2009-08-13

DOMÉSTICOS DE FIDEL QUEREM LEGITIMAR AS FARC


A palhaçada da Unasul contra o futuro da Colômbia
Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido

13 Agosto 2009




Assim como Chávez deixou conhecer suas verdadeiras intenções e auto-deletou sua afinidade política e ideológica com as FARC quando Uribe o retirou da mediação para libertar os seqüestrados, agora Lula deixou reluzir sua verdadeira pele de lobo, quando seu chanceler Amorim disse, em outras palavras, que combater as FARC e o terrorismo com o apoio dos Estados Unidos punha em risco a segurança brasileira.


Os peões de Fidel Castro na América Latina estão empenhados em legitimar as FARC, apoiar a ofensiva final do grupo terrorista contra a institucionalidade colombiana e integrar o país à empulhação comunistóide de Chávez, Correa, Evo Morales e demais governantes marxistas-leninistas do hemisfério. Na busca do sinistro objetivo, os terroristas das FARC e os delinqüentes de colarinho branco que os acolitam, recorrem às trapaças que forem necessárias.


Por exemplo, com o mesmo cinismo que negou ser o cérebro da trama que permitia Raúl Reyes ter um acampamento no Equador, e que é de conhecimento geral que agora Joaquín Gómez vive na mesma zona, Rafael Correa ordenou a seus assessores que fizessem uma montagem grosseira com um suposto diário pessoal de Reyes.


Porém, a farsa foi tão vulgar e rasteira que os falsificadores não intuíram que dentre os documentos autênticos encontrados na guarida de Reyes, havia vários textos escritos de próprio punho e letra do terrorista abatido, cuja caligrafia não coincide com a que o diário equatoriano apresenta. E o que é pior, que a linguagem utilizada com termos cotidianos usados pelos equatorianos não corresponde ao jargão das FARC, nem ao modo particular de Raúl Reyes falar.

Por sua parte, o boquirroto mandatário venezuelano, que amiúde desconecta o cérebro da língua para falar, saiu ante os meios de comunicação com uma sandice mais incoerente que a de Correa. Para tratar de justificar porquê as FARC tinham em uma cova alguns lança-foguetes de fabricação sueca comprados pelo governo venezuelano para dotar a Força Armada do país vizinho, teve o cinismo similar ao de Correa de dizer que essas armas foram roubadas em 1995 pelas FARC, da Guarda Nacional venezuelana.


Porém, os fatos o desvirtuam por completo e apresentam Chávez uma vez mais perante a opinião pública como o que ele é: um bufão mentiroso. Uma patrulha de contra-guerrilhas não utiliza esse tipo de foguetes, que por suas características táticas e técnicas estão desenhados para combates de guerra regular em operações em campo aberto contra tanques, elementos blindados ou infantaria mecanizada. E em poder de grupos terroristas como a OLP ou Al-Qaeda, são utilizados para disparar contra helicópteros que voam a baixa altura ou desembarcam tropas, em terrenos desérticos ou áreas urbanizadas.


Isto infere que é improvável e inexplicável que uma unidade da Guarda Nacional venezuelana, em cumprimento de missões de vigilância rural, pudesse ter em sua dotação este tipo de arma, cuja munição é pesada, incômoda de carregar e que, evidentemente, afeta a mobilidade por entre a selva.


Assim como Chávez deixou conhecer suas verdadeiras intenções e auto-deletou sua afinidade política e ideológica com as FARC quando Uribe o retirou da mediação para libertar os seqüestrados, agora Lula deixou reluzir sua verdadeira pele de lobo, quando seu chanceler Amorim disse, em outras palavras, que combater as FARC e o terrorismo com o apoio dos Estados Unidos punha em risco a segurança brasileira.


Finalmente, com uma linguagem de criador de caso, o indígena cocalero que governa a Bolívia desqualificou a decisão autônoma e autárquica do governo colombiano ao permitir a presença de membros das Forças Militares dos Estados Unidos em algumas unidades militares colombianas, com o fim de combater o terrorismo comunista e o narcotráfico que é sua principal fonte de financiamento.


É sintomático. Chávez, Correa, Lula e Evo Morales não estão preocupados de que supostamente se viole a soberania de um país ao permitir a presença de "tropas estrangeiras", pois na prática estes conspiradores contra a Colômbia são peões de Fidel Castro, que os manipula a seu arbítrio.
Cegos, surdos e mudos frente à realidade. Não vêem nem querem ver que o experimento totalitário do ditador cubano resume 50 anos de terrorismo comunista e sintetiza a infertilidade da estupidez comunista, enceguecida em oprimir e torturar seus próprios povos.


Além disso, produz comichões em todos os governantes comunistas filiados ao Foro de São Paulo, saber que com a tecnologia de ponta fornecida pelo governo norte-americano as comunicações dos terroristas serão interceptadas com facilidade, os acampamentos localizados para depois ser bombardeados, e os carregamentos de coca que saem pelo Equador, Venezuela, Brasil e Bolívia para o primeiro mundo poderão ser interceptados.


Neste sentido, Correa, filho de um delinqüente que foi encarcerado por narcotráfico nos Estados Unidos, e que naturalmente é beneficiário do dinheiro sujo das drogas ilícitas, cada dia resulta mais untado de coca, terrorismo e farsas comunistas.


