2009-11-21

O grupo Baader-Meinhof: a história que o Brasil não quer contar

por Adriano S. Barbuto em 21 de novembro de 2009 Opinião - Cultura

 

Baader-Meinhof: burgueses imorais aderindo ao terror comunista para passar o tempo. Qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência...

Assistir ao filme O Grupo Baader-Meinhof (Der Baader Meinhof Komplex, 2009) é uma experiência muito interessante. Uli Udel dirige muito bem cenas de multidões, e as cenas de protestos estudantis neste filme são por demais convincentes. Ainda que tenha uma duração considerável, é um filme ao qual se assiste com interesse renovado a cada cena.

Trata-se da trajetória do núcleo terrorista de esquerda Baader-Meinhof, que atuou na Alemanha ocidental nos anos 70. Além do filme em si, que é muito lúcido em suas discussões, possui a nós brasileiros ainda outros atrativos – o principal deles poder conhecer uma história que nos é negada, por razões óbvias.

O começo do filme mostra como o grupo toma corpo. Há a moça bonita e burguesa que, em gestos de adolescência tardia, briga e discute com o pai, que parece ser um funcionário público graduado ou um juiz, e passa a simpatizar com idéias mais radicais contra o chamado “sistema”. Toda esta manifestação inicial é gerada pela repressão da polícia a uma passeata estudantil. Aí o primeiro paralelo se estabelece com o Brasil. É costume por aqui, quando acontecem incidentes deste tipo, se recriminar a polícia brasileira como violenta. Analisando friamente, podemos concluir que, em qualquer lugar do mundo, a ação é parecida.

Se os manifestantes optam por desrespeitar a lei, manifestar-se de modo violento e atacar os policiais, a reação é similar. Em qualquer lugar do mundo, seja EUA, Canadá, Inglaterra ou Brasil. O curioso é que, em se ocorrendo o similar no Brasil, ocorre uma grita geral, pois parte de nossa elite pensante julga não de acordo com a lei, mas de acordo com o princípio do oprimido contra o opressor, do pobre contra o rico, como se o policial não fosse uma classe mal paga. Quem foi no ponto sobre a questão foi outro cineasta, Píer Paolo Pasolini, que nas manifestações de 68 disse, numa opinião contrária ao senso comum da época, algo como que quem era a classe trabalhadora eram os policiais, e não os estudantes, que eram os burgueses. Que é uma verdade cristalina, que somente uma elite politicamente correta disfarça em ver.

Esta moça burguesa, como foi dito, em claro afrontamento ao pai, acaba por se aproximar do jovem namorado Baader, o qual, em suas primeiras cenas, é visto com os amigos dirigindo um carro em alta velocidade, e atirando pelas ruas por divertimento, como, por exemplo, em placas de trânsito, numa atitude gratuitamente transgressora. Por fim nos é apresentada a jornalista Meinhof, que passa por um processo de separação.

A dramaturgia do filme é clara aqui. O que vemos são pessoas emocionalmente imaturas, que descarregam suas frustrações com um sentimento de ódio geral a tudo, e que acaba sendo centralizado em slogans como “imperialismo”, “burguesia”, etc. Imagine se um jovem camponês, tendo que trabalhar a terra desde criança, pode dar-se a estes luxos? Claramente estas manifestações são capitaneadas por pessoas que possuem tempo livre e condições financeiras (proporcionadas pelos pais ou família) invejáveis. Ademais, soa a nós, público brasileiro, risível ver alemães falando de imperialismo, quando este é o maior país exportador do mundo. Assim como soa a um boliviano estranho ver um brasileiro falar o mesmo, já que na América Latina o Brasil é visto como imperialista.

Este grupo de jovens então começa a praticar seus atos terroristas em nome de sua causa. O que inclui assalto a bancos, onde fazem a “delicadeza” de, armas em punho, avisar aos clientes que não os roubam, mas sim aos banqueiros imperialistas. Como se fosse um conto de fadas, como se os clientes e os banqueiros fossem entidades separadas, e o prejuízo de um não implicasse em custos maiores para os outros.

Mas, como o filme deixa claro em várias cenas, são pessoas infantis e de pensamento simplista e rudimentar, que não conseguem enxergar um palmo além de suas pobres idéias pré-concebidas. A quem se interessa pela História do Brasil nos anos 60 e 70, é impressionante a similaridade com o que lemos sobre os grupos terroristas de esquerda brasileiros. As mesmas idéias, a mesma motivação, o mesmo grupo social, os mesmos assaltos a bancos. E as mesmas contradições.

Numa das melhores cenas do filme, o grupo foge da Alemanha, pois perseguidos pela lei alemã, e refugiam-se na Itália, em Roma. Encontram um advogado que se propõe a ajudá-los. Em determinado momento estão na mesa de um bar, e Baader propõe ao advogado que roube a bolsa de uma mulher sentada numa mesa vizinha, ato que o advogado se nega a realizar, por pudor. Baader argumenta que, se ele quer seu advogado, ele deve fazer isto. O advogado então concorda, e executa o furto. Todos ficam felizes. Porém, ao sair do bar, Baader descobre que seu carro foi roubado, e pragueja contra os ladrões desonestos! A cena expõe, e por isso é brilhante, todas as contradições dessas pessoas. Em primeiro lugar, a delinquência e gratuidade do furto. Em segundo lugar, a confusão entre o pessoal e o institucional, onde o advogado deve ser como eles, praticar atos similares, para ter o serviço. Por fim, e isso que torna a cena irônica, a idéia de que o furto da carteira não é nada, apenas uma expropriação capitalista, sendo de natureza diferente o furto do seu carro. Qualquer criança com mais de cinco anos consegue entender isto. Baader não.

Meinhof é uma jornalista, demitida do jornal do maior grupo de comunicação alemã. A princípio, ela simpatiza com eles. Depois, passa a apoiá-los discretamente, e por fim adere ao grupo, quando, na tentativa de liberar Baader da prisão, agenda uma falsa entrevista com ele. Esta entrevista é uma cilada, feita para que o grupo liberte Baader, e a ação acaba por fazer alguns guardas de vítimas. Nesta cena outra similaridade aparece. Baader, que está numa penitenciária, é colocado por um programa de governo de ressocialização, e é por isto que o grupo consegue libertá-lo, pois tal ocorre numa biblioteca, onde a segurança é infinitamente menor que na penitenciária. Qualquer semelhança com programas brasileiros, indultos de Natal e similares não são meras coincidências.

Adiante, o grupo é preso pela polícia. O que segue é a tentativa, a todo custo, dos integrantes tentarem desmoralizar as instituições, como o júri, os juízes e o estado de direito. Uma pessoa me observou que o comportamento dos terroristas no filme perante o tribunal lembra o que o grupo de Charles Manson tentou fazer quando de seu julgamento, ou seja, desmoralização geral, tentando desestabilizar a Lei com pura insolência juvenil.

Outro dado interessante é que, num determinado momento, o grupo alemão vai treinar guerrilha no Oriente Médio. E isto nos reserva boas risadas. No meio do deserto, entre os árabes, as alemãs resolvem fazer topless, o que provoca um desconforto enorme no acampamento, em vista de os árabes possuírem costumes muito mais moralistas que os europeus. Além desse lado pitoresco, mostra que a associação entre o fundamentalismo árabe e as esquerdas ocidentais data de longa data, e perdura, como mostram as alianças da América Latina atual com um país como o Irã, por exemplo, por meio de governantes populistas e demagógicos como Chávez. Esta associação, espúria, pois reunindo pessoas de pensamentos, costumes e moral muito diversos, só se sustenta por uma simpatia mútua por idéias abstratas como o antiamericanismo e um ódio à economia de mercado.

Até este momento, as semelhanças com o terrorismo brasileiro dos anos 60 e 70 são estarrecedores a nós. Há, no filme, inclusive, uma menção aos terroristas latino-americanos e o fato de que estes assaltavam bancos, sendo um modelo ao grupo alemão. Há também as indefectíveis referências a Che Guevara. Mas, a partir deste momento no filme, as instituições fazem a diferença, e a história termina de modo bem diverso. O grupo de Baader e Meinhof é finalmente condenado pelos seus crimes, sem escusas como a política, e as instituições são salvas. E talvez esta seja a diferença entre um país de instituições fortes, um estado de direito efetivo, e um país onde elas são desprezadas. No primeiro, os terroristas são presos. No segundo, ganham refúgio e até o direito de ser candidato a presidente.

Assim, se o público brasileiro quer saber um pouco de uma parte da História, tem que assistir a este filme alemão e fazer a analogia. E assim entender por que um ministro de estado brasileiro não pode entrar nos EUA, sob pena de nunca mais ser libertado pela lei norte-americana.

Aos que se interessam pela história de um período conturbado, por uma direção bem realizada e um retrato preciso sobre um modo torpe de pensar, O Grupo Baader Meinhof é uma boa dica.

O autor é diretor de fotografia e professor de cinema da Universidade Federal de São Carlos.

2009-11-19

A INCRÍVEL DILMA

DILMA APAGÃO

Maria Lucia Victor Barbosa

19/11/2009


Nunca antes nesse país houve um apagão como o que deixou 18 Estados e 70 milhões de pessoas nas trevas. Foram mais de quatro horas entre a noite do dia 10 e a madrugada do dia onze deste novembro, de transtornos de todos os tipos em hospitais, elevadores, no trânsito, além de perdas de eletrodomésticos, assaltos facilitados pela escuridão, subsequente falta de água. E a parada completa de Itaipu, como não podia deixar de ser, apagou também o Paraguai.



Na barafunda que se seguiu nem o presidente da República nem sua candidata apareceram para justificar o acontecido. Foi designado para dar explicações estapafúrdias o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que falou sobre raios e tempestades como causas do monumental apagão. Foi pouco criativo, porém, o ministro, pois mesmo tendo o povo acreditando na invencionice, ficaria mais emocionado se Lobão tivesse assacado a historieta de um raio tridimensional lançado por um óvni em Itaipu.



Coroando a Idade das trevas o ministro Tarso Genro afirmou que tudo não passara de um microincidente. Lula da Silva preferiu espertamente se eximir de qualquer responsabilidade no caso de futuros apagões e, exibindo mais uma vez intimidade com o Criador declarou: “só Deus livra o país de um novo apagão”. Dilma, a candidata, ao reaparecer do breu aproveitou para politizar o acontecido lembrando o apagão havido no governo de FHC. Fustigou a mãe do PAC: “damos neles de 400 a zero. Em entrevista a ministra se esqueceu por uns momentos do figurino imposto pela propaganda, aquele do “Dilminha paz e amor”, e retomou ao habitual estilo ríspido, arrogante e autoritário diante de jornalistas.



Para minimizar ainda mais o infausto acontecimento foi lembrado que houve também apagão em 9 de novembro de 1965, em Nova York. Esqueceram de contar que o de lá afetou sete Estados e 25 milhões de pessoas e não 18 Estados e 70 milhões de pessoas como o de cá. E nos Estados Unidos logo se descobriu que o apagão fora causado por falha humana e não por culpa de São Pedro



De todo modo, tanto o ministro Lobão quanto a candidata do presidente deram um cala boca geral ao avisar que o assunto está encerrado. Tudo será esquecido e, provavelmente, nas próximas pesquisas de opinião Lula da Silva chegará aos 99% de aprovação.



Mais do que a fragilidade de nosso sistema de energia que, segundo o governo, pode ser paralisado por um raio, o apagão leva a outros tipos de preocupação. Vejamos algumas:



Primeiramente, há que se preocupar com a intoxicante propaganda que inclui o culto da personalidade de Lula da Silva, algo característico dos sistemas ditatoriais. Só fatos positivos podem ser exibidos e benefícios são distribuídos aos pobres e ricos em forma de bolsas-esmola ou lucros fabulosos. É omitido, por exemplo, que a subestação do apagão nunca foi fiscalizada; que o governo deixou de investir R$ 20 bi em infraestrutura nos últimos cinco anos; que o desperdício do governo ligado ao aparelhamento do Estado e às bondades para com vizinhos e amigos é prejudicial ao povo brasileiro; que as contas do governo são maquiadas através de reajustes fiscais; que o Congresso Nacional tem sido progressivamente submetido ao voluntarismo político do Executivo; que o sistema de Saúde é cruel; que a Educação atingiu seu nível mais baixo em termos de qualidade; que o presidente da República não perde a oportunidade de promover o descrédito da imprensa enquanto seu governo sonha estatizar a mídia e coopta a imprensa do interior; que instituições importantes para a democracia apontam para veracidade do ditado: “pagando bem, que mal tem”; que a violência tem aumentado não só através dos ataques do MST, mas pela falta de efetivo combate ao narcotráfico; que as decisões do STF não valem mais nada porque têm que passar pela vontade soberana de Lula da Silva; que o TCU está incomodando o presidente da República e por isso tem que ser anulado.



Outra preocupação diz respeito á ausência de oposições. O PSDB, por exemplo, prefere não mostrar que o atual sucesso do BC se deve a continuidade das políticas adotadas em 1999. O PSDB omite que a vitória sobre a inflação que garantiu a estabilização dos preços, o resgate do valor dos salários, a possibilidade de pessoas e empresas planejarem seu futuro, portanto, o verdadeiro combate à pobreza, aconteceu no governo de FHC. E tucanos, incluindo FHC, têm sido extremamente complacentes com Lula da Silva e seu governo petista.



Sem oposição resta a propaganda enganosa. Sem oposição difícil enfrentar a campanha eleitoral dos que são ao mesmo tempo governo e candidatos, dotados de todos os tipos de recursos para seduzir ainda mais o eleitorado. Por isso profetizou Carlos Pio, em artigo publicado no O Estado de S. Paulo de 13/11/09, que “Dilma será o novo presidente”. Se for teremos Dilma Apagão, não apenas apagão de energia, mas de democracia.



O PT prepara sua terceira fase com a dama de aço, com inflexão à esquerda e o velho e autoritário discurso de ampliação do Estado. De braços dados com Chávez e seus seguidores caminharemos sem medo e felizes para o nebuloso Socialismo do Século 21. No cenário de deterioração da democracia da América Latina não faremos feio.



Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
http://www.maluvibar.blogspot.com/

CQC apresenta o trailer do filme: Lula, o orgulho do Brasil

http://www.vanguardapopular.com.br/portal/noticias/77-cqc-apresenta-o-trailer-do-filme-lula-o-orgulho-do-brasil

Escrito por Emmanuel Goldstein
Camaradas, sem delongas. O Centro de Quarentena para Capitalistas (CQC) acabou de divulgar o trailer do filme: Lula, a vergonha o orgulho do Brasil!
Saudações Revolucionárias

2009-11-18

A FILHA DE PRESTES QUER BRINCAR DE HISTÓRIA? COMO NO JOGO, ACEITO O TRUCO E AINDA CHAMO SEIS!!!

Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 18 de novembro de 2009 | 17:12

Elvira, uma das vítimas de Luiz Carlos Prestes

Elvira, uma das vítimas de Luiz Carlos Prestes

Podem achar alguns que sinto um especial prazer em desmoralizar as teses das esquerdas. Não! Parece que elas é que gostam de se desmoralizar. Afirmei que Anita Leocádia, filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benário, deveria ser mais cuidadosa quando se refere a crimes da esquerda e mesmo quando, nesse particular, evoca a memória dos pais. Até porque é historiadora. Peço que vocês leiam atentamente a história. que segue Ela reflete o que é a moral profunda de uma comunista. Quem não conhece ficará impressionado. Renderia um belo e terrível filme. Mas ninguém o fará.
*
Desde menina, Elvira Cupelo Colônio acostumara-se a ver, em sua casa, os numerosos amigos de seu irmão, Luiz Cupelo Colônio. Nas reuniões de comunistas, fascinava-se com os discursos e com a linguagem complexa daqueles que se diziam ser a salvação do Brasil. Em especial, admirava aquele que parecia ser o chefe e que, de vez em quando, lançava-lhe olhares gulosos, devorando o seu corpo adolescente. Era o próprio Secretário-Geral do Partido Comunista do Brasil (PCB), Antonio Maciel Bonfim, o “Miranda”.

Em 1934, então com 16 anos, Elvira Cupelo tornou-se a amante de “Miranda” e passou a ser conhecida, no Partido, como “Elza Fernandes” ou, simplesmente, como a “garota”. Para Luiz Cupelo, ter sua irmã como amante do secretário-geral era uma honra. Quando ela saiu de casa e foi morar com o amante, Cupelo viu que a chance de subir no Partido havia aumentado.

Entretanto, o fracasso da Intentona, com as prisões e os documentos apreendidos, fez com que os comunistas ficassem acuados e isolados em seus próprios aparelhos.

