2009-08-01

ÁLVARO URIBE X NARCOFARCTRAFICANTES + VENEZULEZA DE HUGO CHAVEZ


(leia primeiro o post abaixo)
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, defende a ampliação da cooperação militar de seu país com os EUA com argumentos absolutamente sólidos: enfrenta ainda uma guerrilha que tem ramificações em vários países do mundo, inclusive o Brasil — como sempre se asseverou aqui e agora confirmou o Tribunal Penal Internacional —, e há a ameaça do narcotráfico. No caso colombiano, as duas coisas se conjugam: as Farc são “narcoterroristas”. E, com efeito, Uribe diz a verdade quando afirma que a Colômbia não agride ninguém. Nem agride nem tem a pretensão de ter satélites.

Ora, quem é que formou uma aliança, nas Américas, cujo elemento de identificação não é geopolítico, econômico ou mesmo geográfico? Hugo Chávez. A Alba, a união dos países ditos “bolivarianos”, busca uma unidade que é de caráter ideológico. Seria mais ou menos como a Colômbia propor, se houvesse membros para tanto, uma aliança de países alinhados com o liberalismo, emprestando a essa união um caráter militar. Fico aqui imaginando o que não diriam os comunas do complexo PUCUSP… Mas a Alba, é óbvio, deve lhes parecer uma coisa muito razoável.

Ora, quem é que vive a ameaçar vizinhos com intervenção militar, metido que está, claramente, numa corrida armamentista? Hugo Chávez.

Ora, quem é que decidiu celebrar um acordo de cooperação militar com a Rússia, chamando, ele sim, para a América do Sul um elemento de fato estranho aos chamados interesses do continente? Hugo Chávez.

Eu adoraria ouvir uma explicação de Celso Amorim — gente, eu estou brincando… — expondo por que a presença dos EUA na América do Sul é mais incômoda do que a presença da Rússia ou mesmo, pasmem!, do Irã, que também se dispôs a trocar informações militares com a Venezuela.
Unasul? Que diabo vem a ser Unasul? O Brasil insistiu nessa bobagem na esperança de que um dia ela venha a substituir a OEA e tenha até mesmo uma papel de, vamos dizer, dissuasão. É mesmo? Com quais valores? Uma das cláusulas para integrar a Unasul — assim como o quase-morto Mercosul, o bloco econômico — é haver democracia no país. A Venezuela é democrática? Segundo Lula, “até demais”. E o Equador? E a Bolívia? O que foi que a Unasul disse, até agora, sobre as armas da Venezuela encontradas em poder das Farc? Amorim chamou o fato de “notícia de jornal”, usando a expressão como sinônimo de boato.
A Colômbia integrou essa estrovenga porque, evidentemente, foi meio constrangida a tanto. Mas sabe que, a levar a sério essa turma, convidará as Farc para dividir com ele o poder. Lula já sugeriu que os terroristas optem pela política. Sim, ele acredita que é possível às Farc manter a sua identidade, mas disputando eleições. Ou melhor: ele faz de conta que acredita.

Tomara que a Colômbia continue a dar uma solene banana para esses bananas — os nossos bananas e os dos outros. Bogotá certamente dará explicações formais etc e tal… Mas tem de manter o acordo, que é celebrado com a área de Defesa dos EUA, não com aquela turba de marqueteiros que cerca o “cervejista” Barack Hussein.

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Por Reinaldo Azevedo
sexta-feira, 31 de julho de 2009 17:12

No Estadão Online.
Comento no post seguinte:
A Colômbia nunca foi um país agressor de seus vizinhos e o que busca com um novo acordo militar com os EUA é uma colaboração “prática” contra a violência interna do país. E como o presidente colombiano, Álvaro Uribe, justifica a possibilidade de permitir a instalação de novas bases dos EUA no país. As declarações foram publicadas nesta sexta-feira, 26, na revista Ahora e são parte de uma entrevista feita no dia 26, antes de que Chile e Brasil pedissem que o projeto fosse discutido no Conselho de Defesa Sul-Africano, no âmbito da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente chilena, Michelle Bachelet, pediram que o acordo militar que viabilizaria o uso de bases militares colombianas pelos EUA seja levado para uma discussão regional. Apesar de começar seu discurso com um tom conciliador, Lula não disfarçou que a negociação entre Bogotá e Washington o incomodam. “Eu posso dizer que, a mim, não agrada mais uma base americana na Colômbia”, disse, um dia depois de conversar por telefone com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que está fazendo uma ampla campanha contra o acordo.

As negociações da Colômbia com os EUA foram trazidas a público na semana passada, deteriorando bastante as relações de Bogotá com a Venezuela e o Equador. A tensão chegou ao ápice na terça-feira, quando Chávez rompeu relações com o país vizinho após o governo colombiano acusá-lo de fornecer armas à guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A reunião da Unasul para a qual eles querem que seja levada a discussão sobre o uso das bases colombianas está marcada para o dia 10, em Quito (Equador). “Todo mundo junto no dia 10 poderemos ter muita franqueza para conversar e encontrar uma solução”, afirmou o brasileiro.

Na entrevista, Uribe respondeu que o acordo com os EUA seria uma fase melhorada do Plano Colômbia, pacote de ajuda antidrogas e contra a subversão que Washington já repassou a Bogotá desde 2000 cerca de US$ 6 bilhões. Segundo o presidente colombiano, a Colômbia nunca foi um país agressor da comunidade internacional, mas recebeu agressão de seu terrorismo interno. “Nosso grande problema é o terrorismo interno, essa é a razão de nossa luta e nestas relações internacionais devemos ser pacientes”, disse Uribe sobre o que pensava em fazer sobre os problemas envolvendo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Equador e Venezuela. O presidente não citou nenhum país particularmente.

Bogotá negocia com Washington que militares americanos tenham acesso por pelo menos 10 anos a três bases colombianas. O governo Uribe diz que as operações com os EUA se restringem ao território colombiano, e não para criar bases americanas na América do Sul. Atualmente, cerca de 600 membros das Forças Armadas americanas e funcionários civis trabalham no país.
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