2009-07-10

VIGARISTAS A SOLTA




CHAME SEU CREYSSON – OU, ENTÃO, APELE A DILMA E CELSO AMORIM

sexta-feira, 10 de julho de 2009 | 3:45

Quer bombar seu currículo? Fale com ele ou...

Pobrema de currículo? Fale com ele ou…

Se você acha que o seu currículo anda magrinho e se você está a fim de dar uma recauchutada no bicho, há dois caminhos. Procurar as Organizações Tabajara e comprar do Seu Creysson um CURRICULÊITOR INSUFLÊITOR TABAJARA ou, então, recorrer a Dilma Rousseff e CelsoAmorim para saber como bombar o bicho.

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…ou com ela.É positivio. Eles agarantiem!

Amorim dará as dicas para você se tornar mais uma Inês de Castro da LSE, ou seja: aquele que foi sem nunca ter sido; o diplomado que nunca teve diploma. E Dilma vai dizer como se faz para batizar uma dissertação de mestrado, com orientador e tudo, que nem escrita foi. Mais: você também aprenderá a ter bons amigos para mentir em seu nome ao Sistema Lattes. “Ah, e se alguém descobrir, Reinaldo?” Ora, você fará como é hábito nesta República: diga que você não sabia de nada!

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Por Reinaldo Azevedo

A CRUZA DA BURRICE COM O MAU-CARATISMO

sexta-feira, 10 de julho de 2009 | 3:43

O petralhismo é o resultado mais bem-sucedido, do ponto de vista “deles”, da burrice com o mau-caratismo. Chegaram-me nesses dias centenas de comentários afirmando, na forma de uma indagação: “Se Zelaya estava desrespeitando a Constituição em Honduras, então FHC fez o mesmo no Brasil?”

Santo Deus! Eles devem achar que “constituição” é uma espécie de emplastro universal. Ora, a Constituição brasileira não proibia nem proíbe que se apresentem emendas favoráveis à reeleição. Uma proposta abrindo a janela para um terceiro mandato pode ser vetada, como o foi, pela CCJ da Câmara porque se considera que ela transgride o espírito da Carta. Já expliquei isso aqui algumas vezes a leitores de boa-fé. Ocorre que a tara petralha com FHC é tal, que eles tentam responsabilizá-lo até por aquilo que chamam, erradamente, de “golpe” em Honduras.

Honduras decidiu vetar propostas continuístas em mais de um artigo da sua Constituição. Quem a tanto se atreve perde a função pública (se tiver uma) e ainda fica inelegível por alguns anos. “Ah, eu não gosto disso; acho errado!” É mesmo? Para quem é presidente de Honduras, não se trata de uma questão de gosto.

Lula, Barack Hussein e os, vá lá, por assim dizer, “líderes” todos que censuram o “golpe” em Honduras deveriam dizer o que se deve fazer com um presidente que rasga a Constituição, desrespeita uma ordem judicial e incita os militares a agir contra a Corte. Especialmente se este presidente, por força da mesma Carta que tentou transgredir, já nem presidente é mais, posto que automaticamente destituído.

Será que a Constituição deve ser seguida nos EUA, mas não em Honduras?
Será que a Constituição deve ser seguida na França, mas não em Honduras?
Será que a Constituição deve ser seguida no Brasil, mas não em Honduras?

Ora…

E parem com essa cascata sobre a “vontade do povo”. Ou, então, devolvam o mandato a Fernando Collor. Ou ele não foi eleito pela esmagadora maioria? Mas caiu em razão das besteiras que fez e segundo a Constituição do Brasil. Zelaya caiu em razão das besteiras que fez e segundo a Constituição de Honduras.

Qualquer veículo - jornal, TV, revista, blog, site - que não evidencie que Zelaya, SEGUNDO A CONSTITUIÇÃO DE HONDURAS, nem mesmo era mais presidente está enganando o seu público, está omitindo uma informação.Está praticando ideologia vagabunda, nao notícia.

Ok. Pode-se até achar que a Constituição hondurenha não era boa. Mas foi aquela que a democracia daquele país fez. E tinha de ser seguida. E Zelaya a transgrediu várias vezes. E os militares agiram SEGUNDO A CARTA QUE TAMBÉM JURARAM DEFENDER. Em consonância com a Justiça e com o Congresso. O resto é assessoria de imprensa do chavismo.

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Por Reinaldo Azevedo

GOLPE E SURREALISMO: QUANDO AS PALAVRAS DIZEM O CONTRÁRIO DA INTENÇÃO

sexta-feira, 10 de julho de 2009 | 3:41

Estamos mergulhados num ambiente de puro surrealismo. A Folha Online produziu nesta quinta um parágrafo que há de entrar para a história. Leiam:

“Zelaya foi derrubado do poder no último dia 28 em um golpe orquestrado pela Justiça e pelo Congresso e executado por militares, que o expulsaram para a Costa Rica. O golpe foi realizado horas antes do início de uma consulta popular sobre uma reforma na Constituição que tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema. “

Deve ser o primeiro “golpe” da história da humanidade desfechado pela união do Judiciário com o Legislativo - os militares, claro, foram o braço operativo. Aí alguém poderá dizer: Pô, Reinaldo, em tese ao menos, Congresso e juízes podem dar golpes”. É, em tese, podem, vá lá. Mas voltem às ultimas palavras do trecho destacado: a consulta ” tinha sido declarada ilegal pelo Parlamento e pela Corte Suprema.” Se tinha e se Zelaya insistiu nela, dando ordem aos militares para que desobedecessem o Congresso e a Justiça, quem, então, estava tentando dar um golpe?

Por que estamos no território do surrealismo? Porque o significado se divorciou do significante. As palavras, na ordem em que ali estão, dizem uma coisa, mas a intenção é dizer outra. Acima, o que se tem é a exposição clara de que Zelaya é o golpista, mas são acusados de desfechar um golpe aqueles que o contiveram.

Quem redigiu aquele parágrafo não foi uma pessoa. Foi uma época.

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