2009-07-15

UTOPIA E MODERNIDADE, DUAS MERDAS JUNTAS COM PATROCÍNIO DA PTBRAS e realizado por MB Acultural

O texto que segue abaixo é patognomônico da mediocridade oca, rasa e servil à mentalidade hegemônica da estupidez bananeira, se é que você me entende.

A Petrobras patrocina, lógico.

As bananices serão marcadas em vermelho





De Brasília à Tropicália
Ana Queiroz

A exposição A Utopia da Modernidade: de Brasília à Tropicália traça um percurso emblemático da arte do nosso país. Ainda que neste momento expresse apenas um recorte do seu projeto inicial, devendo ser ampliada a representação de artistas para a itinerância, a mostra interpreta Brasília como a urbe protagonista de um novo tempo e insere a cidade no contexto das utopias, convidando cada visitante a pensar a história da busca do lugar para ser feliz. Nela se revela o mesmo desejo atávico e imemorial que acompanha os homens desde sempre e que até hoje forja sonhos e desencadeia migrações e diásporas.Há quase 50 anos, Brasília nasceu de um conceito de cidade ideal, a Cidade Moderna tecendo em sua gênese o arquétipo da terra prometida. No mapeamento da sua construção, razão, utopia e mito se entrecruzam e é nessa conjuntura que desenvolvemos o nosso argumento: cidade, arte e cultura são parte de um só contexto. Desde o seu primeiro traço a capital configura e expõe as amálgamas dos nossos Brasis. Inventiva, se reinventa. Recria-se a cada instante, terra brasílica. A urbe traduz e decifra duas estéticas que, ilustradas na sua Arquitetura e recriadas nos seus vãos, parecem dissimilares, mas comungam o mesmo espaço. A nossa exposição lança esse olhar e propõe a reflexão: a estética racional, ordenada, concreta versus a estética da mescla, irônica e dessacralizadora instaurada nos procedimentos polifônicos da Tropicália. Ambientações, vídeoinstalações, recortes cenográficos, releituras de alta temperatura inventiva conversam com o visitante propondo o diálogo e a interação. ENTRE é um convite e a palavra chave: entrequadras, entre décadas, entre tantos mundos. Na pequena sala arquitetada pelos designers da exposição, obras originais elaboram referências temáticas sobre a Capital e dialogam com as projeções de distintas cidades. O cenário do Eixo Monumental é apropriado na composição do projeto museográfico elaborando uma nova geografia na esplanada dos Ministérios. A Tropicalização criativa do grupo N.O.I.S. inspirou-se numa tese de doutorado e, neste caso, a mostra transforma-se em projeto coletivo, em tese viva para ser refletida, questionada e, especialmente, vivenciada.