Desde antes de tomar posse como des-governante do Equador, desatou uma intensa campanha de propaganda leninista contra a Colômbia, porque as Forças Militares estavam destruindo as finanças das FARC na fronteira binacional e assim não poderiam continuar sustentando-o no poder, ou ajudando com dinheiro para criar os comitês binacionais de vigilância revolucionária organizados pelas FARC e os cappos do narcotráfico de ambos os países.


A presença militar norte-americana nas bases colombianas põe totalmente um cala-boca em Chávez, pois neutraliza as intenções bélicas do boquirroto mandatário que já não poderá executar o "Plano Guaicapuro" [1] contra a Colômbia, devido a que os membros das Forças Militares dos Estados Unidos estão meio a meio.


A inteligente, oportuna e transcendental decisão do governo Uribe, de fortalecer com tecnologia de última geração as tropas encarregadas de combater e destruir as estruturas terroristas, tem incomodado muito os cúmplices das FARC.


Porém, enquanto toda esta trama se tece desde fora da Colômbia, dentro os politiqueiros de sempre andam imersos em um novo capítulo da pátria boba.


Vivo reflexo de seu mentor Alfonso López, o desavergonhado ex-presidente Cesar Gaviria lança toda uma série de gracejos indecentes contra Uribe, obstaculiza com fraudes politiqueiras as decisões do atual presidente, tece todo tipo de conchavos com aqueles que têm sangrado o erário público e faz campanha aberta, primeiro para tratar de repetir seu desprestigiado governo e segundo, para abrir o caminho a seu delfim Simon.


Por seu lado, a leviana e oportunista Noemí regressou do exílio dourado da diplomacia, custeada com os impostos que os colombianos pagamos, com o egoísta desejo de manter-se no meio, quer dizer, para buscar uma abundância de votos que no final da próxima campanha presidencial lhe permita continuar na sua eterna figuração pessoal, como embaixadora ou ministra. Além disso, é desleal até a morte.


Em vez de agradecer a Uribe que a manteve sete anos vivendo como uma rainha na Europa, Noemí o traiu e se lançou à politicagem, porque como todos os dirigentes políticos que nos mal governaram durante quase dois séculos, só pensa nela e não na Colômbia.


Com sobeja razão López Michelsen dizia que Noemí Sanín é o mesmo que ver Andrés Pastrana de saia. E Samper dizia que é uma mulher tão firme em suas paixões quanto débil em suas convicções. Nem mais nem menos. O grave é que há quem acredite em suas etéreas ofertas.


Por outro lado, Pardo Rueda se esqueceu de que, produto de sua inaptidão como primeiro ministro da Defesa civil, começou a se desenvolver a etapa mais crítica e sinistra do Plano Estratégico das FARC. Também se esqueceu de que, como qualquer camaleão tornou-se uribista por conveniência, com a finalidade de obter um assento no senado, escudado no nome de Uribe. E agora também lhe pegou a estocada pelas costas. É um dos críticos de tudo o que o governo faz e quem nele acredita, em particular nos assuntos sensíveis nos quais Pardo brilhou por sua incompetência.


Entretanto, Ernesto Samper, talvez o mais inepto e o mais cínico dos ex-presidentes colombianos de toda a história, ansioso por ser reeleito para continuar a sistemática sangria da Colômbia, deixou conhecer suas verdadeiras intenções. Devido a que sua campanha presidencial fora financiada pelo cartel de Cali e por esta razão perdeu até o visto para entrar nos Estados Unidos, encontrou em Hugo Chávez um sócio de trapaças, tentam tirar Uribe do caminho e se mostrar como uma vítima dos gringos.


Desavergonhado, e seguramente que é o que realmente buscam as FARC e Chávez, Samper é tão descarado que pensa que os vai manipular como costuma fazer. E o senador Galán, que parece viver em Marte, porém busca prebendas politiqueiras pessoais na Colômbia, tem o descaramento de sugerir que o governo nacional creia que os mandatários pró-terroristas do Equador, Venezuela e Brasil, obram de boa-fé. Bem-aventurados os mansos porque lhes farão a cirurgia de pé.


Em boa hora o presidente Uribe evitou a emboscada comunista que a cúpula da Unasul lhe havia preparado.


Já é hora de que Noemí, Galán, Samper e os demais desinformados saibam que as FARC têm um plano estratégico para tomar o poder e impor uma ditadura similar à cubana. Que para as FARC e seus cúmplices, os dirigentes políticos tradicionais colombianos são os inimigos que devem desaparecer do mapa, porém que no momento devem aliar-se ou destruí-los.


E que, desde a ótica fariana, não haverá paz na Colômbia enquanto as forças marxistas-leinistas não estejam no poder porque, segundo sua cenozóica visão da política, o mundo está em permanente guerra de classes e essa guerra só termina no dia em que o comunismo governe, desapareça a propriedade privada e se imponha uma ditadura do proletariado.


Assim pensam as FARC, Lula, Correa, Evo, Ortega, a Kirchner e os demais comunistas chiques que desgovernam alguns países do hemisfério.

[1] Esse foi um plano elaborado por Chávez como estudo para prova nas escolas de Inteligência da Força Armada Nacional, no qual se simula um ataque a um país fictício hostil, que recebe ajuda de um outro com temeroso poderio bélico. Naturalmente esses países hostis são a Colômbia e os Estados Unidos, embora eles apareçam com nomes de cores em vez dos seus originais. E, naturalmente também, o fictício país que representa a Venezuela os derrota.


Tradução: Graça Salgueiro

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