Nos primeiros dias de janeiro de 1936, “Miranda” e “Elza” foram presos em sua residência, na Avenida Paulo de Frontin, 606, Apto 11, no Rio de Janeiro. Mantidos separados e incomunicáveis, a polícia logo concluiu que a “garota” pouco ou nada poderia acrescentar aos depoimentos de “Miranda” e ao volumoso arquivo apreendido no apartamento do casal. Acrescendo os fatos de ser menor de idade e não poder ser processada, “Elza” foi liberada. Ao sair, conversou com seu amante que lhe disse para ficar na casa de seu amigo, Francisco Furtado Meireles, em Pedra de Guaratiba, aprazível e isolada praia da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Recebeu, também, da polícia, autorização para visitá-lo, o que fez por duas vezes.

Em 15 de janeiro, Honório de Freitas Guimarães, um dos dirigentes do PCB, ao telefonar para “Miranda” surpreendeu-se ao ouvir, do outro lado do aparelho, uma voz estranha. Só nesse momento, o Partido tomava ciência de que “Miranda” havia sido preso. Alguns dias depois, a prisão de outros dirigentes aumentou o pânico. Segundo o PCB, havia um traidor. E o maior suspeito era “Miranda”.

As investigações do “Tribunal Vermelho” começaram. Honório descobriu que “Elza” estava hospedada na casa do Meireles, em Pedra de Guaratiba. Soube, também, que ela estava de posse de um bilhete, assinado por “Miranda”, no qual ele pedia aos amigos que auxiliassem a “garota”. Na visão estreita do PCB, o bilhete era forjado pela polícia, com quem “Elza” estaria colaborando. As suspeitas transferiram-se de “Miranda” para a “garota”.

Reuniu-se o “Tribunal Vermelho”, composto por Honório de Freitas Guimarães, Lauro Reginaldo da Rocha, Adelino Deycola dos Santos e José Lage Morales. Luiz Carlos Prestes, escondido em sua casa da Rua Honório, no Méier, já havia decidido pela eliminação sumária da acusada. O “Tribunal” seguiu o parecer do chefe e a “garota” foi condenada à morte. Entretanto, não houve a desejada unanimidade: Morales, com dúvidas, opôs-se à condenação, fazendo com que os demais dirigentes vacilassem em fazer cumprir a sentença. Honório, em 18 de fevereiro, escreveu a Prestes, relatando que o delator poderia ser, na verdade, o “Miranda”.

A reação do “Cavaleiro da Esperança” foi imediata. No dia seguinte, escreveu uma carta aos membros do “Tribunal”, tachando-os de medrosos e exigindo o cumprimento da sentença. Os trechos dessa carta de Prestes, a seguir transcritos, constituem-se num exemplo candente da frieza e da cínica determinação com que os comunistas jogam com a vida humana:

“Fui dolorosamente surpreendido pela falta de resolução e vacilação de vocês. Assim não se pode dirigir o Partido do Proletariado, da classe revolucionária.” … “Por que modificar a decisão a respeito da “garota”? Que tem a ver uma coisa com a outra? Há ou não há traição por parte dela? É ou não é ela perigosíssima ao Partido…?” … “Com plena consciência de minha responsabilidade, desde os primeiros instantes tenho dado a vocês minha opinião quanto ao que fazer com ela. Em minha carta de 16, sou categórico e nada mais tenho a acrescentar…” … “Uma tal linguagem não é digna dos chefes do nosso Partido, porque é a linguagem dos medrosos, incapazes de uma decisão, temerosos ante a responsabilidade. Ou bem que vocês concordam com as medidas extremas e neste caso já as deviam ter resolutamente posto em prática, ou então discordam mas não defendem como devem tal opinião.”

Ante tal intimação e reprimenda, acabaram-se as dúvidas. Lauro Reginaldo da Rocha, um dos “tribunos vermelhos”, respondeu a Prestes:

“Agora, não tenha cuidado que a coisa será feita direitinho, pois a questão do sentimentalismo não existe por aqui. Acima de tudo colocamos os interesses do P.”

Decidida a execução, “Elza” foi levada, por Eduardo Ribeiro Xavier (”Abóbora”), para uma casa da Rua Mauá Bastos, Nº 48-A, na Estrada do Camboatá, onde já se encontravam Honório de Freitas Guimarães (”Milionário”), Adelino Deycola dos Santos (”Tampinha”), Francisco Natividade Lira (”Cabeção”) e Manoel Severino Cavalcanti (”Gaguinho”).

Elza, que gostava dos serviços caseiros, foi fazer café. Ao retornar, Honório pediu-lhe que sentasse ao seu lado. Era o sinal convencionado. Os outros quatro comunistas adentraram à sala e Lira passou-lhe uma corda de 50 centímetros pelo pescoço, iniciando o estrangulamento. Os demais seguravam a “garota”, que se debatia desesperadamente, tentando salvar-se. Poucos minutos depois, o corpo de “Elza”, com os pés juntos à cabeça, quebrado para que ele pudesse ser enfiado num saco, foi enterrado nos fundos da casa. Eduardo Ribeiro Xavier, enojado com o que acabara de presenciar, retorcia-se com crise de vômitos.

Perpetrara-se o hediondo crime, em nome do Partido Comunista.

Poucos dias depois, em 5 de março, Prestes foi preso em seu esconderijo no Méier. Ironicamente, iria passar por angústias semelhantes, quando sua mulher, Olga Benário, foi deportada para a Alemanha nazista.

Alguns anos mais tarde, em 1940, o irmão de “Elza”, Luiz Cupelo Colônio, o mesmo que auxiliara “Miranda” na tentativa de assassinato do “Dino Padeiro”, participou da exumação do cadáver. O bilhete que escreveu a “Miranda”, o amante de sua irmã, retrata alguém que, na própria dor, percebeu a virulência comunista:

“Rio, 17-4-40″
Meu caro Bonfim,
Acabo de assistir à exumação do cadáver de minha irmã Elvira. Reconheci ainda a sua dentadura e seus cabelos. Soube também da confissão que elementos de responsabilidade do PCB fizeram na polícia de que haviam assassinado minha irmã Elvira. Diante disso, renego meu passado revolucionário e encerro as minhas atividades comunistas.Do teu sempre amigo, Luiz Cupelo Colônio”.

