2009-02-26

PRESTA ATENÇÃO NISSO:



Seqüestro médico em Cuba



Esta história que vou lhes contar conheço-a de primeira mão, pois trata-se de uma mulher que tem trabalhado com minha família há mais de 25 anos. Para protegê-la vou omitir seu nome, idade e alguns dados do seu caso, pois ela vive em um bairro deste país no qual o chavismo mantém muita pressão sobre a população.



Há aproximadamente um ano esta amiga foi consultar-se em um módulo de “Barrio Adentro”


para fazer um check up rotineiro e por sentir algumas dores na zona abdominal. O profissional de saúde cubano que a atendeu indicou que devia optar por uma cirurgia de extração do útero, operação que é rotineira em qualquer hospital deste país. Entretanto, o médico a inscreveu no programa de cirurgias “especializadas” que se fazem em Cuba.
Feitos alguns trâmites, esta senhora é notificada de que seu caso será tratado em Cuba, que deverá partir para Havana para fazer a operação, e que estima-se um tempo de duas semanas entre o pré-operatório, a cirurgia e a recuperação antes de receber alta (primeira suspeita: em qualquer hospital ou clínica venezuelana esta é uma operação que não requer mais de 4 ou 5 dias de hospitalização, em alguns casos menos ainda). A senhora pega o vôo para Havana em companhia de uma irmã, pois o programa permite (e certamente se cobra) um acompanhante.
Nos exames pré-operatórios o governo cubano tardou aproximadamente seis (6) semanas, em toda a avaliação cardiovascular e exames de laboratório, pois o laboratório tinha problemas de dotação e equipamentos. Transcorridas as seis (6) semanas, o médico que estava designado para fazer a intervenção se encontrava de férias por duas (2) semanas, assim que teve de esperar que este chegasse.
Uma vez chegado o médico, a operação não pôde ser feita porque o pavilhão onde esta ia se realizar estava com a máquina de anestesia quebrada, e era necessário solicitar a permissão do Ministério da Saúde para poder usar a máquina do centro cirúrgico ao lado. Nisso se passaram três (3) semanas.
Posteriormente, já havendo transcorrido onze (11) semanas sem que se levasse a cabo a operação, a paciente apresentou um quadro de bronquite decorrente das condições de umidade e frio da ilha na época, e teve que adiar a operação por umas quatro (4) semanas mais. Em todas estas quinze (15) semanas transcorridas, a paciente e sua acompanhante estiveram alojadas em um hotel caindo aos pedaços, que serve de depósito de pacientes venezuelanos enquanto esperam sua vez para operar-se, custando o quarto ao Estado venezuelano oitenta dólares diários (US$ 80). Façam as contas: só no hotel vão OITO MIL E QUATROCENTOS DÓLARES (US$ 8.400,00) ou algo assim como CENTO E SESSENTA E OITO BARRIS DE PETRÓLEO.
Estas duas pessoas já estavam à beira de um ataque de nervos pelas carências e confusões, e a paciente decide voluntariamente renunciar à operação e voltar à Venezuela. Aí é onde começa o calvário. O médico suspende as permissões de saída nos fins de semana porque a paciente desde que chegou ao hotel-depósito de pacientes necessita permissão médica para poder sair. O médico não assina a solicitação de não realizar a operação e a faz esperar por mais quatro (4) semanas, sob a desculpa de que “a missão não foi cumprida”.


Passadas as quatro (4) semanas a paciente é levada a um hospital para “fazer uns exames” e no dia seguinte acorda “operada” - contra sua vontade - em uma sala de recuperação. Em poucos dias lhe dão alta e a mandam de volta à Venezuela, mas dizem que deve voltar a Cuba em oito (8) semanas para fazer uma checagem porque o histórico médico para controlá-la fica com eles, e não dão à paciente sequer uma cópia do laudo para esta poder entregá-lo a um médico venezuelano que possa acompanhá-la aqui.
Este é só um caso de seqüestro médico. Ante esta situação eu me pergunto: em quanto tempo e por qual preço teria saído a mesma operação em nossos destruídos hospitais? O governo cubano vai cobrar todos os dias que se consumiram em hotel, alimentação e medicamentos por culpa deles? O governo venezuelano reclamará o histórico médico desses pacientes?
Muita gente vai a Cuba acreditando em uma esperança que este governo sádico lhes vende, e outros intimidados por suas próprias famílias e amigos. Em Cuba há mais de 10.000 pacientes venezuelanos e mais de 4.000 estudantes venezuelanos, seqüestrados pelos governos de Cuba e Venezuela, por meio de engano e promessa. Alguns dirão que eles merecem por crer em Cuba, Fidel e Chávez, porém não esqueçamos que se trata de gente com baixos recursos e poucos conhecimentos, que estão necessitados de alguma esperança.
O que acontecerá se algum dia a Venezuela conseguir se livrar de Chávez? Cuba manterá estas pessoas seqüestradas? Esqueci de comentar que, enquanto estavam no aguardo – que foi longo -, todos os pacientes venezuelanos eram levados para “eventos culturais” de doutrinação e conhecimento da revolução cubana. E cada vez que algum funcionário de alto grau venezuelano, incluindo o malandro de Sabaneta, vai a Cuba, levam estes pacientes ao aeroporto, a teatros e conferências para dar-lhes as boas-vindas com as típicas bandeirinhas de papel. E tem mais: não permitem que tenham contato com os cubanos nas ruas e só podem ver a televisão oficial.
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