A Idéia e a Criação

A idéia sempre parte de um pensamento, sonho ou desejo que enfim buscamos materializar. A Utopia da Modernidade: de Brasília a Tropicália, antes de ser exposição, foi tese trabalhada na árdua tarefa de conectar hipóteses, observar, ler, pesquisar, construir argumentos. Nesse processo, elaboramos um mosaico de vozes, e escrever, apesar de exercício solitário, passou a ser uma polifonia de diálogos.
Materializar uma estrutura teórica em iconografia expositiva é, digamos, não mais uma árdua tarefa, mas uma experiência de intensidade. Envolve uma série de pessoas que agregam novos conteúdos em um projeto coletivo do qual participam muitos autores. Na argumentação da criação iconográfica da tese, a nossa idéia foi, então, descrever de maneira instigante a história de um período da arte no Brasil. A história de utopias que se instauram nos procedimentos artísticos que desejam levantar questões, reinventar caminhos, suscitar leituras do mundo.
O desafio é contar Brasília e ressaltar a interconexão de dois procedimentos aparentemente distintos: a Brasília concreta, ordenada, objetiva, elegante e racional em contraste com a estética caleidoscópica do Tropicalismo, expondo, também, as incongruências da nossa modernidade. Nesse roteiro, estabelecemos contatos com diversas linguagens estéticas, como o concretismo, a poesia concreta, o neoconcretismo, e aludimos à linguagem do cinema novo até a eclosão do que hoje conhecemos como procedimentos da Tropicália. Uma história da arte recontextualizada por meio de uma criação.
As instalações e as peças colocadas na área externa do Museu transformam não só o perfil e a atmosfera urbana do Complexo Cultural da República, mas, igualmente, a experiência dos seus visitantes que, interagindo com as obras, desenvolvem poéticas de fruição brincantes. É o aspecto da arte como atividade lúdica, aberta à interferência e ao inusitado jogo das novas formulações em que se engendra uma multiplicidade de gestos, imagens e movimentos.
As imensas e esculturais letras alusivas ao título da exposição foram projetadas especialmente para ser inseridas como elemento da monumentalidade. São letras convertidas em clara referência ao concreto e que provocam a reflexão sobre a nossa Utopia, inaugurando o conteúdo do criativo conjunto de objetos que se apropria de toda a Praça do Complexo Cultural para transformar o imponente Museu-OCA em um dos elementos da Mostra. Nesse cenário, os coloridos vendedores ambulantes, personagens paradoxais da cidade modernista, que aí circulam tentando vender suas bugigangas, dão o tom tropicalista. É a interação com o cotidiano da cidade incorporada ao ambiente criado pela concepção museológica.
As releituras da estética concreta, como Revolvento, inspirada na obra Movimento (1951), de Waldemar Cordeiro; Geografia Construtiva, na Composição (1952) de Luiz Sacilotto, e o Portal, que faz menção ao cartaz da 1ª Bienal (1951) de Antonio Maluf, revisitam os elementos gestálticos do concretismo ao mesmo tempo em que se inserem na dinâmica de desintegração do quadro elaborada pelos neoconcretistas. São trabalhos que fomentam um campo de cogitações interconceituais.
Em outra vertente, Arqui-Tetos traz a inventividade entronizada na improvável vivenda concebida na Vila Estrutural. A insólita reutilização de materiais da reinstalação produz o impacto dialógico entre o engenho plasmado no precário e a magnitude da arquitetura monumental. Ao lado, Reflexos Míticos, a bucólica Ermida colocada em um espelho d´água, lembra a narrativa do mito de Dom Bosco, anunciando que ali seria a nossa terra prometida, onde jorraria leite e mel.
Em Beba-Oca, a trama de palavras e imagem desenhadas com garrafas pet homenageia a poesia concreta e improvisa, irreverente, a antropofagia do emblemático poema Coca-cola, em que Décio Pignatari denuncia a ideologia imperialista dos EUA e a tendência do caráter imitativo da nossa cultura, disposta a absorver os componentes identitários de tradições alheias aos nossos costumes. A releitura Beba-Oca desprende-se livre, torna-se instalação e agencia o mesmo tema, compondo o anverso do poema original. A operação, a um só tempo, revela a crítica burlesca e afetiva do significado do Brasil profundo na sua arquitetura autóctone: a OCA.
Relatos Suspensos é um labirinto de imagens icônicas que exibe as tantas brasílicas dos tantos brasis miscigenados nas fotos de Ivaldo Calvalcante, Leopoldo Silva e Mário Fontenelle, dialogando com o humor das fotos-montagem dos poetas de Brasília: TT Catalão e Luiz Turiba. Como quem busca o fio de Ariadne, o visitante pode desenvolver várias interpretações de sátiras e paródias por meio das múltiplas representações. Em outro flanco, as ilustrações de Renan Cardoso revitalizam os signos que emaranharam picarescamente o tema dos trópicos e revisaram as relíquias do país do futuro. Relatos Suspensos forma uma contextura de imagens que reescreve ironicamente uma polifonia de leituras fragmentadas da história brasileira. Nele, cruzam-se as representações européias sobre os personagens da nossa formação étnica contextualizados em inúmeras paisagens. No labirinto dos Relatos, também se destaca a horizontal arquitetura de Brasília em contraste com as das ex-capitais e os seus imaginários urbanos. Finalmente, é constituído um retrato provocativo de distintos tempos e territórios em um ambiente que estabelece a reflexão por meio da ironia.