Voltei
O relato acima está no site Ternuma. “Ah, eu sabia, é coisa da direita!”, gritará o petralha ignorante. Não! O caso está minuciosamente relatado nas páginas 238 a 243 do livro Combate nas Trevas, do esquerdista Jacob Gorender. O papel desempenhado por Prestes é ainda mais pusilânime, mais covarde, mais assustador. Deixa entrever suspeita de psicopatia.

Prestes morava, à época, numa casa da rua Honório em companhia justamente de Olga Benário. Todos sabem que ela era, por formação intelectual e decisão do Comintern, chefe dele. Portanto, mais ela do que ele decidiu a morte da garota Elvira, a “Elza”. Olga também foi assassinada, como sabemos. As duas tiveram uma morte terrível. Uma virou mito. A outra virou pó.

Olga, afinal, era uma mártir do comunismo. Como tal, merece ser reverenciada. Elvira/Elza era só uma coitada do povo, analfabeta, de que a outra foi juíza implacável. Nenhum delas teve direito à defesa. Mas só uma virou heroína. A outra foi para sempre esquecida, como costuma acontecer com as vítimas das esquerdas.

 

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Uma carta da filha de Prestes em defesa de Battisti

quarta-feira, 18 de novembro de 2009 | 15:04

Por Reinaldo Azevedo

Da Agência Senado, em reprodução autorizada. Comento no post seguinte:

[Foto: senador José Nery (PSOL-PA)]

O senador José Nery (PSOL-PA) leu em Plenário carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Anita Leocádia Prestes, filha de Olga Benário e Luiz Carlos Prestes, em defesa do italiano Cesare Battisti, cuja extradição será decidida nesta quarta-feira (18) pelo Supremo Tribunal Federal. Ele foi condenado pela Justiça italiana por quatro assassinatos, mas parlamentares e entidades de direitos humanos do Senado e da Câmara dos Deputados afirmam que ele é inocente.

José Nery leu carta do próprio Battisti a Lula e um manifesto assinado por professores da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em que eles defendem o refúgio político concedido pelo Estado, ponderando que o STF não pode ser transformado na última instância de reconhecimento ou não da condição política de um refugiado. Observam que o mecanismo está previsto na Constituição “como princípio de política externa visando à preservação dos direitos humanos e a democracia”.

O senador comunicou ainda que, na tarde desta terça-feira (17), o italiano foi visitado no presídio da Papuda, no Distrito Federal, por parlamentares das Comissões de Direitos Humanos do Senado e Câmara, por sindicalistas e representantes de entidades de defesa de direitos humanos. Ele está em greve de fome há cinco dias.

José Nery disse esperar que o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, que dará voto de desempate sobre o caso, entenda que a pressão do governo italiano sobre o Brasil “é descabida” e que aquele país “trata o Brasil como se fosse sua colônia”.

Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) leu carta que a escritora francesa Fred Vargas, defensora de Battisti, enviou ao ministro Gilmar Mendes, em que ela afirma que o italiano não cometeu os quatro assassinatos de que foi acusado e pelos quais foi condenado. O senador Paulo Paim (PT-RS) também manifestou esperança de que o STF mantenha o italiano no Brasil.

Aposentados
No mesmo discurso José Nery acusou o governo de “mentir” ao afirmar que não há dinheiro para pagar os reajustes dos aposentados do INSS em votação na Câmara dos Deputados. Ele lembrou que há dinheiro para “pagar juros aos banqueiros” e perguntou por que, não há para os aposentados.

 

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2009-11-17

RAUL CASTRO E A ESTRATÉGIA DAS TESOURAS

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A estratégia das tesouras de Raúl Castro

O Notalatina hoje volta a falar de Cuba, do sofrimento dos seus dissidentes esquecidos do mundo, banidos dos noticiários da mídia cúmplice – nacional e internacional – porque “não dão Ibope”, não foram graciosamente adotados e cujo sofrimento ultrapassa qualquer limite de crueldade imaginável, mesmo nas mentes mais perversas. Me refiro à ilustre economista Martha Beatriz Roque Cabello e mais nove jornalistas independentes, que jamais foram motivo de preocupação de qualquer blog da moda e que padecem como ninguém por defender os mesmos princípios que nós defendemos. Agora Martha está à beira da morte mas, quem se importa com isso, a não ser os que a acompanham e acompanham o seu trabalho há décadas?

PARA LER A REPORTAGEM COMPLETA ACESSE O NOTALATINA

http://notalatina.blogspot.com/2009/11/estrategia-das-tesouras-de-raul-castro.html

2009-11-16

BATTISTI EM GREVE DE FOME? INFELIZES FORAM SUAS VÍTIMAS, QUE MORRERAM SEM QUERER

Por Reinaldo Azevedo

domingo, 15 de novembro de 2009 | 6:17

A PIRA HUMANISTA - O jovem Virgílio, minutos antes de morrer carbonizado, vítima de um atentado terrorista praticado por Achille Lollo, que hoje vive livre, leve e solto no Rio

A PIRA HUMANISTA - O jovem Virgílio, minutos antes de morrer carbonizado, vítima de um atentado terrorista praticado por Achille Lollo, que hoje vive livre, leve e solto no Rio

O senador José Nery, do PSOL, afirma que o homicida Cesare Battisti entrou em “greve total de fome”. O que é greve “total”? Na forma tradicional do protesto, a pessoa ingere líquidos, o que prolonga a sua vida. Sem líquidos, a morte chega antes. Seria isso? Bem, dizer o quê? No ensaio O Mito de Sísifo, Albert Camus diz que a o suicídio é a única questão filosoficamente relevante. Decidir se permanecemos ou não vivos acaba condicionando uma porção de outras escolhas. Não concordo exatamente com a tese, embora seja uma sacada interessante.

