2009-07-20

O.E.A , OBAMA, TODOS COMUNISTAS CONTRA HONDURAS

INSULZA, O SANGUINÁRIO, E A CONIVÊNCIA DE BARACK HUSSEIN

segunda-feira, 20 de julho de 2009 | 19:46

(leia primeiro o post abaixo)
Há muita coisa inédita (ou quase) na crise hondurenha. O primeiro fato óbvio é que o chamado “golpe” foi desfechado para garantir a legalidade no país. Manuel Zelaya, o presidente deposto, é que havia jogado a Constituição no lixo. Outro elemento inusual é que o “civil” apeado do poder é que preparava uma ditadura, para a qual esperava contar com o apoio dos militares. Mas o mais surpreendente de tudo é haver no comando da OEA alguém como José Miguel Insulza.

Este senhor não tem competência intelectual e autoridade moral para ser o comandante de um organismo como a OEA. Onde já se viu um político na sua posição prever, antecipar e, de fato, insuflar um confronto armado? É o que ele está fazendo, atendendo, ademais, à convocação do próprio Manuel Zelaya.

Há um crime sendo preparada contra a população civil da Honduras. A imprensa do país denunciou há dias o tal Plano Caracas, segundo o qual Chávez, no comando da Alba, chefiaria um banho de sangue no país para permitir a reinstalação de Zelaya no poder. Notem: é o que está em curso. Todos os passos estão sendo dados nesse sentido. É um escândalo que o mundo não reaja a isso — ou melhor, reage: atua contra o governo interino, tentando desestabilizá-lo, a exemplo do que faz a União Européia, bloqueando recursos do país.

Honduras está cercada por governos delinqüentes, como os da Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia e mais as entidades que deveriam atuar para evitar o conflito. Em vez disso, elas o estimulam. E tudo sob o silêncio cúmplice dos EUA. Barack Hussein está prestes a permitir um banho de sangue em Honduras. Tudo conforme Chávez prometeu e organizou. E a trágica ironia nisso tudo é que a ação se dá ao mesmo tempo em que Daniel Ortega se mobiliza para se perpetuar no poder em que o Beiçola de Caracas proíbe um desafeto seu de deixar o país, ameaçando-o com a expropriação de seus bens. Essa é a democracia que se prepara também em Honduras.

E quem é, de fato, José Miguel Insulza? É o homem que se mobilizou e se mobiliza para levar Cuba de volta à OEA — e atenção: ele é contra que se exija do governo cubano o cumprimento de qualquer cláusula democrática. Nesse caso, este escroque moral acredita que os demais países não devem se imiscuir na realidade política interna, entenderam? Vocês já imaginaram o que aconteceria a um país ou a um líder de alguma entidade se insuflasse a luta armada em Cuba em defesa da democracia? E olhem que a ilha é o que Honduras não é: uma ditadura — não! Na verdade, é uma tirania.

A opinião de Insulza faz parte do lixo moral do nosso tempo. Que este senhor tenha chegado a tal cargo diz bem da qualidade dos governantes da América Latina.

Honduras está prestes a sofrer um assalto das forças da América Latina que hoje são aliadas objetivas do terrorismo e do narcotráfico. E tudo acontecendo debaixo do queixo erguido de Barack Hussein, este senhor dotado da suposta — e formidável — capacidade de iluminar o futuro, mas, tudo indica, conivente com as trevas do presente.

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Por Reinaldo Azevedo

A DELINQÜÊNCIA POLÍTICA DO SECRETÁRIO-GERAL DA OEA

segunda-feira, 20 de julho de 2009 | 19:27

Leiam o que vai no Estadão. Comento no post seguinte:
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, qualificou como “uma loucura que pode custar caro” a permanência do governo de facto de Honduras, dirigido por Roberto Micheletti. “É quase impossível evitar [a violência] e fazer pedidos por calma quando a ditadura pretende se manter no poder”, disse Insulza em declarações à rádio Cooperativa.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que neste domingo deu por “encerrado” o diálogo para solucionar a crise em seu país, anunciou uma “insurreição” e pediu que a comunidade internacional “endureça as medidas” contra o novo governo de Roberto Micheletti. No entanto, Óscar Arias, presidente da Cosa Rica e mediador no conflito, anunciou um prazo de 72 horas para que as partes busquem soluções para a crise.
“O presidente Arias deu um tempo de espera de 72 horas para que as posições mudem, ou seja, sobretudo para que o governo de facto flexibilize sua posição. E a verdade é que esse é o principal problema”, destacou Insulza. “No geral, o espírito é evitar a violência e o confronto entre os hondurenhos. Não acho que o caminho do confronto seja bom, mas acho que não vamos evitá-lo se não houver, da parte do governo de fato alguma, flexibilidade”, acrescentou.
(…)
O secretário-geral da OEA recordou que há duas semanas Honduras está imersa em um cenário de confrontações nas ruas, que já deixou mortos e feridos. “Você imagina o que acontece se dizem [aos hondurenhos] que não haverá conciliação. Isso será um assunto complicado e espero que possamos evitar”, disse. Segundo Insulza, “há ouvidos surdos. Por exemplo, Roberto Micheletti diz que está disposto a renunciar, mas tem que dar o segundo passo que é renunciar ao governo incondicionalmente, para que assuma alguém que esteja disposto a restabelecer a legalidade”.
(…)
O governo dos EUA tenta dissuadir Zelaya de voltar do exílio na vizinha Nicarágua antes que haja um acordo, já que seu regresso poderia agravar a crise. No entanto, ele rejeitou a pressão. “Ninguém pode me deter”, afirmou à Reuters. Zelaya já tentou voltar em 5 de julho, mas foi impedido por tropas hondurenhas que impediram o pouso do seu avião em Tegucigalpa. Pelo menos uma pessoa morreu nos confrontos entre soldados e seguidores do presidente deposto no aeroporto.
(…)
Os EUA pareceram adotar uma atitude mais cautelosa. “As pessoas que têm negociado têm o poder de (alcançar) uma resolução, mas afinal isso tem de ser uma solução de Honduras para Honduras”, disse o porta-voz do Departamento de Estado Rob McInturff. Os Estados Unidos, que são o principal parceiro comercial de Honduras, cortaram, a ajuda militar ao governo interino e ameaçaram suspender também a ajuda econômica.

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