2009-08-19

Comandante Hugo Rafael Chávez Frias foi quem informou à guerrilha colombiana para que executasse o ataque!

Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Os AT4, os russos e o mandante do ataque em Carabobo

O descaramento, a afoiteza e o cinismo de Chávez a respeito dos lança-foguetes doados às FARC só são dignos mesmo de uma mente pervertida, uma mente revolucionária. Há duas semanas tento editar o Notalatina, pois as notícias que começaram a circular pelo Brasil acerca deste insólito episódio eu as tenho desde o dia 5 de agosto, lamentavelmente sem poder divulgá-las, pelas razões que expus aqui nas duas últimas edições. Mas, como as coisas no Brasil só funcionam na base do “tranco”, após a denúncia que fiz à ANATEL e com ameaça de processo, a Vivo finalmente “reconheceu” que o problema existia e que era um defeito da operadora, ou seja, dela mesma. Espero que a situação permaneça tão normal quanto agora, porque senão, reclamo de novo, e de novo e de novo.

O site do meu amigo Heitor De Paola traz hoje uma reportagem da revista colombiana, Semana, intitulada “Las mentiras de Chávez”, que recomendo enfaticamente que leiam, porque ali há dados importantíssimos que deixam completamente a descoberto este psicopata mentiroso que está se enredando cada dia mais na teia que ele mesmo teceu. Na longa entrevista que concedeu à jornalista colombiana, Vicky Dávila, que se pode – e deve! – assistir completa no site Noticiero Digital(não reproduzo porque são seis vídeos com quase 1 hora de duração no total), Chávez insulta a jornalista, Uribe e a Colômbia inteira dizendo que a Colômbia é um “Estado terrorista”; chama Uribe de mentiroso, diz que os colombianos “não sabem da verdade” e reafirma, com a maior cara de pau, quando Vicky diz que o ataque ao posto de controle da Armada de Carabobo foi executado pelo ELN e não pelas FARC quando ele tentou se livrar da acusação: “bem, então vai ver que foi o ELN quem deu, ou vendeu esses lança-foguetes às FARC, pois eles são amigos e se entendem”. Só cuspindo-lhe na cara, porque qualquer um sabe que estes são bandos rivais e vivem se matando uns aos outros por desejo de supremacia!

Agora vocês vão conhecer a verdadeira história daquele ataque e o belo tiro no pé que este degenerado assassino acabou de dar, provando que a mentira tem as pernas bem curtinhas. Segundo informações oficiais, no dia 25 de fevereiro de 1995, às 23:40, nas instalações onde funcionava o Posto de Controle da Armada Venezuelana no Eixo Fluvial Rio Meta Internacional em Carabobo, estado Apure, na fronteira com a Colômbia, foi atacado por terroristas do ELN onde 8 jovens do efetivo da Armada foram mortos com requintes de extrema crueldade e sadismo.


Segundo o informe da ocasião, quatro guerrilheiros da coluna Domingo Laín, do Exército de Libertação Nacional (ELN) dispararam entre 13 e 17 tiros em cada um dos militares venezuelanos e depois de baleados, mortos alguns e outros ainda vivos, aplicaram o “corte de gravata” que consiste em cortar a garganta de um lado a outro e depois puxar a língua pelo corte e estendê-la para fora como uma gravata. Em outros lhes cortaram os testículos e os puseram dentro da boca. A um deles, baleado mas ainda vivo, não satisfeitos com tanta brutalidade, colocaram uma granada dentro de suas calças. A foto ao lado mostra os corpos enfileirados desses 8 jovens militares assassinados violentamente pelos monstros do ELN.

Segundo informes oficiais dados pelo então Ministro da Defesa da Colômbia e Comandante das Forças Militares, general Harold Bedoya Pizarro, os quatro guerrilheiros foram abatidos em um enfrentamento. Desse ataque levaram as seguintes armas: 3 metralhadoras, 2 morteiros, 20 mil projéteis, várias submetralhadoras e uma lancha artilhada de visão noturna. Não havia no local, por absoluta desnecessidade funcional, qualquer lança-foguete AT4.

