendo como origem o pagamento de dízimo de fiéis da igreja. A descrição feita pela Receita refere-se, na maioria das vezes, a valores recebidos por amortização de empréstimos (contratos de mútuo). A maior parte desse valor, diz a auditora, comprovado com cópia de recibo de valores recebidos e contratos.
Há ainda registro de transferência de cotas da Rádio Cultura Gravataí, por R$ 21.249,99.
Questionado se tinha o mesmo documento referente à Unimetro Empreendimentos S/A (também usada de forma irregular, segundo a Promotoria), Lavigne diz que a fiscalização havia sido feita,mas não tinha o termo em mãos. Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

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