Na obra homenagem Luz em Verso para Haroldo de Campos, o poema Nasce-Morre é estruturado em letras vazadas, escritas em um suporte geométrico que recorta a paisagem do entorno. A poesia passa a ser reescrita em movimento através do percurso da luz sol. Na composição, a nossa estrela-dia, o nosso sol singular torna-se, então, co-autor do poeta concreto, trançando em luminosidade as formas estabelecidas no desenho das palavras. A dimensão simbólica da mensagem é poeticamente ampliada e inserida no cenário da invenção de Brasília.
Em Plasti-Cidades, o conceito recorrente das moradas transitórias entronizadas nos vãos das urbes é retomado e traduzido em caixas de papelão por meio de conformações geométricas que formam um labirinto de entrecruzes, onde a terra vermelho-laranja protagoniza vestígios de impossíveis esquinas que a cidade não dispõe.
Os recortes cenográficos que surpreendem o visitante na entrada do Museu trazem em tamanho real, por meio das peças de madeira, as emblemáticas fotografias do período da construção e da inauguração de Brasília. Nessa cenografia, o tema da mala é recursivo, passando a idéia da viagem, da partida, da procura e da chegada daqueles que se entregaram à aventura da busca do lugar para ser feliz.
O painel de apresentação da exposição destaca as obras de Rubem Valentim, Viva Tupan, Morra Mamon, e de Lygia Pape, Ouro, que fizeram parte da emblemática mostra Armadilhas Indígenas (1991). Inseridas na nossa exposição, essas obras aportam uma clara referência ao ciclo minerador da região, aos negros trazidos como escravos para o garimpo e aos processos de conflitos com a população autóctone, lembrando a destruição, migração ou submissão e, finalmente, a trama das mesclas forjadas no planalto central.
No salão de entrada, a instalação Com Um/Comum, de TT Catalão e Tarciso Viriato, introduz a poética do sonho dos candangos que se sentiram arraigados na história da construção de uma cidade que mudaria o país. A narrativa dessa saga é composta numa trilogia que envolve o poema, a coreografia do entusiasmo registrada na foto dos operários no dia da inauguração da cidade e, finalmenta, na densidade simbólica expressada através dos instrumentos pedreiros construtores de Brasília.
No mesmo sentido da utopia, Rômulo Andrade em sua Brasília Vênus busca traduzir a cidade branca vista pelo olhar do poeta Pablo Neruda quando vislumbrou a capital nos anos 60 numa paisagem aérea de clara cintilância. O artista utilizou o mesmo material da sinalização de trânsito para revelar a idéia da capital luminosa.
Em Athuspoéticos ou Ascensão do Espírito Santo, a vivência do espectador dinamiza a poética de Athos Bulcão, e é o olhar do visitante que inaugura o movimento da instalação. As pombas ascendem, lembrando a transcendência do artista que, neste ano de 2008, partiu, deixando a herança de uma magnífica obra inserida na arquitetura da cidade.
Nos Auscultárius I e II e no painel Figurações da Memória, o visitante é convidado a refletir sobre a atmosfera dos anos 60 no Brasil, em Brasília e no mundo. São retratos fragmentados da história, imagens em vídeo, ruídos e audioinstalações, colagens em estilhaços que falam da marcante década interconectada com as vanguardas internacionais. São alinhados nessas peças acontecimentos nacionais e mundiais que tiveram ressonância na arte e nas idéias, evidenciando um período que marcou, transformou e influenciou várias gerações até os nossos dias.
Em Diálogos Imaginários, a idéia do não-lugar é contextualizada pelo procedimento de colagem que expõe os espaços de fraturas de um país desigual. Uma confabulação imaginária na qual discorrem os cineastas Glauber Rocha, Rogério Sganzerla e o brasiliense Bernardo Bernardes. As imagens iniciais do filme Terra em Transe narram a mítica alegórica do descobrimento do Brasil, enquanto, em Deus e o Diabo na Terra do Sol, é inaugurada a busca desesperada da terra prometida no sertão causticante. Nesse processo de criação, tomamos imagens de Rogério Sganzerla e nos apropriamos de sua colagem de ruínas do filme ícone do Tropicalismo, o Bandido da Luz Vermelha, conectando sua premonitória denúncia com a condição contemporânea. A partir daí, elabora-se a conexão desvendada na multi-étnica rodoviária de Brasília, e pelos recortes das poéticas do filme Viva Cassiano, de Bernardo Bernardes, são expressas a dúvida, a dor ou a loucura nos absortos rostos do povo brasileiro inseridos no Ponto Zero da cidade. São cenas de épocas e lugares distintos que se afinam em desumanas semelhanças e se mesclam com fotogramas e justaposição de idéias. Essas referências entrecortadas, uma vez alinhavadas, estabelecem inusitados diálogos que traduzem a montagem do Brasil não moderno.
A ambiência Mística Urbana leva o visitante a um espaço de imersão. Os brancos croquis ilustrados, ressaltados pela iluminação cênica no curvo e estreito corredor do Museu, inauguram a confabulação entre o racional e o místico: é a funcional cidade do urbanista Lúcio Costa, percebida pelo grande olho do Oscar Niemeyer, contrastando com as insígnias da Brasília mística.
