2009-06-04

SAIA DA RUA JOAQUIM E PARE DE FAZER CORO COM FASCISTAS



quarta-feira, 3 de junho de 2009 19:30
Leiam o que vai abaixo, da Agência Brasil. Volto sem seguida:
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, foi surpreendido com vaias e gritos de “Fora Gilmar” ao deixar a audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A manifestação foi organizada por estudantes do movimento “Saia às Ruas”, criado depois que o ministro Joaquim Barbosa, em uma discussão com Gilmar Mendes, no plenário do STF, afirmou que ele deveria ir às ruas para ouvir a opinião pública.
A manifestação surpreendeu o presidente do Supremo e, também, a Polícia Legislativa do Senado, que retirou os estudantes das dependências do Senado. Gilmar Mendes disse não se incomodar com a manifestação.
Momento depois, antes de entrar no elevador privativo, o presidente do STF parou para uma rápida entrevista, que foi interrompida por novos gritos de “Fora Gilmar”. Desta vez, a manifestação partiu de representantes da Confederação Nacional das Associações de Servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
“O Gilmar não está honrando com as obrigações que tem como presidente do Supremo Tribunal Federal. Ele tem agido de forma parcial e isso extrapola prerrogativas de qualquer magistrado”, afirmou José Vaz Parente, diretor da confederação.
Ainda na audiência pública, que debateu o projeto de lei que cria mecanismos de repressão contra o crime organizado, Gilmar Mendes comentou a necessidade de isenção das autoridades responsáveis pela formulação e julgamento das leis.
“Estamos em uma democracia representativa. Vocês [senadores] têm que aprovar leis, que contrariam a opinião pública. Alguns imaginam que fazer jus é atender às ruas, é atender a determinados segmentos. Temos uma jurisprudência que diz que o clamor da opinião pública não justifica prisão preventiva”, disse Gilmar Mendes.

Comento
Eis aí. Essa é a maior contribuição que o ministro Joaquim Barbosa deu, até agora, à democracia brasileira: abrir as portas para o assalto de fascistóides dessa espécie. Essa é a “voz das ruas” que ele queria ouvir? Voz das ruas, como sabem, não existe. Ela sempre é a voz de um grupo organizado, que, sem ser eleito por ninguém, comporta-se como se falasse em nome de toda a sociedade.

“Fascistóide” por quê? Explico. Estivesse, sei lá, o ministro julgando uma causa qualquer do interesse do grupo de pressão e fosse ele contrário à sua demanda, ainda seria compreensível uma manifestação de protesto — não naqueles termos, é claro. Mas não era nada disso. Tratava-se de uma audiência pública. Os desocupados estavam lá, militantes certamente a soldo, a serviço de grupos ideológicos, para simplesmente hostilizar alguém que não reza segundo a sua cartilha — que tem, na verdade, como “cartilha”, a Constituição.

A voz das ruas que Barbosa conseguiu convocar é a voz dos brucutus do autoritarismo. O pior é que há quem se deixe intimidar. Felizmente, não é o caso de Gilmar Mendes.

Um comentário:

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