2009-07-10

LULISMO E CHAVISMO, QUALQUER SEMELHANÇA NÃO É MERA COINCIDÊNCIA


SÓ A VITÓRIA TOTAL INTERESSA A CHÁVEZ. OU ELE SERÁ DERROTADO

quinta-feira, 9 de julho de 2009 | 3:53

Só há um jeito de Hugo Chávez sair vitorioso da crise hondurenha: a reinstalação no poder do golpista Manuel Zelaya, a punição dos constitucionalistas (que a imprensa chama “golpistas”) e o encaminhamento da reforma que gerou a crise. Sem esse conjunto, Chávez perde. Se o bandoleiro de Caracas e seu lacaio hondurenho não levarem todo o pacote, terão quebrado a cara.

Caso Zelaya voltasse e desistisse de sua reforma, o recado que Chávez tanto teme estaria sendo compreendido. E o que ele diz? Isto: “Se os bolivarianos da América Latina tentarem dar o já clássico golpe constitucional, o nosso negócio é apelar à Constituição e acionar todos os Poderes guardiães da democracia. Se falharem, entra em cena o povo de uniforme: os militares. São eles, em qualqujer país, a defesa última do regime democrático.

Se Chávez perder Honduras, que parece tão pequenina e irrelevante, o que entra em questão é o circo de horrores do bolivarianismo, que, então, terá enfrentado a sua primeira reação armada - e perdido! Por isso, Manuel Zelaya, que vinha falando em pacificação, voltou ontem a falar grosso. O chefe político mandou.

O presidente legalmente destituído de Honduras já se encontrava na Costa Rica nesta quarta. Está previsto um encontro, ainda não confirmado, entre ele e Roberto Micheletti, mediado pelo presidente costa-riquenho, Óscar Arias. Pois bem, leitor: numa situação como essa, qual seria a posição razoável de Zelaya? Ofender o interlocutor? Certamente não! Mas foi o que ele fez.

Antes da reunião, chamou o adversário (que, aliás, é do seu partido) de “gorila” e prometeu punições. Quer acordo? Quer diálogo? Não parece. Chávez, por meio de Zelaya, busca minar qualquer chance de entendimento.

Para que o tiranete de Caracas vença mais esta batalha, a vitória tem de ser total. Do contrário, forças políticas democráticas e os militares de outros países da região terão na pequena Honduras um exemplo do que fazer quando alguns bandoleiros tentarem, em nome da democracia, rasgar uma Constituição democrática. Chávez ronca e fuça como um porco do mato, mas está com medo. Ou ele anexa Honduras, ou Honduras ainda entra para a história como a primeira manifestação de sua derrocada.

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Por Reinaldo Azevedo

AGORA DÁ PRA ENTENDER A POSIÇÃO DE AMORIM…

quinta-feira, 9 de julho de 2009 | 3:51

Agora entendi a posição de Celso Amorim a respeito da crise de Honduras. Agora está claro.

Segundo este gigante, aquele governo não dura três meses. Ah, certo! Então tá explicado. O Itamaraty considera, o que é uma estupidez, que Honduras vive uma ditadura. Como o Colosso de Rhodes da diplomacia acha que vai durar pouco, deve ter chegado para Schopenhauer Inácio da Silva e dito: “Presidente, isso não vai longe”. Ao que terá respondido o outro, acostumado a complexidades:

- Então não apoiamos. Gostamos de ditaduras duradouras, como a cubana, por exemplo. O nosso negócio é apoiar o governo do Sudão: aquele é porreta! Mata logo 300 mil. Veja o caso do meu amigo e irmão Khadafi. Esse também já matou em penca. Amorim, tá decidido: A gente só se alia a ditaduras duradouras”.

- Muito sábio, presidente! Muito sábio!

