2009-07-03

LULA "ROLANDOLERO" E A "PANCADARIA" NA CÂMARA

“Lula quer confundir a opinião pública”

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:57

Por Ana Paula Scinocca, no Estadãoi:
O senador Álvaro Dias (PSDB/PR) acusou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter sido “desonesto” e “irresponsável” ao declarar que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão”. A fala de Lula foi uma reação ao fato de o tucanato defender o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) do comando da Casa.
Sarney integra o principal partido de sustentação da base de apoio do Planalto no Congresso. Para Dias, a crise só interessa ao Planalto. “Enquanto a crise está concentrada no Senado, os desvios, os desmandos e eventuais falcatruas do Executivo estão acobertadas”, disse ele em entrevista ao Estado. Autor do requerimento de instalação da CPI da Petrobrás, adiada até agora, Dias já estuda até a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pô-la em funcionamento.
Abaixo, os principais trechos da entrevista.

Seu partido, o PSDB, já defendeu o afastamento do presidente José Sarney (PMDB-AP). O senhor acha que esse é o caminho para pôr fim ao processo de desgaste do Senado?

O afastamento do Sarney seria um ato político que teria algum impacto externo, mas não seria por si só a solução. O que pode solucionar são medidas objetivas transformadoras. Medidas essenciais, é bom fazer justiça, já foram adotadas. Denúncias de corrupção acabaram por ensejar a convocação do Ministério Público, da Polícia Federal (PF) e do Tribunal de Contas. De início, havia uma certa resistência a isso e, ao final, o próprio Sarney convocou a PF.

O presidente Lula disse que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão”. Como vê essa declaração?

É a velha estratégia do presidente Lula, que é confundir a opinião pública. Ele fala, mas não explica. Se houver uma licença (do Sarney), o vice-presidente (o tucano Marconi Perillo) assume provisoriamente. Se houver renúncia, ele não assume, mas sim comanda, por cinco sessões, o processo eleitoral. A palavra do presidente é irresponsável. O presidente foi desonesto ao tentar colocar o PSDB mal diante da opinião pública. O PSDB deseja o fim da crise. Ela não interessa à oposição. A crise só pode interessar ao governo porque, enquanto a crise está concentrada no Senado Federal, os desvios, os desmandos e eventuais falcatruas do Executivo estão acobertadas, inclusive a CPI da Petrobrás, que tem sido adiada. O interesse não é nosso. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Petista foi leviano ao criticar PSDB, diz FHC

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:55

Por Catia Seabra, na Folha:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou ontem de levianas as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o PSDB quer “ganhar o Senado no tapetão” ao defender o afastamento de José Sarney da presidência do Senado -o vice-presidente é o tucano Marconi Perillo (GO). “O presidente Lula, às vezes, abusa das palavras. Sabe que, se o presidente do Senado eventualmente renunciar, haverá uma nova eleição (…) Lamento que o presidente diga coisas tão levianas”, disse o ex-presidente durante homenagem a Ruth Cardoso, morta há um ano. FHC se recusou a comentar a hipótese de renúncia de Sarney, limitando-se a lamentar a “desagregação” da Casa. E reiterou que “Lula, especialmente quando está fora do Brasil, não presta atenção às palavras”. Convidado para o encerramento do encontro, o governador José Serra foi sutilmente irônico: “O PSDB apoiou o candidato do PT na eleição na qual Sarney foi eleito. Não estou enganado. Pelo que me lembre, o PSDB apoiou o candidato do PT. Não vejo essa gula”. Em Belo Horizonte, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o partido pediu o afastamento de Sarney porque o Senado precisa ser reformado, mas ele “não tem demonstrado energia suficiente para enfrentar o problema”. “Não é uma questão de moral. Eu não estou dizendo que José Sarney não tem moral. A questão é que o presidente Sarney, neste momento, não está governando o Senado como gostaríamos que ele governasse, e isso cria uma situação que de fato tem que ser resolvida.” Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Peemedebistas e petistas ameaçam retaliar DEM

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:51

Por Eugênia Lopes, Christiane Samarco e Denise Madueño, no Estadão:
Irritados com a decisão do DEM de pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o PMDB e o PT ameaçam retaliar os democratas, que comandaram em 10 dos últimos 18 anos a primeira-secretaria da Casa. Os governistas defendem uma ampla investigação nos atos do órgão. Responsável pela administração do Senado e pelas negociações de contratos, que vão desde a seleção de mão de obra terceirizada à negociação com empresas para prestação de serviços, a primeira-secretaria é conhecida como “o cofre” da Casa.
É nesse órgão, ao qual o diretor-geral do Senado é subordinado, que transita grande parte do dinheiro orçamento da Casa. “O DEM sai com uma lista contra o Sarney pela porta da frente e com o cofre pela porta de trás”, afirmou ontem Wellington Salgado (PMDB-MG).
“Estão procurando um bode expiatório. Querem dividir a culpa e a responsabilidade”, reagiu o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). “Eles estão querendo fugir do desgaste com a decisão de manter o apoio a Sarney”, completou o líder, ao lembrar que o diretor-geral é escolhido pelo presidente do Senado. O ex-diretor Agaciel Maia, hoje alvo de investigação pela edição de atos secretos, comandou a parte administrativa da Casa desde 1995. Aqui

COMPARTILHE Digg StumbleUpon del.icio.us Twitter Enviar por e-mail

Por Reinaldo Azevedo

Firma de laranja de ex-diretor do Senado também atuou na Câmara

sexta-feira, 3 de julho de 2009 | 5:49

Empresa de crédito consignado em nome da ex-babá de Zoghbi recebeu R$ 3 milhões

O ex-diretor de Recursos Humanos do Senado afirma que não tem relação com as empresas da ex-babá e diz que elas são de seu filho

Por Alan Gripp e Fábio Zanini, na Folha:
O esquema de uso de laranjas para negociar crédito consignado no Senado também funcionou na Câmara. Uma empresa registrada em nome de uma ex-babá com o objetivo de ocultar seus donos agenciou empréstimos com desconto em folha e recebeu comissão por isso.
A BM Assessoria de Crédito Ltda. fechou contratos com servidores da Câmara durante o ano de 2008, como ela própria admitiu à Folha. A empresa tem como maior acionista Maria Izabel Gomes, ama de leite de João Carlos Zoghbi, afastado do cargo de diretor de Recursos Humanos do Senado.
Zoghbi é investigado pela Polícia Federal pela suspeita de ser o real dono da BM e de outras quatro empresas registradas em nome da ex-babá. Maria Izabel não tem renda.
O diretor afastado também é responsabilizado pela publicação de parte dos 663 atos secretos revelados no Senado.
Na Câmara, a BM negociou empréstimos no papel de correspondente bancário (intermediário) do banco Bancred S.A., autorizado a vender crédito a servidores e a deputados.

Procurada pela Folha, a empresa confirmou ter atuado na Câmara, mas disse ter fechado apenas “por volta de 15″ empréstimos. Não informou quanto recebeu de comissão do Bancred nem quanto faturou. A Câmara diz desconhecer a ação de intermediários e que fecha convênio só com bancos. Aqui


Nenhum comentário: