2009-04-22

JORNALISTAS SE CALAM DIANTE DA AGRESSÃO DO MST, LULA RECEBE TERRORISTA COM HONRAS DE CHEFE DE ESTADO E O RACISMO EXPLICITO CAMINHA A PASSOS LARGOS


ENTIDADE DE JORNALISTAS SE CALA DIANTE DA AGRESSÃO DO MST. OU: “COFECOM NA LATINHA”
Vocês sabem que o MST usou jornalistas como escudos humanos na tentativa de invasão de uma fazenda no Pará. Entrei no site da Fenaj — Federação Nacional dos Jornalistas —, um dos muitos aparelhos sindicais do PT, para ver se havia lá alguma nota ou algum protesto. Nada! Há uma área na página eletrônica destinada a “notícias” que seriam do interesse da categoria. Nem uma miserável linha. Nem mesmo a informação referencial, objetiva.

A entidade ligada à profissão que expressou seu protesto foi a ANJ: Associação Nacional dos Jornais. Os “patrões”, como diria a turma da Fenaj, mostram-se mais preocupados com a segurança dos jornalistas do que os jornalistas que supostamente representam a categoria. É bem verdade que a maioria dos sindicalistas do setor nunca pôs os pés numa redação. Sabem de jornalismo o que ouviram falar a respeito...

A postura não me estranha. O delegado Protógenes espionou jornalistas à vontade, criminalizando o trabalho normal de reportagem. E a federação fez um sonoro silêncio a respeito. A Fenaj não serve à profissão, mas a uma causa. De fato, é uma das aliadas do MST na construção do, como é mesmo?, “outro mundo possível”.

Cofecom da latinha
Ah, já ia me esquecendo. O principal destaque da página da Fenaj é o decreto do governo para a realização da 1ª Cofecom. O leitor pode imaginar que Confecom é, sei lá, um daqueles exames de laboratório cujo material deve ser colhido numa latinha. É quase isso, mas não é bem isso. Trata-se da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que vai acontecer entre os dias 1º e 3 de dezembro. É uma das principais bandeiras das esquerdas do PT, que pretendem discutir o que chamam de “democratização dos meios de comunicação”.

Esquerdas, quando querem “democratizar”, querem é controlar e censurar. Será uma grande catilinária contra os veículos de comunicação, patrocinada pelo dinheiro público. Um dos maiores incentivadores da Cofecom é Franklin Martins, o homem que centraliza a comunicação do governo e também a verba oficial de publicidade, incluindo a das estatais.

Sabem quanto dinheiro foi reservado no Orçamento só para os petistas poderem acusar a imprensa de não ser democrática? R$ 20 milhões. Como vocês vêem, a Fenaj está muito ocupada. Não tem tempo de protestar contra bandidos que fazem jornalistas reféns e escudos humanos.
Por Reinaldo Azevedo | 18:51 | comentários (24)

O FATO É QUE LULA RECEBERÁ UM TERRORISTA COM HONRAS DE CHEFE DE ESTADO


No dia 6 de maio, o presidente Lula recebe, oficialmente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Não! Não se trata de pragmatismo, mas de leniência com a delinqüência a mais explícita. Que o Brasil mantenha relações comerciais com o Irã, vá lá. Que receba em palácio um homem que, oficialmente (!!!), financia ao menos dois grupos terroristas aí, é claro, as coisas passam do limite.

O Itamaraty divulgou uma nota hipócrita, nesta terça, reiterando seu apoio à conferência da ONU contra o racismo, mas lamentando o discurso de Ahmadinejad, que abriu a conferência com ataques, vejam que coisa!, ao “racismo” de Israel. Para ele, os judeus “enviaram imigrantes da Europa, dos Estados Unidos para estabelecer um governo racista na Palestina ocupada".

Noto: em sete anos de governo, Lula já fez um périplo pelas ditaduras islâmicas do Oriente Médio. Mas ainda não pôs os pés na única democracia daquelas paragens: Israel. Agora, receberá um terrorista notório com honras de chefes de estado.

A nota do Itamaraty é pura vigarice intelectual. A fala do ministro Edson Santos (ver abaixo) expressa muito bem qual é a cultura interna, do governo Lula, sobre Israel e o anti-semitismo. Devo lembrar aqui que o Brasil votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas se opôs à condenação do genocida que governa o Sudão?
Por Reinaldo Azevedo | 18:23 | comentários (27)

A TESE RACISTA DO NOSSO MINISTRO CONTRA O RACISMO


O Brasil tem um ministério da Integração Racial. Seu titular é um tal Edson Santos, que saiu do anonimato e foi parar no governo. Ele liderou a comitiva brasileira de 35 pessoas (!!!) enviada à conferência da ONU sobre o racismo. Aquela que foi aberta por um discurso de Ahmadinejad, presidente do Irã e financiador de terroristas. Santos concedeu uma entrevista ao jornal Gazeta do Povo, de Curitiba. E defendeu uma tese muito interessante: os judeus seriam propagadores das teses antijudaicas justamente porque não toleram críticas. Entenderam? Assim, os judeus divulgam tudo o que se diz contra os judeus para que possam, depois, acusar o preconceito anijudaico. Se você indagasse ao negro Edson Santos se os negros também recorrem a tal expediente, ele protestaria: “Racismo!”

Temos, assim, o titular de uma pasta destinada a combater o racismo a propagar uma das teses mais comuns entre os grupos anti-semitas. Ah, sim: Santos diz por que a delegação brasileira ouviu respeitosamente o discurso do financiador de terroristas. Leiam a entrevista concedida a Helena Carnieri
*
Representante brasileiro na Conferência da ONU sobre o Racismo, o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, defende a relevância de se tratar do conflito israelo-palestino – mas no fórum adequado, que é o Conselho de Segurança da organização. Para ele, o discurso do presidente iraniano, Mahmoud Amadinejad, não foi racista, e o direito do iraniano “de expressar sua opinião deve ser considerado e garantido”. Veja os principais trechos da entrevista exclusiva concedida por ele, por telefone, à Gazeta do Povo.