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Por Reinaldo Azevedo


A PROVA DA AÇÃO DE CHÁVEZ NOS DISTÚRBIOS DE HONDURAS. E É CHÁVEZ QUEM CONFESSA

quinta-feira, 9 de julho de 2009 | 3:41

Caros, é preciso ler antes o post das 4h15 de ontem para que este possa ser entendido plenamente.
*
Reproduzi ontem aqui parte de uma reportagem do El Heraldo.hn, jornal de Honduras, com uma interpretação de uma mensagem que aparecia numa lousa posta no gabinete de Chávez, uma prática militar identificada no texto como “grupo-fecha-hora”. Naquele momento, o ditador da Venezuela monitorava, por satélite, a tentativa de Manuel Zelaya de aterrissar em Honduras num avião venezuelano - que violou, diga-se, o espaço aéreo hondurenho. Um repórter da TV de Chávez acompanhava a façanha, transmitida ao vivo pela… TV de Chávez.

A estranha mensagem sugeria que o bandoleiro de Caracas contava com um banho de sangue em Honduras e tentava manipular os distúrbios de rua. Muita gente objetou: “Ah, mas é só interpretação”. É? Pois bem. Se você clicar aqui, ouvirá a voz do próprio Chávez confessando que, no dia da tentativa de retorno de Zelaya, esteve “em contato, desde a manhã, com várias lideranças populares” de Honduras para cuidar justamente do que chamou… “marcha”. Entenderam?

Não querem acreditar em todas as evidências de que é Chávez a personagem que movimenta a mão e o bigode de um delinqüente político como Manuel Zelaya, acreditem ao menos na voz do próprio cacique bolivariano.

O que está em curso é escandaloso! Chávez forneceu o modelo do golpe; depois forneceu o modelo da reação mundial; depois forneceu o avião; aí forneceu a manifestação “popular”. Chávez forneceu até o cadáver (embora ele possa dividir este feito com Barack Hussein). Sua lousa sugere que ele queria muito mais. Leiam o post de ontem.

PS 1 - Sou grato aos militares que me escreveram - sim, tenho muitos leitores entre os militares, o que me deixa feliz - para me dizer que, no Brasil, em vez de “grupo-fecha-hora”, emprega-se “grupo data-hora”, mas o sentido é o mesmo: segundo o leitor Marcelo Viana, “resumir num grupo simples de indicadores a data e a hora de um determinado evento - às vezes, vem acompanhado de uma letra que indica o fuso horário a que se refere”. De fato, eu não sabia. Repeti a expressão em espanhol, entre aspas, porque ignorava a forma que ela havia assumido por aqui.

PS 2 - Se você clicar no link para a voz de Chávez (confessando que coordenava a baderna em Honduras), atenção: há vários conteúdos no mesmo arquivo. O primeiro é um vídeo com os confrontos nas imediações do aeroporto. A gravação de Chávez vem em seguida.

PS 3 - São tantas as evidências das ações criminosas de Chávez num país estrangeiro, que o áudio acima nem seria necessário. Mas petralha acha que só há crime se há áudio. Eles deixarão de admirar Chávez por isso? Ora… Essa gente não é contra o crime por uma questão de princípio, mas apenas de oportunidade.

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Por Reinaldo Azevedo

VOCÊ NÃO LERÁ NEM VERÁ POR AÍ, MAS ACONTECEU

quinta-feira, 9 de julho de 2009 | 3:39

Como são pequenas as chances de informações como esta circularem no Brasil e, acreditem, em boa parte dos jornais do mundo, então lá vai.

venezuelanos-na-colombia

O governo da Colômbia deteve ontem 80 venezuelanos que tentavam cruzar a fronteira rumo a Honduras para participar das manifestações em favor da volta de Zelaya. A notícia está no El Herald.hn.

No grupo, encontravam-se supostos estudantes e professores que diziam pertencer à “Caravana Continental Bolivariana pela Pátria de Morazán e Lempira”. O governo colombiano considerou que deixar a “caravana” passar por seu território seria o mesmo que permitir no páis a atuação política de um grupo estrangeiro.

Honduras já enfrenta dificuldades com a invasão de nicaragüenses sandinistas que atravessam a fronteira para promover baderna no vizinho. Quem gosta dessas coisas é aquela moça da CNN, como é mesmo? Ah, sim: Krupskaia Alis.


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