Vale ressaltar que a linha da curadoria pretendia mostrar as obras do núcleo histórico relativo aos grandes nomes dos concretistas e neoconcretistas, bem como as obras emblemáticas dos anos 60, ilustrando o neofigurativo brasileiro além de inserir a geração dos artistas contemporâneos de Brasília. No entanto, no ajuste de adaptação da exposição ao patrocínio, a possibilidade foi adiada para a itinerância e procuramos trabalhar adequando-nos à realidade dos recursos iniciais.
A Branca Sala
Na sala especialmente construída pelos designers da exposição para a apresentação das obras originais do Acervo da Casa da Cultura da América Latina-UnB/DEX, as colunas de madeira que lembram a arquitetura de Niemeyer desenham ogivas com suas sombras, enfocando cada quadro. O conceito de sacralização da obra de arte foi retomado nesse espaço, onde tudo é intocável, contrastando com as obras interativas que ocupam a área externa do Museu.
A serigrafia de Rubem Valentim, que viveu em Brasília e deixou a marca da sua estética em alguns prédios da cidade, descreve uma geometria específica, espelhando no seu concretismo a raiz da raça negra. Na outra extremidade da sala, o tcheco-brasiliense Milan Dusek apresenta a cidade em duas serigrafias, nas quais a arquitetura da cidade é evidenciada por meio do escuro céu numa aura de beleza misteriosa. A singela Pipa Piloto, de Stela Maris, refaz em expressão belamente lúdica o traço emblemático do urbanista Lúcio Costa aludindo à cidade aérea que remonta ao céu, enquanto, ao lado, Oscar Niemeyer afirma seu amor pela curva. O desenho original do arquiteto destaca a poesia: ‘Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas, é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein’.
Athos Bulcão, em sua lírica geométrica, constrói vários espaços em matizes de amarelo. Sua diáfana geometria entre o círculo, o triângulo e esferas dessemelhantes articula instâncias em que novas formas são propostas.
Aloísio Magalhães, artista pernambucano que também viveu na cidade, revela-nos em seu Cartema um dos mais emblemáticos ícones da arquitetura de Brasília. Ele expressa a Catedral em um jogo de espelhamentos que se repetem articulados entre si, traduzindo uma visualidade que resvala em suave abstração do famoso monumento.
A tela transparente é um recurso multimídia que oferece ao visitante a possibilidade de encontrar informações sobre as concepções utópicas de vários pensadores: de Platão, Thomas Morus, Santo Agostinho, Tommaso Campanella até Charles Fourrier, Goudin, Robert Owen, Le Corbusier, entre tantos outros que nos falam dessa constante aspiração na história do pensamento da humanidade. A mesma tela também destaca o mito da urbe do terceiro milênio e a utopia da construção de Brasília como cidade que resgataria o país do subdesenvolvimento. Em frente, a cabine multimídia traça o percurso das artes plásticas dos anos 50 e 60, apresentando subsídios para a compreensão da história da arte do mencionado período, contemplando o perfil de arte-educação e formação do público presente na exposição.
A videoinstalação Diários Urbanos destaca-se na branca sala num sofisticado trabalho de projeção em volumes enfatizando os primeiros desenhos de Brasília do urbanista Lúcio Costa. As alvoradas, dias e noites reproduzem-se em uma marcha temporal, mostrando o percurso do desenvolvimento do plano piloto em contraste com outras cidades-satélites surgidas nos processos de invasões e que, implantadas nos não lugares, forjam o desejo de alcançar o espaço ideal lembrando geometrias amontoadas na paisagem horizontal do cerrado.
As jovens Yana Tamayo e Polyanna Morgana representam nesta mostra a mais nova geração de Brasília. Yana Tamayo, com seus Eclipses, constrói um procedimento peculiar sobre a relação cotidiana com o espaço urbano. A artista entroniza a reflexão sobre a arquitetura monumental e, especialmente nesse trabalho, alude ao símbolo do Museu como guardião de um possível acervo de obras valiosas, ironiza e questiona suas limitações e a beleza casta e ofuscante eclipsada por figuras do uso do cotidiano. A artista redimensiona o impacto do monumental com a banalidade dos objetos prosaicos e baratos das típicas lojas urbanas de R$1,99. A ironia expressa-se e desenvolve a pulsação dialética do atual papel do Museu e da Arquitetura Moderna.
Em seu trabalho Mapa de percurso número 5: terceira tentativa, Polyanna Morgana tenta registrar a memória da sua flânerie. Reinterpreta a cidade como um andarilho em constante movimento. A artista delineia uma geografia incompleta e fragmentada, feita de percursos inacabados. É o que a autora chama de ‘caminhadas de performance ritual’. Os planos dos seus desenhos articulam-se numa gênesis poética da cidade, lúdicos, parecem brincar no espaço imaginado.
No final da exposição, quase que isoladamente, Miguel Ferreira, outro jovem artista de Brasília, instaura por meio da sua obra a eterna metáfora da instabilidade e da impermanência. O trabalho alude a uma possível torre de metal que oscila num movimento prestes a deixá-la cair no surpreendente desmoronamento, confirmando a simbólica frase de que ‘tudo o que é sólido desmancha no ar’, inclusive as nossas utopias que mudam através dos tempos, mas insistem em permanecer.