Como cristão, abomino o suicídio, mas, democrata que sou, acredito que seria uma violência proibi-lo. Se Battisti quer… Chato mesmo foi o destino daqueles que ele matou. Aquelas pessoas não queriam morrer. Se o terrorista apagar em razão da greve de fome, terá sido a primeira morte voluntária com a qual ele se envolveu. Todas as outras se deram a despeito da vontade das vítimas.

Battisti estaria, assim, fazendo um apelo ao presidente Lula. É mesmo? Só uma coisa: se os familiares de suas vítimas também fizerem greve de fome, o presidente brasileiro teria, então, de decidir entre a pressão de uns e de outros. Nesse caso, qual seria a saída mais moral: atender à reivindicação daqueles que tiveram sua vida destroçada por Battisti ou daquele que destroçou vidas? É claro que tenho minhas dúvidas sobre a escolha de Lula… Esse tipo de vigarice moral, ética e intelectual diz bem quem Battisti continua a ser.

Ver o PSOL metido nessa história não chega a me estranhar. Um dos homens que ajudaram a criar o partido é o italiano Achille Lollo. Trata-se de um terrorista italiano que, em 1973, despejou gasolina sob a porta de um apartamento, na Itália, onde estavam um gari, sua mulher e seis filhos. Ateou fogo. Morreram uma criança de 8 anos, Stefano, e seu irmão mais velho, de 22, Virgilio. O gari era de um partido neofascista. Como Lollo não gostava do fascismo, então ele resolveu incendiar crianças, entenderam? Um verdadeiro humanista!!!

Num debate, certa feita, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), tive a chance de lembrar a um deputado do PSOL, Ivan Valente (SP), as relações de seu partido com aquele outro “valente”. Leiam depois. O post está aqui.

Lollo mora hoje no Rio. Ajudou a criar o PSOL — os psolistas, psolianos ou psolentos (não sei como chamá-los)  dizem que ele apenas ajudou a fazer o site do partido. Sei. Vai ver ele se encontrou com membros do partido, casualmente, na praia…

Lembro aqui o caso Lollo porque gosto de evidenciar como se comportam esses sofridos humanistas da esquerda. Battisti vai fazer greve de fome até o fim? À sua maneira, se acontecer, terá encontrado um destino mais justo do que o de Lollo, que, todos os dias, tem a chance de olhar para o alto e ver o sol iluminando o Cristo Redentor. E duvido que sua consciência lhe cobre alguma coisa. Afinal, como diriam alguns, eles cometeu “crime político”, não é mesmo?

Lollo? Battisti? Que esses caras vão para o diabo que os carregue. Na foto acima, vemos Virgilio momentos antes de se abraçar a seu irmão de oito anos para morrerem, ambos, carbonizados. E tudo porque Lollo queria mudar o mundo… Essa gente me provoca asco. E os que os apóiam não são menos asquerosos.

 

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Por Reinaldo Azevedo

O CONGRESSO BRASILEIRO VAI PISOTEAR A MEMÓRIA DE SEIS MILHÕES DE MORTOS?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009 | 5:23

Reinaldo Azevedo

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Na segunda-feira que vem, Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irâ, chega ao Brasil, em visita oficial. Atenção! O convite foi feito pelo presidente Lula e pelo Itamaraty. Shimon Peres, presidente de Israel, teve de praticamente SE convidar para visitar o Brasil. Entendo. É que Peres preside o único país democrático do Oriente Médio, onde Lula nunca esteve. É que ele já demonstrou a sua queda por ditaduras. São poucos os regimes de força do mundo onde ele não deixou seu rastro, dada a obsessão bocó de angariar apoio para obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Peres foi obrigado a ouvir o conselho de Lula, o sábio, para se entender com o governo do Irã — governo que, notem bem, não reconhece a existência de Israel e fala em varrê-lo do mapa.

Ahmadinejad não é apenas um criminoso de lesa humanidade que nega o holocausto dos judeus. Ele é também o líder de um governo que financia os terroristas do Hezbollah no Líbano e do Hamas nos territórios palestinos. No momento, seu governo desafia o mundo com um programa nuclear secreto. Na política interna, foi reeleito num pleito que até os aiatolás do Conselho da Revolução Islâmica consideraram fraudado. Não obstante, reprimiu os opositores com cadeia, tortura e mortes. Só o “aiatolula” não viu problema nenhum na disputa e ainda considerou que os protestos da oposição do Irã eram coisa de torcedor de futebol que vê seu time perder — com a profundidade e a elegância costumeiras.

Celso Amorim, o Megalonanico, enviou à Câmara e ao Senado um pedido para que o negador do Holocausto e financiador do terror visite as duas Casas. Se houver um mínimo de dignidade por lá, a resposta é “não”. Um Parlamento, quando recepciona um chefe de estado, não concorda com as suas idéias necessariamente, sei disso. Mas o caso de Ahmadinejad não é de “idéias”. Reitero: ele comete um crime — na verdade, dois — de lesa humanidade: 1) quando nega o Holocausto; 2) quando financia o terrorismo.

Se o Congresso brasileiro resolver sapatear sobre a memória de seis milhões de cadáveres, espero que os congressistas que tenham compromisso com a democracia virem as costas para Ahmadinejad. Havendo homens com coragem por ali, que a bandeira de Israel seja aberta em plenário. É preciso que este senhor saiba que, no Brasil, só uma minoria aceita dialogar com suas idéias criminosas.

Gente decente tem de protestar contra a presença deste senhor no Brasil!

