2009-07-13

CNN OU CHAVEZ NEWS NETWORK



IMPRENSA E VEXAME - A KRUPSKAIA DA CNN FOI FUNCIONÁRIA DE DANIEL ORTEGA! segunda-feira, 13 de julho de 2009 6:31

O nome de Krupskaia no jornal nicaragüense: nomeada por Daniel Ortega
Já revelei no post A CNN EM HONDURAS E A MULHER DE LÊNIN quem é Krupskaia Alis. Mesmo tirando uns dias de folga, não posso deixar de escrever o que a esmagadora maioria da imprensa brasileira e estrangeira omite, embora tenha as mesmas informações. E por que elas são sonegadas dos leitores? Da ideologia ao espírito de manada, há um conjunto de fatores. Krupskaia, que tem o mesmo nome da mulher de Lênin, é a chefona da CNN para a América Latina e cuida pessoalmente da cobertura da crise em Honduras - incrivelmente hostil ao novo governo e simpática ao golpista Manuel Zelaya.
Krupskaia já foi casada com uma sandinista. Até aí, vá lá… Há quem não resista ao charme de um guerrilheiro suado. Che Guevara mexe até hoje com a fantasia de algumas mulheres (e, suponho, de alguns peludos também), embora fosse conhecido como “chancho” - porco - em razão dos hábitos de higiene e do cheiro que exalava. Mas, claro, seu maior defeito era outro: a compulsão homicida. Produziu ainda mias cadáveres do que subliteratura revolucionária. Mas isso agora pode esperar. Voltemos à Krupskaia da CNN — emissora chamada pelos hondurenhos de “Chávez News Network”.
Em seu currículo divulgado pela própria CNN, Krupskaia se orgulha de ter entrevistado algumas pessoas — entre as personalidades, ela inclui Daniel Ortega, atual presidente da Nicarágua e líder de um dos governos mais corruptos do mundo. O Orelhudo foi um dos nomes que se lançaram na cruzada contra o suposto golpe dado pelo atual governo hondurenho. Ao lado de Chávez, chegou a ameaçar o país vizinho com uma intervenção militar. Pois é…
O amor de Krupskaia pelo sandinismo transcendeu os odores e olores revolucionários. O Heraldo.hn informa que Krupskaia, vejam só!, foi membro do governo nicaragüense. Vocês leram direito: a Gazeta da Nicarágua, de 23 de abril de 1990, traz o seu nome num grupo de embaixadores e diplomatas nomeados pelo governo revolucionário de Daniel Ortega.
Antes que encham a minha paciência com patrulhas descabidas, deixo claro: pouco me importa o que Krupskaia fazia com os sandinistas na horizontal ou sua tolerância para fragrâncias exóticas. O problema está no que fazia na vertical. A abordagem da CNN, com a isenção que se vê e que agora se explica, rodou o planeta, pautando a imprensa do mundo inteiro, inclusive a nossa.
Nome não é destino, claro. No caso dessa Krupskaia, é bem mais do que isso: é uma escolha.
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Por Reinaldo Azevedo
Certa mudança de tom segunda-feira, 13 de julho de 2009 6:27
Muitos insistem em perguntar: “Por que você se ocupa tanto de Honduras?” Acho que já expliquei, mas o faço de novo. É o primeiro país que se levanta para repudiar o chavismo de modo claro e inequívoco. Os questionamentos sobre a forma como se deu a deposição de Manuel Zelaya são quase sempre improcedentes, já escrevi algumas vezes. Discutível, parece-me, é só a decisão de retirá-lo do país. Deveria ter ido para a cadeia quando incitou os militares a desobedecerem uma ordem judicial. Não há por que ser condescendentes com gente que usa as regras da democracia para solapar o sistema.
E, é verdade, fiquei praticamente sozinho nos primeiros dias, em defesa da deposição de Manuel Zelaya, sustentando o óbvio: golpista era ele, não os que aplicaram as disposições presentes na Constituição. Aos poucos, aqui e ali, nota-se uma certa mudança de tom. Ao menos, já há espaço para o contraditório. Na Folha deste domingo, reportagens tratam da nova forma do golpismo na América Latina - este que se manifesta pela via plebiscitária.
Antes tarde do que nunca. Na reportagem da Folha, o espanhol Rubén Dalmau defende o expediente empregado por Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador) para reformar a Constituição de seus respectivos países. O grupo a que pertence, vejam que mimo!, assessorou todos eles. Dalmau integra aquela categoria de europeu que acredita que certas experiências não servem à Europa aos Estados Unidos, mas podem perfeitamente bem ser aplicadas em países do Terceiro Mundo. Essas terras ignotas estariam mais afeitas a esses experimentalismos.
O que se deu em Honduras é muito mais importante do que parece. Não pensem que as esquerdas desistiram de substituir a sociedade por um ente de razão chamado “partido” - ou que nome se queira dar ao aparelho que imaginam possa substituir os Poderes da República. Elas desistiram da luta armada. A guerrilha, hoje, é travada em outros territórios e com outros instrumentos.
No passado, a mobilização de “proletários” e “camponeses” (para ficar num vocabulário de época), liderada pelo “Partido”, tinha como objetivo tático a insurreição e como objetivo estratégico a tomada do estado. Hoje em dia, a esquerda se insinua e se imiscui nas dobras do aparelho de estado para, uma vez lá dentro, tentar mudar a sua natureza. Quando esses “líderes” encontraram instituições fracas, aceleraram o processo com sua pantomima plebiscitária. Não foi o caso de Lula Schopenhauer - que recebeu a herança institucional bendita de FHC. A esquerda acadêmica e setores mais radicais do PT bem que tentaram pôr o Brasil na rota do “plebiscitarismo”, mas não conseguiram. O que não quer dizer que tenham desistido.
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Por Reinaldo Azevedo
BISPOS RECONHECEM NORMALIDADE INSTITUCIONAL E ESTADO DE DIREITO EM HONDURAS segunda-feira, 13 de julho de 2009 6:23
A Conferência Episcopal Hondurenha divulgou um comunicado em que reconhece a normalidade institucional em Honduras e a vigência do estado de direito. A entidade nega ainda que tenha havido um golpe no país.
“A primeira constatação dos bispos é que a institucionalidade está vigente na nação. E a atuação de cada uma dessas instituições, em matéria jurídica e legal, está de acordo com o estado de direito. Não há a aplicação de disposições legais contraditórias, imprecisas ou sectárias.” Os bispos observam ainda que, “na prática, existiu complementaridade na atuação dos entes do estado hondurenho, o que resultou num ato de sucessão presidencial”.
Entenderam? Os bispos estão negando que tenha havido um golpe e evocam o artigo 239 da Constituição hondurenha, para o qual chamei a atenção aqui desde o primeiro dia, que deixa claro que perde automaticamente o mandato quem investe em aventura continuísta.

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