2009-11-05

MST, O LEGADO DE FHC E LULA AO BRASIL

O MST E O TERRORISMO OFICIALIZADO

Reinaldo Azevedo
quinta-feira, 5 de novembro de 2009 | 4:49

O MST teve uma idéia luminosa: “Já que há muita gente protestando contra os nossos crimes, por que a gente não vai ali e invade duas fazendas de Daniel Dantas? Ninguém vai ligar! Ele foi transformado no inimigo nº 1 do país; tudo o que fizermos contra Dantas será considerado legítimo”. E o MST invadiu as fazendas Maria Bonita e a Rio Vermelho, localizadas, respectivamente, nos municípios de Sapucaia e Xinguara, no sul do Pará. Desta feita, segundo as vítimas, a ação foi praticada por homens encapuzados e armados. Fizeram o diabo: derrubaram e queimaram casas com os tratores das propriedades, puseram fogo nos veículos, roubaram gado, ameaçaram de espancamento mulheres, crianças e velhos, que tiveram de fugir, e agrediram alguns homens. Seguem algumas fotos do estado em que ficou a fazenda Maria Bonita. Volto em seguida.
Imóvel da fazenda destruído com trator
Imóvel da fazenda destruído com trator
Casas dos funcionários destruídas
Casas dos funcionários destruídas
Vista área da destruição da infra-estrutura da fazenda
Vista área da destruição da infra-estrutura da fazenda
Imóveis também foram incendiados
Imóveis também foram incendiados
As imagens estão no blog de Marcelo Marques. Até quando? O MST admite as invasões e, como de hábito, nega a depredação. Aqueles ditos intelectuais, mais o Chico Buarque, o sambista, que assinaram o “manifesto” contra a CPI do MST devem achar que a luta pela terra passa por atos como este, tipicamente terrorista. Aliás, não custa lembrar que o governo Lula se nega a votar uma lei que caracterize o crime de terrorismo justamente para preservar o MST, seu aliado. Seguem mais algumas imagens, agora do interior das casas dos funcionários da fazenda. Volto depois.
A cozinha da casa de um dos funcionários
A cozinha da casa de um dos funcionários
Destruição do banheiro da casa de um outro trabalhador
Destruição do banheiro da casa de um outro trabalhador
Geladeiras, fogões e objetos dos trabalhadores foram depredados e largados ao relento
Geladeiras, fogões e objetos dos trabalhadores foram depredados e largados ao relento
As casas foram saqueadas; nem um andador de bebê foi poupado
As casas foram saqueadas; nem um andador de bebê foi poupado
Segundo a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, as críticas ao MST caracterizam a “demonização dos movimentos sociais”, opinião compartilhada pelo ministro Tarso Genro (Justiça) e, certamente, pelo chefão de todos eles: Luiz Inácio Lula da Silva. Isso significa que, caso Dilma se eleja, o MST continuará livre para invadir, depredar, incendiar, ameaçar, destruir plantações, roubar e matar o gado. Ninguém põe ordem no movimento, que tem as suas próprias leis e executa a sua própria justiça. Acho que é preciso mostrar mais algumas fotos. Continuo depois.
Sementes (acima) e insumos também foram queimados
Sementes (acima) e insumos também foram queimados
Infra-estrutura da fazenda destruída: nem a motocicleta escapou
Infra-estrutura da fazenda destruída: nem a motocicleta escapou
Depois de usado para derrubar casas, trator foi incendiado
Depois de usado para derrubar casas, trator foi incendiado
A casa-de-máquinas também não escapou: fogo
A casa-de-máquinas também foi destruída: fogo
É evidente que, num país em que o próprio Senado da República se nega a cumprir uma ordem do Poder Judiciário contra a qual não cabe mais recurso, as ações do MST devem ser vistas como o ponto extremo a que pode chegar o chute no traseiro das instituições. Não é por acaso que o comandante da Mesa do Senado, que deu de ombros para a Justiça, seja o mesmo José Sarney que também saiu, dia desses, em defesa do MST.
Sim, haverá gente imbecil o bastante que usará, para analisar a ação do MST, o que eu chamaria de Paradigma Uniban de Trogloditismo, Irracionalidade, Cretinismo e Estupidez. No caso daquela aluna massacrada pela corja, considerava-se: “Pô, ela provocou! Quem mandou usar aquele vestido?” E a lei que se dane! No caso das fazendas, não faltará quem diga: “Ah, Daniel Dantas que vá se catar! Ele já fez tanta coisa ruim”. Como se a melhor forma para combater os crimes de que o banqueiro é acusado fosse cometendo e permitindo crimes novos. Como se o MST precisasse de um proprietário como Dantas para cometer as suas sandices.
Saibam: o que aconteceu com essas duas fazendas no Sul do Pará tornou-se uma regra. Na região, o MST já não é o único grupo dedicado ao crime organizado. A principal responsável pela desordem é a governadora Ana Júlia Carepa, do PT. Em novembro de 2007, a VEJA (sempre a VEJA!!!) denunciava o que segue em azul. Retomo em seguida:
