2009-04-17

PTBRAS


PETROBRAS: A CONFISSÃO

Você estava desconfiado de que a mudança na direção do Banco do Brasil obedeceu a um critério político, não técnico? Acredita que a política de preços da Petrobras, empresa de capital aberto, com ações negociadas em Bolsa, de que o governo é apenas o acionista majoritário, obedece a injunções de natureza política?

Como diria o pessoal das Organizações Tabajara, de Casseta & Planeta, seus problemas acabaram. Não há mais razão para ter dúvida. Em entrevista ao Jornal Nacional, o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, admitiu que as decisões são mesmo políticas. Depois, procurou o JN para dizer que, claro, os interesses dos acionistas vêm em primeiro lugar.

Huuummm... Ou vêm ou não vêm. Ou vêm em primeiro lugar, e as decisões são técnicas. Ou não vêm, e elas são políticas. Dá para conciliar? Quem busca a conciliação não faz, então, a dicotomia.

“Ah, Reinaldo, mas não é justo que a Petrobras pense no impacto político de suas decisões?” Ô se é. Como é justo também que dispense o concurso de acionistas privados. Ou, então, é preciso fazer uma assembléia também política com os acionistas, né? Aí eles vão se manifestando, segundo os partidos de sua preferência. O que lhes parece?

Foguetório petista
Aliás, de política, a Petrobras entende. Conforme foi revelado pelo Painel da Folha e depois evidenciado em reportagens, a Petrobras contratou uma ONG dirigida pela vice-presidente do PT da Bahia, Aldenira da Conceição, para cuidar da bufunfa que a empresa destina às festas juninas do Nordeste. O projeto de lei que concedeu o título de "utilidade pública" à Aanor (Associação de Apoio e Assessoria a Organizações Sociais do Nordeste) foi promulgado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, e publicado no dia 25 passado.

Jaques Wagner é do PT, vocês sabem

Petrobras: ainda mais petista

Por Nicola Pamplona, de O Estado de S. Paulo:
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 16, mudanças na direção da Petrobras Biocombustíveis, empresa criada no ano passado para gerir as atividades da companhia nos setores de álcool e biodiesel. Segundo nota distribuída pela estatal Alan Kardec Pinto deixa a presidência da companhia, cerca de nove meses após assumir o cargo. Em seu lugar, assume o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.
De acordo com a estatal Kardec está se aposentando. "Alan Kardec coordenou o grupo de trabalho de criação da Petrobras Biocombustível. Ele foi indicado para a Presidência e conduziu a nova empresa nos seus primeiros passos", diz a nota distribuída pela estatal. O executivo chegou a figurar entre os candidatos à diretoria de abastecimento da estatal, ocupada por Paulo Roberto Costa, em momentos em que o governo planejava mudanças no comando da companhia.
Já Rossetto foi cotado para assumir a presidência quando a Petrobras Biocombustíveis foi criada. Acabou ganhando a diretoria de desenvolvimento agrícola. Ex-funcionário da empresa Petroflex, que foi subsidiária da estatal, ele foi vice-governador do Rio Grande do Sul durante a gestão petista de Olívio Dutra, entre 1999 e 2002.
A empresa provocou mudanças também nas diretorias da subsidiária. A vaga de Rossetto foi ocupada pelo gerente de produção agrícola, Jânio Luís da Rosa. Já o diretor de participações, Fernando José Cunha, será substituído por Ricardo Castello Branco, que era diretor industrial. Essa diretoria, por sua vez, será ocupada por Alberto Oliveira Fontes Junior, que atuava como gerente de engenharia.
Por Reinaldo Azevedo comentários (16)

ONG petista da BA recebeu R$ 6,6 milhões da Petrobras
Por Silvio Navarro, na Folha:

A ONG petista Aanor (Associação de Apoio e Assessoria a Organizações Sociais do Nordeste) recebeu um montante de recursos da Petrobras que vai além do patrocínio a festas de São João no interior da Bahia. Desde 2005, a empresa firmou com a entidade, comandada pela vice-presidente do PT no Estado, contratos que somam R$ 6,6 milhões.
Parte desses contratos de patrocínio foi firmada sob a rubrica de dois projetos: "Buscando a Cidadania" e "Dia Internacional dos Direitos Humanos".
Para o Dia dos Direitos Humanos, foi pago R$ 1,3 milhão no final de 2007. O dinheiro destinava-se a feira cultural no Farol da Barra, show de música e atividades de teatro e dança em Salvador.
"A preservação dos direitos humanos é diretriz de responsabilidade social da Petrobras e em sintonia com as instituições nacionais e internacionais, governamentais ou não, que trabalham com o tema", diz a empresa sobre o contrato.
No caso do "Buscando a Cidadania", foram sucessivos pagamentos que totalizam R$ 1,2 milhão. A remessa mais recente, de R$ 341 mil, tem vigência até outubro deste ano.
Segundo a Petrobras, o projeto prevê "qualificação profissional de jovens e adultos do bairro de Lobato", "marco zero do petróleo no país", localizado na periferia de Salvador. Trata-se de curso técnico profissionalizante que, de acordo com a empresa, atende 630 pessoas.
A maior fatia dos recursos, totalizando R$ 4,1 milhões, refere-se ao São João, festa tradicional no Nordeste financiada pela estatal desde 2006.
Conforme a Folha revelou, a ONG Aanor intermediou a destinação de R$ 1,4 milhão, no ano passado, distribuído para empresas contratadas por 26 prefeituras no Estado.
Prefeitos do interior da Bahia relataram ter sido abordados por Rosemberg Pinto, assessor do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para tratar das cotas de patrocínio.
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