2009-05-10

CARGA TRIBUTÁRIA E OS CARRAPATOS DO PODER


Ricardo Bergamini
ricardobergamini@ig.com.br

Ricardo Bergamini é articulista e professor de economia



ONU merece FHC

"No Brasil quem tem um olho é rei, quem tem dois é maluco".

(Olavo de Carvalho)



Carga Tributária Brasileira - % PIB – Fonte IBGE

Ano 1990 1992 1994 1998 2001 2002*
Federal 20,78 16,70 19,07 19,89 22,71 24,50
Estadual 7,98 7,01 7,83 7,88 9,17 9,90
Municipal 0,84 1,25 1,00 1,56 1,49 1,60
Total 29,60 24,96 27,90 29,33 33,37 36,00

* Previsão



Em 1990, no primeiro ano de mandato do Presidente Fernando Collor, a carga tributária era ordem de 29,60% do PIB.

Após quase três anos o seu governo reduziu essa carga para 24,96% do PIB (queda de 18,63% em relação ao ano de 1990). Principal motivo para o seu linchamento e impedimento, visto que com o brutal saneamento do aparelho de estado provocou a ira dos históricos "carrapatos de poder", que vivem às custas do sagrado dinheiro público. Além do mais, com a redução do "Custo Brasil" o país corria um grande risco de dar um salto para o seu desenvolvimento. Neste caso, contrariando interesses internacionais.

Em vista do acima exposto, no final de 1992, com o impedimento de Collor, assume Itamar Franco conhecido "carrapato de poder", colocando novamente o Brasil na sua normalidade histórica da orgia dos gastos públicos. Com isso em 1994 encerra o seu governo com uma carga tributária da ordem de 27,90% do PIB, ou seja: 11,78% maior em relação ao ano de 1992.

Em 1995 assume o sociólogo Fernando Henrique Cardoso o mais autêntico e legítimo representante dos "carrapatos de poder", onde nasceu, viveu e enriqueceu como chapa-branca. E cumprindo sua vocação estatizante, apesar de habilmente usar a farsa do discurso neoliberal, encerrou o seu primeiro mandato em 1998 com uma carga tributária da ordem de 29,33% do PIB, ou seja: a mesma de 1990 de 29,61% do PIB. Motivo principal que garantiu a sua inconstitucional reeleição. Apesar de inconstitucional os "carrapatos de poder", de todas as cores e matizes ideológicas, apoiaram em massa a sua política estatizante.

No seu segundo mandato, cumprindo compromissos assumidos na sua reeleição, irrigou os "carrapatos do poder" com mais recursos públicos para as suas orgias, conforme podemos comprovar através dos dados oficiais divulgados pelo IBGE, tendo apurado uma carga tributária da ordem de 33,37% do PIB para o ano de 2001, ou seja: 19,61% maior do que a apurada em 1994, e 33,70% maior do que a deixada pelo Presidente Collor.

Com base nos números conhecidos até outubro de 2002, já podemos prever com total segurança que a carga tributária para o ano de 2002 será da ordem de 36,00% do PIB, ou seja: 29,03% maior do que a apurada em 1994, e 44,23% maior do que a deixada pelo Presidente Collor.

Parabéns!!! a ONU pela feliz escolha do Sr. Fernando Henrique Cardoso como seu membro de colaboradores. Nada mais coerente do que a escolha de um "Conjunto Vazio" para participar de uma organização vazia e inútil.

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