Os frigoríficos descobriram o sul do Pará há dez anos. O baixo custo da terra atraiu os gigantes Bertin, Minerva e aventureiros que se embrenharam no setor, como o banqueiro Daniel Dantas. Hoje, a área, equivalente à do estado do Rio de Janeiro, abriga um dos maiores rebanhos do país. A economia floresceu, os investimentos chegaram e o preço do hectare dobrou desde 2004. Agora, uma onda de conflitos agrários e um surto de banditismo ameaçam interromper o desenvolvimento. Vinte e cinco fazendas já foram invadidas. Vinte delas ainda estão ocupadas e oito foram destruídas. A Justiça concedeu mandados de reintegração de posse a nove fazendeiros. Nenhum deles foi cumprido, porque a governadora Ana Júlia Carepa, do PT, editou uma portaria proibindo a polícia de interferir nos conflitos agrários. Pasme, mas é isso mesmo. A medida define esses casos como “conflitos sociais” e estabelece que eles devem ser dirimidos exclusivamente por uma delegacia de assuntos fundiários, que funciona a 350 quilômetros da área convulsionada, uma distância maior do que a que separa Salvador de Aracaju.
A decisão da governadora beneficiou não só os sem-terra como também três quadrilhas de malfeitores que aterrorizam o sul do estado. Esses bandos invadem fazendas e cobram resgate dos seus proprietários. Quando não recebem o dinheiro, matam animais, queimam pastos e arruinam edificações. Em dezembro do ano passado, uma das gangues incendiou os currais e a sede da Fazenda Rodeio, em Bannach. O prejuízo ultrapassou 1 milhão de reais. Em setembro, outros bandidos tomaram a Fazenda Mirim, em Redenção, e exigiram 50.000 reais do empresário Darci Capeleto para desocupá-la. Se ele não pagasse, sua fazenda seria entregue aos sem-terra. Há duas semanas, três policiais fugiram de uma estrada tomada por um dos bandos de pistoleiros. Deveriam ter voltado com reforços. Não o fizeram por causa da portaria da governadora. Casos como esse levaram o promotor Daniel Barros a advertir Ana Júlia, por meio de ofício, de que, no Pará, “está-se confundindo reforma agrária com crimes de extorsão, dano ao patrimônio, ameaças, lesões corporais e mortes”.
Em meio à impunidade, uma recém-criada organização de sem-terra começou a aterrorizar a região: a Liga dos Camponeses Pobres, que mantém relações com remanescentes do Sendero Luminoso, o grupo terrorista de orientação maoísta que matou 30.000 pessoas no Peru nas décadas de 80 e 90. Os integrantes da liga andam encapuzados e armados. Dois deles contaram que a organização funciona com o dinheiro que cobra de pessoas interessadas em ganhar lotes da reforma agrária. Quem paga 10 reais por mês pode manter uma barraca nas áreas ocupadas. No mês passado, quarenta integrantes da liga invadiram a Fazenda Forkilha, em Santa Maria das Barreiras. Os proprietários foram feitos reféns por doze horas antes de ser liberados. Atualmente, a Forkilha está tomada por 1.000 pessoas acampadas, algumas das quais têm casa própria em cidades da região. Os métodos desses marginais são tão violentos que assustam até as outras organizações de sem-terra que atuam na região. “São bandidos. Quem age mascarado e com arma na mão não é de movimento social”, diz Pedro Alcântara de Sousa, da Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar.
Os crimes dos bandoleiros e dos sem-terra, combinados com a impunidade assegurada pelo governo do PT, levaram fazendeiros a contratar empresas de segurança. Graças a isso, a Fazenda Mirim, de Darci Capeleto, escapou de ser invadida pela segunda vez no mês passado. Outros proprietários decidiram se cotizar em um fundo para contratar um serviço coletivo de vigilância. “É a única alternativa que temos, porque o pouco de presença de estado que existia aqui desapareceu”, afirma a presidente do Sindicato Rural de Redenção, Rosangela Hanemann. O Pará da governadora Ana Júlia Carepa é uma terra sem lei.
É isso aí, meus caros. Este é o país deles. É assim que o governo Lula assegura os direitos do setor que é o principal responsável pela estabilidade alcançada pela economia brasileira e relativamente mantida mesmo diante da crise mundial.
Até quando? Até quando os petistas estiverem no poder.
Escrevi ontem, naquele post sobre a estupidez de que foi vítima a estudante Geysi Arruda, sob o silêncio cúmplice das ONGs de esquerda e da Secretaria dos Direitos da Mulher, que, no era do corporativismo petista, uma bicha só é respeitada se for uma bicha mobilizada, militante; uma mulher só é respeitada se for uma mulher que carregue bandeira; um negro só é considerado digno se trouxer o racialismo na alma e souber discursar contra os brancos. E um trabalhador só é um trabalhador se estiver ligado a algum “movimento social” ou ao “partido”.
Este que se vê abaixo é apenas um trabalhador-ninguém. Não é da turma. E, como não é, ele tem mais é de apanhar. E ele apanhou dos invasores. É esta a ordem que eles querem no Brasil. E é a que estão construindo.
Um trabalhador na era Lula que nem é do partido nem é ligado a algum "movimento social"
Um trabalhador da Era Lula que nem é do partido nem é ligado a algum "movimento social"