Peço que entidades que estejam programando protestos contra a visita de Ahmadinejad me enviem hora e local dos eventos. Faço questão de divulgá-los.

 

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Porky’s contra a liberdade

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Diogo Mainardi

Porky’s contra a liberdade

sábado, 14 de novembro de 2009 | 0:27

A cada dois anos, o ‘subperonismo lulista’ cria uma sigla para controlar a imprensa. Atacando em duas frentes: editorial e comercial. A imprensa, de bombardeio em bombardeio, de anúncio em anúncio, de chantagem em chantagem, amedronta-se e domestica-se”

Lula tem de parar de alisar os cabelos. Em 14 de dezembro, ele inaugurará a Confecom. Por extenso: Conferência Nacional de Comunicação. Uma das propostas encaminhadas à Confecom pelo Conselho Federal de Psicologia é proibir a propaganda com pessoas de cabelos alisados, com o argumento de que ela pode causar “transtornos de toda ordem”, comprometendo “a integridade física e psicológica” de quem a assiste. O que dizer de Lula? O que dizer de seu cabeleireiro Wanderley?

A Confecom é igual à Ancinav. Ela é igual também ao CFJ. A cada dois anos, o “subperonismo lulista” cria uma sigla para controlar a imprensa. Atacando em duas frentes: editorial e comercial. Inicialmente, as empresas do setor concordaram em participar da Confecom. Depois, elas se deram conta da armadilha preparada por Franklin Martins e pularam fora. Só restaram entidades como CUT, Abragay e Conselho Federal de Psicologia. Que, além de proibir a propaganda com pessoas de cabelos alisados, recomenda proibir igualmente a propaganda de carros, porque “o estímulo ao transporte individual ofusca as lutas por um transporte público de qualidade” e aumenta “o número de mortes em acidentes de trânsito”.

A Ancinav fracassou. O CFJ fracassou. O que acontecerá com a Confecom? Fracassará. Mas a imprensa, de bombardeio em bombardeio, de anúncio em anúncio, de chantagem em chantagem, amedronta-se e domestica-se. Lula sabe disso. Franklin Martins sabe disso. O resultado é que, nos últimos dias, Dilma Rousseff também passou a atacar a imprensa, com aquele tom autoritário de professora de ginástica da série Porky’s, sempre com o apito na boca.

Os repetidos ataques à imprensa do Porky’s subperonista fazem parte daquilo que o lulismo chamou de “campanha plebiscitária”. Em 2010, Lula, Franklin Martins e Dilma Rousseff pretendem estabelecer “o confronto entre dois programas, entre dois Brasis”: o de Lula e o de Fernando Henrique Cardoso. Trata-se da estratégia eleitoral mais obtusa de todos os tempos. Sempre que o PT apostou na tese dos “dois Brasis”, ele se danou: o Brasil do passado e o Brasil do presente, o Brasil do Norte e o Brasil do Sul, o Brasil branco e o Brasil preto, o Brasil rico e o Brasil pobre, o Brasil das empresas estatais e o Brasil das empresas privadas, o Brasil educado e o Brasil analfabeto, o Brasil dos cabelos alisados e o Brasil em que ninguém pode alisar os cabelos, o Brasil da imprensa independente e o Brasil da Confecom. Contra a campanha plebiscitária do PT, o PSDB já tem a campanha pronta. Basta dizer: “O Brasil é um só”.

Por Diogo Mainardi

2009-11-13

QUE BLOG ESPETACULAR!

Governo de Cuba anuncia nova marca de computadores

Escrito por Emmanuel Goldstein

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O governo de Cuba anunciou a criação de uma estatal para gerir a distribuição de computadores. O Conselho de Estado, o organismo popular e democrático do governo cubano, anunciou sua primeira marca de computadores dirigida a pequenas e médias empresas populares, com design e assistência de técnica de primeira qualidade.

Novo supercomputador da Partido Comunista Cubano

A FIDELL Computers desenvolveu um dos cinco maiores supercomputadores do mundo para o Partido Comunista Cubano. O alto Comissário do Povo para assuntos Tecnológicos afirmou que o novo supercomputador constitui um novo e poderoso instrumento que facilitará o controle popular e democrático do Estado sobre os membros da coletividade cubana. O governo já iniciou as negociações com a Polícia Comunista Federal do Brasil para implantar o Registro de Identificação Comunista Único em Cuba.

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Foram desenvolvidos dois modelos de desktops e um notebook. Cada computador popular virá com um novo sistema operacional que detecta atividades contra-revolucionárias e ideocriminosas. O sistema envia as informações diretamente à Polícia do Pensamento Cubana.

Desktop FIDELL 1984

Notebook FIDELL La Revolucion

O governo cubano tem metas arrojadas e determinantes para atender às necessidades da população. Para garantir a total liberdade de acesso à rede coletiva mundial de computadores (Internet) a Polícia do Pensamento realizou uma parceria com a República Popular da China.

  Logomarca da FIDELL Computers:

FIDELL Computers

ESTE BLOG É HUMORÍSTICO

Dilma Rousseff e Ópio do Povo

http://www.vanguardapopular.com.br

Escrito por Vladimir Lenin

Camaradas!


A sociedade contemporânea fundamenta-se toda na exploração das amplas massas da classe operária por uma minoria insignificante da população, pertencente às classes dos proprietários agrários e dos capitalistas.


Esta sociedade é escravista, pois os operários “livres”, que trabalham toda a vida para o capital, só “têm direito” aos meios de subsistência que são necessários para manter os escravos que produzem o lucro, para assegurar e perpetuar a escravidão capitalista. A exploração econômica dos operários causa e gera inevitavelmente todos os tipos de opressão política, de humilhação social, de embrutecimento e obscurecimento da vida moral e espiritual das massas.