Agora vem a parte mais chocante e abjeta. As investigações penais e militares dos dois países envolvidos no ataque procuravam saber, principalmente, de onde partiram as informações à guerrilha para facilitar-lhes a operação. No processo que se abriu sobre o caso houve um depoimento muitíssimo importante, que foi o de Monsenhor Ignacio José Velazco, Arcebispo daquela região, que assegurou que teria sido o Comandante Hugo Rafael Chávez Frias quem informou à guerrilha colombiana para que executasse o ataque! Esta informação foi reforçada por outras produzidas por diplomatas da Colômbia que asseguraram que as armas roubadas eram para ser entregues ao movimento político que naquela ocasião respaldava Chávez, conhecido como MBR-200 (Movimento Bolivariano Revolucionário 200).

Em relação a este episódio faço um parênteses para recordar dois dados importantes: em 1995 Chávez havia recém saído da prisão, pela condenação ao falido golpe de Estado (e ainda se acha com moral para rotular os outros de golpistas!) de fevereiro de 1992, e foi neste mesmo ano que ele ingressou no Foro de São Paulo. Lá ele conheceu as FARC e o ELN, Lula e outros marginais. Foi justo num desses encontros que Chávez foi apresentado a Raúl Reyes – dito por ele mesmo em um vídeo – e a Lula, quando naqueles tempos todos os terroristas participavam abertamente e de corpo presente aos Encontros do Foro de São Paulo.

Fechado o parênteses, volto aos fatos daquele ataque. Naquele ano de 1995 o presidente da Colômbia era Ernesto Samper, o mais canalha de todos, cuja campanha foi feita com dinheiro do cartel das drogas de Pablo Escobar. Samper enviou pessoalmente um informe oficial elaborado pelo DAS (Departamento Administrativo de Segurança) com o resultado das investigações a seu homólogo venezuelano, Rafael Caldera, onde se assinala que Chávez foi o responsável pela preparação e execução do ataque. O caso foi levado à Justiça Militar que estava sob a jurisdição de Eladio Aponte Aponte e Damian Nieto Carrillo. Estes dois elementos desqualificaram as acusações contra Chávez e engavetaram o processo. Hoje, são peças fundamentais do regime ditatorial bolivariano dentro da Justiça Militar.

O presidente Uribe, através de seu chanceler Jaime Bermudez ao chanceler Nicolás Maduro da Venezuela, fez um informe reservado acreditando que receberia alguma resposta por parte de Chávez que, no mínimo, demonstrasse preocupação e o desejo de investigar o caso. Como todos sabemos, não foi isto que se deu. Segundo Chávez diz na entrevista, não deu a menor atenção e jogou o papel “por aí”. Diante dessa indiferença Uribe resolveu tornar a denúncia pública. Sem argumentos, Chávez parte para o ataque à pessoa de Uribe enquanto tenta ganhar tempo para inventar alguma desculpa. Tampouco responde aos questionamentos legítimos da fábrica sueca, alegando que os fabricantes agem como se a Venezuela fosse o único comprador deles. Desqualifica a todos, com impropérios, calúnias e baixarias, bem ao seu estilo quando entra em desespero.

E como não conseguia convencer nem uma criança de cinco anos com as suas mentiras, resolveu iniciar uma campanha contra o legítimo direito da Colômbia estender o acordo com os Estados Unidos e compartilhar suas bases militares com os americanos. Entretanto, diante do escândalo dos lança-foguetes a mídia amiga, que parece estar cumprindo seu papel divulgando este fato, está na verdade encobrindo outro – e mais grave -, que são os acordos militares que Chávez está firmando com o governo da Rússia. Disso quase ninguém fala e acredito que pouquíssimas pessoas sabem (se é que sabem).

É sabido de todos que Chávez tem comprado uma exorbitância de artefatos bélicos, munições e armamentos russos, e inclusive meses atrás fez manobras conjuntas com navios russos mas isto não assustou ou incomodou ninguém; a única ameaça mesmo, era a IV Frota americana e agora a presença militar, que propositalmente “eles” estão chamando de “bases militares”. O que ninguém conta é que em 27 de julho passado, bem no calor desta discussão com a Colômbia, Rússia e Venezuela assinaram um novo Estatuto da Comissão Intergovernamental Russo-Venezuela para a Cooperação Técnico-Militar. Isto que estou denunciando aqui, hoje, até poucos dias nem mesmo na Venezuela as pessoas sabiam e eu descobri gastando incontáveis horas de pesquisa porque é uma coisa quase inacessível. Mas está lá, no site do Ministério das Relações Exteriores do governo da Venezuela, embora o texto oficial do acordo continue um segredo de polichinelo.

