2009-07-02

APEDEUTA APOIA DITADORES NA AFRICA

BRASIL, ESTE COLONIZADOR DA ÁFRICA!!!

quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 5:39
Ingrid Bergman, como Ilsa, em Casablanca: houve algo parecido antes ou depois?

Ingrid Bergman, como Ilsa, em Casablanca: houve algo parecido antes ou depois?

Havia um rockinho dos anos 80 (90?) que tocava muito no rádio, não sei de quem era (e não vou parar para pesquisar isso agora), cujo refrão era assim: “Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim“. Talvez seja de Paula Toller. Confesso que tenho propensão a me lembrar sempre dessa moça, mas não de sua obra… Adiante.

Este é Lula! Na África, disse que não estava lá para se desculpar do “passado colonial”. É… A Escolinha do Professor Amorim, no Aerolula, cercado de todo aquele conforto, tem o efeito que tem… Imagino o Colosso de Rhodes da diplomacia dando suas aulinhas, e “O Cara” inquieto, com o saco cheio daqueles detalhes… Coisas que ele já nasceu sabendo…

Passado colonial? Deixe-me ver. Portugal colonizou o Brasil, e o Brasil, durante esse processo, depois como “Reino Unido de Portugal e Algarve” e mesmo como país independente, recorreu à mão-de-obra escrava. Mas não temos um passado de “colonização” da África, né? Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Itália… Esses países todos andaram por lá, colonizando o continente. O Brasil? Acreditem! A gente mal conseguiu colonizar Roraima… E as ONGs foram lá e ainda tomaram o nosso território! Ultimamente, por exemplo, defendo a colonização dos morros do Rio e das periferias das grandes capitais…

Colonização da África? Já imaginaram se Casablanca fosse nossa? Mas tinha de ser com Ilse (Ingrid Bergman), né?, do filme homônimo. O único problema seria naquela hora em que os nazistas estão no Rick’s Bar, e as prostitutas se levantam, patriotas, e começam a cantar A Marselhesa. Já pensaram? Em vez do “Allons enfants de la Patrie/ Le jour de gloire est arrivé“, aquele belo hino que é um verdadeiro banco de sangue, lascariam o “Virundum”. Em vez de fechar o bar, a canalha nazista sairia correndo…

Tá. Os insatisfeitos agora tentem me provar que a ignorância é uma categoria de pensamento superior à ironia.

Texto originalmente publicado às 20h38 de ontem
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Por Reinaldo Azevedo

Estrelas da nova ordem 1 - Lula ataca mídia e chama ditador de “amigo e irmão”

quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 5:37

Por Andrei Netto, no Estadão:
Único convidado de honra presente à Cúpula da União Africana, aberta ontem, em Sirte, na Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou os países industrializados pela crise do sistema financeiro e pelo “caráter perverso da ordem internacional”. O discurso, aplaudido por chefes de Estado e de governo e por líderes tribais africanos, foi sucedido por críticas à imprensa pelo que considerou “preconceito premeditado” por sua proximidade com ditadores da região.
A participação do presidente na cúpula, que está em sua 13ª edição, foi ressaltada pela ausência dos demais convidados especiais. Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, e Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cancelaram suas participações, anunciadas como certas pelo cerimonial do evento até a véspera.


Outro ausente foi Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, cuja falta não foi justificada publicamente. Ahmadinejad ficaria sentado ao lado de Lula, que por sua vez ficaria ao lado do ditador líbio Muammar Kadafi, que está no poder desde 1969, quando assumiu o controle do país em um golpe de Estado aos 27 anos de idade.


Lula começou seu discurso dizendo a Kadafi: “Meu amigo, meu irmão e líder”. Logo de início, o presidente elogiou “a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos” e ressaltou que “consolidar a democracia é um processo evolutivo”.
A partir de então, o presidente deu início a repetidas críticas aos países industrializados. Lula afirmou que “a crise financeira e econômica mundial revela a fragilidade e o caráter perverso da atual ordem internacional” e parafraseou o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, ao sustentar que “o consenso de Washington fracassou”.
“As instituições e pessoas que sempre foram pródigos em nos dar conselhos hoje estão contabilizando a falência de suas políticas”, sentenciou Lula. “Durante muito tempo, os países ricos nos viram apenas como uma periferia distante e problemática. Hoje somos parte essencial da solução da maior crise econômica das últimas décadas. Uma crise que não criamos.” Aqui

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Por Reinaldo Azevedo

Estrelas da nova ordem 2 - Facínora espera apoio de Lula

quinta-feira, 2 de julho de 2009 | 5:35

Bashir participou de cúpula da União Africana, que teve brasileiro como convidado

Em discurso de abertura de evento na Líbia, petista defende não ingerência em assuntos domésticos de países do continente

Por Marcelo Ninio, na Folha. O título acima é meu.
O ditador do Sudão, Omar al Bashir, que teve ordem de prisão decretada pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e contra a humanidade, quer aprofundar a parceria econômica com o Brasil e contar com o apoio político do presidente Lula.
Bashir assistiu ontem ao discurso de Lula na abertura da cúpula da União Africana (UA), em Sirte, cidade costeira da Líbia, na qual o presidente brasileiro defendeu a não ingerência nos assuntos domésticos dos países do continente.
Embora seja signatário do TPI e tenha reiterado que cumprirá a ordem de prisão contra Bashir se ele for ao Brasil, o Itamaraty mantém uma posição cautelosa em relação ao indiciamento, pois acredita que ele pode prejudicar os esforços para pacificar o Sudão.
Abordado pela Folha pouco antes da abertura da cúpula africana, o ditador sudanês respondeu com um sorriso à pergunta sobre o que espera do Brasil. “Temos uma parceria na área de agricultura, para a produção de etanol, e queremos aprofundar as relações econômicas”, disse Bashir.
Sobre a sua própria situação e a ordem de prisão do TPI, o sudanês não escondeu que busca no fortalecimento dos laços com o Brasil mais que cooperação econômica.
“Conto com o apoio do presidente Lula”, disse Bashir, ao ser indagado sobre o que espera da posição do Brasil sobre seu indiciamento. Aqui

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