Ana Queiroz é pesquisadora e doutora em História da Arte pela Universidade Complutense de Madrid. Atualmente está vinculada a Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília onde coordena programas de intercâmbio e ministra cursos de extensão.








COMENTAMOS:

" O que eu fiz até hoje que não conhecia a estética caleidoscopica do tropicalismo?"

6 comentários:

Laguardia disse...

PASSEATA VIRTUAL #FORASARNEY
Quarta-feira, dia 15, das 15h às 16h horas.

Local: Na internet.

Ponto de partida: Seu computador, telefone celular, PDA, qualquer aparelho que possa enviar uma mensagem de e-mail, SMS, Twitter, etc

Ponto de chegada: Congresso Nacional

Sarney: sarney@senador.gov.br

Senadores: e-mails aqui ou aqui para enviar a todos os senadores

Como vai funcionar: Na quarta-feira no intervalo das 15h às 16h horas, você que tem um blog, site, Twitter, celular, etc, deverá estampar um “banner” ou selo com a mensagem “#forasarney” e enviar o máximo de mensagens ao Senado.

Clique e envie e-mail aos senadores!
As informações fora repassadas para este Blog pela atuante Gusta do Reaja Brasil.
Valeu, Gusta
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Maiores informações,
aqui. Blog #forasarney .

Mary Ellen disse...

Só de ficar sabendo q nossa grana esvai-se em patrocínios ridiculos... UTOPIA?? MODERNIDADE??
Infelizmente ainda é permitido repassar verba para pessoas oportunistas e com visões limitas...
Precisam evoluir... hellloooooooooo!!!!!!!!!

Roxane disse...

É um belo exemplo da mentalidade revolucionária e também de tudo aquilo que o Bruno Tolentino mais odiava: os concretistas na poesia, Niemeyer na arquitetura. Concordo cem por cento com ele. Um besteirol sem fim, mas cheio de cifrões

Roxane disse...

A única coisa de bom da modernidade são alguns benefícios tecnológicos e a internet. Quanto a Brasília, não tem conserto. Celina tem razão, duas merdas.

Tia Cê, a Luz emana de mim disse...

"Acho incrível como estas pessoas conseguem patrocínio para projetos irrelevantes, cegos e imbecis como este, mas é o que mais se vê por aí. ainda temos alguns critérios de avaliação mais rígidos, então essas coisas não entram, a não ser que elas arrombem nosso julgamento impulsionadas por uma força maior, aí não tem jeito. Mas isso raramente acontece, ainda bem. Esses tipos de projetinhos não passam do que chamo de "Quebra-Cabeça de Vampiros". Aqueles que não têm criatividade para inventar algo novo, instigante e relevante, ficam "chupando" trabalho dos outros, um pouquinho daqui, outro dali e acabam montando cada qual seu próprio Frankenstein, uma coisa cheia de plágios costurados e que por isso mesmo vira o tal samba do crioulo doido e sem sentido algum. E quanto mais bobo e usar palavras de efeito como "Modernidade", "Tropicalista", "Sustentável", "Interatividade", "Diversidade" e etc, mais os patrocinadores acreditam, mesmo sem saberem do que se trata na verdade. Puro engodo que nem quem "cria" sabe exatamente do que se trata."

Leandro disse...

Tia Cê, você já havia me mandado esse link, eu li uma vez e não entendi. Como? Juro! Não entendi. Então eu pensei que fazer uma tradução do texto e publicar no meu blog uhauhahua To trabalhando nisso. Quando terminar eu te aviso.