Agora, como cinismo não tem limites e só eles, os comuo-terroristas do Foro de São Paulo têm direitos ilimitados, nenhum desses pústulas, nem o seboso e vulgar Marco Aurélio Garcia nem o farsante hipócrita do Lula dizem nada, tampouco vêem nisso uma “ameaça à soberania da região”. Ninguém questionou coisa alguma, tampouco Chávez entendeu que deveria dar satisfação e/ou explicação, como fazem agora – quase histéricos – com o presidente Uribe que é soberano em suas decisões.

Para completar esse quadro, a revista Época da semana passada escreveu uma extensa matéria dando conta de mudanças na legislação que limita o uso das suas Forças Armadas no exterior. Pela nova lei, os poderes de intervenção militar do Kremlin se ampliam formidavelmente, inclusive com direito de intervir noutros países, não só da região como em quase todo o planeta! O poder que o Kremlin se auto-concedeu permite enviar tropas russas para defender cidadãos russos que estejam noutros países, para combater a pirataria marítima e para “conter ou prevenir agressão contra um outro país”. Perceberam o alcance disto? A coisa é tão gritante e descarada que o jornal Kommersant escreveu que, baseada na nova lei russa, a Rússia “poderá até enviar militares para o conflito que está surgindo na América Latina, entre nossa amiga Venezuela e a Colômbia”.

Esta foi mais uma notícia que passou praticamente despercebida da imprensa brasileira, pois um fato como este – este sim! – deveria deixar em estado de alerta todos os governantes da região. E é por isso também que Chávez está tão afoito e falando que “ventos de guerra sopram na região”. Claro, é ele, e não Uribe quem está desejando, se armando e querendo provocar uma guerra. E diante disso eu pergunto: de que lado ficará o Brasil, caso este degenerado resolver mesmo atacar a Colômbia, antes que a Colômbia destrua suas amadas FARC? Do jeito que os ventos estão soprando, não duvido muito que se alie ao companheiro do Foro de São Paulo, pois é o próprio psicopata Chávez quem tem afirmado isso...

E para finalizar a edição de hoje, duas provas mais de que os lança-foguetes encontrados ano passado com as FARC não foram os “roubados” em 1995, alegado por Chávez. O depoimento de uma ex-guerrilheira que afirma ter dirigido o falido ataque à posse do presidente Uribe, em 07 de agosto de 2002 que deixou inúmeras vítimas, mas com cilindros-bomba e não com AT4 (nesse trecho da entrevista ela não fala, mas as fotos tiradas no local confirmam ter sido com os cilindros-bomba), e um vídeo recente que mostra chefes guerrilheiros das FARC treinando as milícias em como usar um lança-foguetes. Tudo isto aconteceu depois de Chávez assumir o poder na Venezuela e o depoimento da guerrilheira depõe de forma inegável contra ele.

Segundo a companheira sentimental de Grannobles (um dos comandantes, irmão do Mono Jojoy), “...Quando fiz esse percorrido por Bogotá, foi com gente das milícias e um comandante guerrilheiro chamado Fabián Hernández, que foi quem colocou as coisas do 7 de agosto. Isso estava acertado com as camaradas Maryely, da frente 56, e a Negra Karina...”. “Como tenho documentos venezuelanos, saiu uma viagem. Chegamos a Arauca e entramos na Venezuela por El Amparo (estado Apure) e passamos por San Cristóbal, Tobar, Táriba, Cocoba e Caracas. Estive em Maracaibo como guarda-costas do comandante Rodrigo Ospina. Ele agora está em Margarita; é da frente 10. Sempre nos mobilizamos entre Guasdualito, La Pedrera e San Cristóbal. Nosso grupo em Caracas se chama Carapaica. Com documentação original, legais como se fôssemos cidadãos venezuelanos. Me pediram o nome e eles diligenciaram os documentos e os guardas de Guasdualito me entregaram. Em San Cristóbal chegamos a uma casa com guerrilheiros e milicianos doentes e os atenderam numa clínica. Levam os que têm mais antecedentes na Colômbia. Estive lá com Julio Mostro, com Rodrigo Ospina e Arcesio Ruiz. Grannobles esteve no hospital de San Antonio, em Tachira, em 1º de maio de 2001, e o atenderam por problemas no fígado e inchaço nos pés”. (Entrevista publicada por El Espectador).

Não é uma maravilha isso? Assistam agora o vídeo. Fiquem com Deus e até a próxima!



Comentários e traduções: G. Salgueiro


(São esses os guerrilheiros que tinham os lança-foguetes)

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