 

A religião é uma das formas de opressão espiritual que pesa em toda a parte sobre as massas populares, esmagadas pelo seu perpétuo trabalho para outros, pela miséria e pelo isolamento. Àquele que toda a vida trabalha e passa miséria a religião ensina a humildade e a paciência na vida terrena, consolando-o com a esperança da recompensa celeste.

Dilma ganha um exemplar do Ópio do Povo

Nas últimas semanas a imprensa popular noticiou que a camarada ex-guerrilheira marxista-leninista e atual ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, visitou o adro da Igreja do Bonfim em Salvador (toda vestida de branco, dentro dos preceitos do Candomblé na sexta-feira baiana, consagrada a oxalá). A camarada participou também de um culto da Igreja Assembléia de deus em comemoração ao aniversário do “líder religioso” presidente daquela instituição.
Alguns camaradas afirmam que o Partido agiu incorretamente ao delegar à camarada Dilma mais esta tarefa de infiltração. Outros tiram desses fatos a conclusão de que a camarada se vendeu para os comerciantes do ópio do povo.
Camaradas, a missão de Dilma terá efeito duradouro. Dissemo-vos, irmãos, na eleição do camarada Luiz Inácio, que os pastores e padres que nos apoiaram em 2002 e 2006 em breve iriam ceder à dominação e que imediatamente virariam o seu recém-conquistado poder contra o povo.
É evidente que o papel que estes burgueses desempenharam perante o povo em 2002 e 2006, esse papel tão traiçoeiro, será assumido, na eleição que se avizinha, pelos atuais “ministros do evangelho” pequeno-burgueses, que ocupam agora na oposição o mesmo lugar que os burgueses das eleições passadas. Pergunta-se, pois, qual vai ser, perante esse quadro, a posição do proletariado.
No momento presente, em que a burguesia clerical está desatenta, devemos passar a imagem que o “governo Lula defende os valores cristãos”. Sabemos, no entanto, que tal união resultaria apenas em proveito do ópio do povo e em completo desproveito do proletariado.
Quão pouco séria é, para a aristocracia clerical, uma aliança em que os proletários estejam lado a lado com eles. Eles atacam furiosamente os operários organizados autonomamente, a quem intitulam de “massa de manobra”.
Por isso, quando a camarada Dilma for eleita, em vez de condescender uma vez mais em servir aos fascistas clericais, deveremos opor-se enérgica e ameaçadoramente a este grupo ideológico, cuja traição aos operários começará desde a primeira hora da vitória.
Camaradas, também é evidente que a religião é o ópio do povo. A verdadeira felicidade do povo implica que a religião seja suprimida, enquanto felicidade ilusória do povo. A religião é apenas um sol fictício que se desloca em torno do homem enquanto este não se move em torno de si mesmo.
O ópio do povo deve ser declarado um assunto privado - com estas palavras exprime-se habitualmente a atitude dos socialistas em relação à religião. Mas é preciso definir com precisão o significado destas palavras para que elas não possam causar nenhum mal-entendido. Um “assunto privado” é como uma “empresa privada”. Não passa de mais um sintoma maligno das velhas relações de propriedade da corrupta e infame sociedade capitalista.
Exigimos que a religião seja um assunto privado em relação ao Estado, mas não podemos de modo nenhum considerar a religião um assunto privado em relação ao nosso próprio Partido popular. O Estado não deve ter nada a ver com a religião. Cada um deve ser absolutamente livre, isto é, ser ateu, coisa que todo o socialista decente geralmente é.
Em relação ao partido do proletariado socialista a religião não é um assunto privado. O nosso partido é uma associação de combatentes conscientes e de vanguarda pela libertação da classe operária. Essa associação não pode e não deve ter uma atitude indiferente em relação à inconsciência, à ignorância ou ao obscurantismo sob a forma de crenças religiosas.
O nosso programa assenta todo numa concepção do mundo científica, a saber, a concepção marxista, isto é, uma concepção do mundo materialista. A explicação do nosso programa inclui por isso necessariamente também a explicação das verdadeiras raízes históricas e econômicas do anacronismo religioso.
A nossa propaganda inclui também necessariamente a propaganda do ateísmo e a edição da correspondente literatura científica. Teremos agora de seguir o conselho que Friedrich Engels uma vez deu aos socialistas alemães: traduzir e difundir maciçamente a literatura iluminista e ateísta francesa do século XVIII.
"Dos operários social-democratas alemães pode mesmo dizer-se que, entre eles, o ateísmo já fez a sua época; esta palavra puramente negativa já não tem para eles qualquer aplicação, uma vez que eles já não estão mais numa oposição teórica à fé em deus, mas numa oposição prática: eles desembaraçaram-se simplesmente de deus, pensam e vivem no mundo real e são, portanto, materialistas. Isto também é bem o caso em França. Mas, se não for, não haveria nada de mais simples do que velar por que a magnífica literatura materialista francesa do século passado seja propagada em massa entre os operários, essa literatura em que o espírito francês, segundo a forma e o conteúdo, até hoje realizou o seu máximo e que — considerando o estado da ciência de então —, pelo conteúdo, ainda hoje está infinitamente alto e, pela forma, não voltou a ser alcançada" (Friedrich Engels, Programa dos Refugiados Blanquistas da Comuna, cf. http://www.marx.org/portugues/marx/1874/06/26.htm )
Camaradas, lutamos e continuamos a lutar seriamente contra a religião. A forma mais rígida da antítese entre o socialismo e o capitalismo é a antítese religiosa. Como se resolve uma antítese? Tornando-a impossível. E como se torna impossível uma antítese religiosa? Abolindo, suprimindo, extinguindo a religião.

do blog humorístico:

http://www.vanguardapopular.com.br/portal/comentario-popular/70-dilma-e-opio-do-povo