2009-06-02

MINC LEÃO CHAPADO ENDOIDA DE VEZ


SEM DECORO E SEM LIMITES
Reinaldo azevedo
terça-feira, 2 de junho de 2009 | 20:21


Por Lorenna Rodrigues, na Folha Online. Comento depois. O título acima é meu.

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) reagiu hoje à denúncia feita contra ele pela senadora e presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), Kátia Abreu (DEM- TO). “O fato de os ruralistas estarem preocupados com a minha permanência do ministério me faz achar que estou no caminho certo”, completou Minc. “Podem me insultar e pedir minha cabeça que vou continuar governando, vou continuar coibindo os vossos crimes ambientais”.

A senadora protocolou denúncia na PGR (Procuradoria Geral da República) denúncia contra o ministro por crime de responsabilidade, após Minc chamar os agricultores de “vigaristas” e afirmar que os ruralistas “fingem defender a agricultura familiar”. Kátia Abreu encaminhou também pedido de demissão do ministro à Comissão de Ética Pública da Presidência.

O ministro atribuiu a denúncia ao desespero dos ruralistas. “Essa tensão começou quando nós impedimos eles [os ruralistas] de esquartejar a legislação brasileira e conseguimos refazer o acordo histórico entre a agricultura familiar e os ambientalistas. A CNA perdeu uma margem que ela tinha de manobra, eles estão desesperados e querem me tirar do governo”, afirmou.

Minc disse que os ruralistas não mandam no país e por isso não determinam quem entra ou sai do governo. “Que me conste, o Brasil é comandado pelo presidente Lula, e não pelos ruralistas. Alias, se tivesse sendo comandado pelos ruralistas, não ia ter Bolsa Família, ia ter Bolsa Latifundiário”, rebateu Minc.

O ministro, porém, disse que vai procurar a CNA para tentar entrar em um acordo, mas ressaltou que a agricultura familiar terá maiores benefícios.



Comento
Reinaldo Azevedo

Acabou o remédio, Minc?

Não é possível que este senhor continue a tratar assim um setor inteiro da economia brasileira. Desesperado está Minc. Ele sabe que substituiu Marina Silva para ser um despachante de licenças ambientais. E cumpriu direitinho o seu papel. Se vocês observarem bem, este homem corajoso não comprou uma só briga com as empreiteiras que estavam à espera das ditas-cujas — algumas delas boas financiadoras de campanhas eleitorais — do PT também, é claro…
Com elas, era coletinho colorido pra cá, coletinho colorido prá lá… Minc decidiu mudar o modelito com os “ruralistas”. Aí botou uma faca chiquérrima na boca e partiu para a luta, sentindo na boca o gosto de sangue — quero dizer, de chá verde. Começo a dar crédito ao boato de que, quando militante da organização terrorista VAR-Palmares, ele era mesmo da viração. O terrorismo vocabular continua. E só para lembrar: o Brasil é comandado pelas leis.
Os “ruralistas”, que este irresponsável ataca, responderam, durante largo período, pelo superávit comercial do Brasil, um dos pilares da estabilidade.
Alguns trouxas supõem que censurei Minc por ter participado da Marcha da Maconha em razão de preconceito ou, sei lá, moralismo. Besteira! Já então, recuperem o teto, a minha questão era outra: esse sujeito não tem noção de decoro e de limites.

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