Como o senhor avalia a Cúpula até agora?
Houve divisão com o pronunciamento do presidente do Irã. Criou-se um ambiente de ameaça à conferência, que poderá não alcançar seu objetivo se disputas radicais forem a tônica.

Qual sua avaliação do discurso de Ahmadinejad?
Ele trouxe para o debate algo que não é próprio da agenda do evento. A situação palestina é algo relevante, mas deve ser tratada no Conselho de Segurança da ONU.

A forma como o tema foi tratado pelo Irã foi racista?
Não diria isso, acho que o fórum é que foi inadequado.

Como ficou o clima da audiência no momento do discurso?
Houve protesto de grupos judeus que tentaram jogar coisas em cima dele. Mas foi algo interessante para os dois lados. Para os judeus, que queriam dar visibilidade a sua causa, e para Ahmadinejad, que teve seu momento de glória.

Sua delegação aplaudiu o discurso?
Nossa delegação assistiu respeitosamente a todos os discursos. Não manifestamos nossa opinião através de aplauso nem de vaia. E acho que deveria ser essa a postura da conferência.

Como o senhor vê a atitude dos 23 países que saíram da sala?
Acho que é um exagero. Realça algo que deveria passar tranquilamente. O Irã contribuiu para a construção do texto final do encontro. Nele não há agressão a Israel nem menção à Palestina. Embora assine o documento, Ahmadinejad decidiu vir aqui fazer uma fala ideológica. O direito dele de expressar sua opinião deve ser considerado e garantido.

Por que o mundo se divide tanto em relação ao discurso anti-israelense?
Os judeus fazem questão de reverberar, dar eco a um discurso crítico à sua postura. Revela uma intolerância, uma grande incapacidade de absorver críticas.

O que o texto final do evento trará de novo?
Há predisposição de consenso em torno de ações de combate ao racismo, promoção da igualdade racial e combate à xenofobia e intolerâncias.
Por Reinaldo Azevedo | 18:10 | comentários (46)

2 comentários:

Tia Cê disse...

CONCLUSAO: A IMPRENSA ESTÁ REFEM DA PATRULHA E DA POLICIA IDEOLOGICA. O QUE EXISTE AÍ, DADO O ESTRONDOSO SILÊNCIO INDICADO NOS TRÊS ÍTENS, É A TOTAL EVIDÊNCIA DE QUE O NOTICIÁRIO MENTE O TEMPO TODO. GRAÇAS A POUCOS JORNALISTAS AINDA TEMOS UM POUCO DA REALIDADE DEPURADA E APURADA.

Anônimo disse...

Em nome do deus de ódio do ditador iraniano...
Discurso de Ahmadinejad em encontro da ONU sobre racismo provoca fúria entre autoridades e manifestantes
"O discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, durante a conferência antirracismo da ONU realizada em Genebra nesta segunda-feira fez do início do encontro palco para gritarias, xingamentos e muita polêmica. Pouco depois de o governo isralense convocar seu embaixador na Suíça em protesto contra a participação na reunião do iraniano, que já havia negado publicamente a existência do Holocausto, o polêmico líder afirmou que Israel "abandonou uma nação inteira sob o pretexto do sofrimento judeu e em troca estabeleceu um governo totalmente racista." Ahmadinejad foi interrompido com vaias e gritos de "assassino" por um grupo de pessoas. Logo após iniciar seu discurso com atradicionais palavras "em nome do Deus misericordioso", várias pessoas tentaram impedir que ele falasse, até que os aplausos de outros participantes silenciaram os que protestavam. Representantes da União Européia na conferência abandonoram o local depois de o iraniano acusar o Oriente Médio de racismo após a Segunda Guerra Mundial. Um manifestante chegou a ser detido pela segurança depois de gritar e avançar em direção ao presidente do Irã. Membros de grupos judeus e ONGs favoráveis a Israel também protestavam na entrada da sala do Palácio das Nações, onde acontece a conferência..."Fonte: O Globo
Um único comentário meu:
► Mahmoud Ahmadinejad é dessas criaturas desprezíveis que aparecem vez por outra e conseguem num reduzido espaço de tempo, semear o ódio e a destruição por onde passam... numa cruzada insana tentando há muito tempo desconsiderar o holocausto como um fato não histórico e desproporcional à real gravidade acontecida, Ahmadinejad desta vez foi longe demais ao desmerecer o Estado de Israel com a pecha de racista, quando na verdade o povo árabe é que pratica o verdadeiro racismo ao impor ao mundo ocidental a condição de povo infiel, face ao deus de ódio por Ahmadinejad clamado antes do seu vômito discursal... mesmo falaciosamente criticando o posicionamento pré-histórico do ditador iraniano, o Itamaraty confirmou sua vinda ao Brasil no início de maio para tratar de assuntos na área econômica e para confirmar - é claro - a tendência de atração entre a América Latina que não quer ser racista e o racista que (não) quer distância do Ocidente... e quando falo que o Itamaraty objetou o discurso do iraniano, isto não quer dizer que o desgoverno do PT o tenha feito, visto que o Itamaraty é o braço virtual da política externa brasileira, sendo que o braço real é o conduzido por MAG, que representa as verdadeiras aspirações do foro de São Paulo, que são em última instância, os quereres de Lula... e assim será, se alah e nossa incapacidade de nos indignarmos assim permitirem...
Postado por Clausewitz às 07:32