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2009-11-04

A PREGUIÇA INTELECTUAL

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Burros, presunçosos e mentirosos

É ridículo imaginar que, sem o domínio adequado do idioma, alguém pode ter acesso à alta cultura. Um dos sinais mais patentes de incultura é a propensão ou hábito de crer que a boa escrita é apenas um adorno exterior, alheio à qualidade do pensamento. Dante explicava que a gramática é a estrutura material do pensamento expresso. Se você não apreende sequer a estrutura material, como vai orientar-se nas abstrações da lógica, nas sutilezas psicológicas da retórica? (...)


Que pessoas tão obviamente mal formadas se aventurem a opinar nas grandes questões da cultura superior e ainda se atrevam a fazê-lo num tom de desprezo olímpico que até mesmo eruditos tarimbados evitam adotar exceto em casos extremos, eis aí um grave sinal de alienação, de falta de consciência da verdadeira posição que ocupam na hierarquia das capacitações intelectuais. Essa posição é muito baixa, mas ou eles não sabem disso, ou, sabendo-o e não suportando sabê-lo, buscam compensar essa constatação deprimente mediante a afetação de uma superioridade que não têm. Se fossem os únicos a fazer isso, seriam doentes de histeria. Como esse tipo de fingimento histérico se tornou endêmico na juventude falante, são apenas sinais dos tempos, índices sociológicos de uma época em que tudo se tornou burla, histrionismo, palhaçada.

Olavo de Carvalho

25 de outubro de 2009

Fonte: http://www.olavodecarvalho.org/textos/091026burros.html

O PAC E O TRÁFICO NO COMPLEXO DO ALEMÃO

O bonde do MC Beltrame

mainardi

Diogo Mainardi
sexta-feira, 23 de outubro de 2009 | 23:37
“Desde que Lula passou por lá para visitar as obras do PAC, o Complexo do Alemão transformou-se num território da paz, mas unicamente para os traficantes do Comando Vermelho”
Em julho, no Morro da Chatuba, ocorreu um baile funk em homenagem a FB, o chefe do tráfico de drogas no Complexo do Alemão. MC Smith cantou:
“A festa do FB / está tipo Osama bin Laden”
No domingo passado, o Morro da Chatuba assistiu a mais um baile funk. Desta vez, os homens de FB comemoraram o abatimento de um helicóptero da PM. José Mariano Beltrame, a maior autoridade policial do estado do Rio de Janeiro, comparou o abatimento do helicóptero aos atentados terroristas de Osama bin Laden, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001. MC Beltrame, inspirado em MC Smith, já pode animar um baile funk no Morro da Chatuba.
FB está longe de ser um Osama bin Laden. Os policiais comandados por José Mariano Beltrame sempre souberam onde ele se escondia. Dez dias antes que FB ordenasse o assalto ao Morro dos Macacos, que resultou no abatimento do helicóptero da PM e na morte de mais de trinta pessoas, a deputada federal Marina Maggessi declarou o seguinte a um repórter de O Globo:
“A polícia não entra no Complexo do Alemão por causa das obras do PAC. Está todo mundo evitando tiroteio para não parar as obras do PAC. A bandidagem toda está indo para lá”.
O “bonde” de FB (tema de outro funk de MC Smith), formado por mais de 100 criminosos, confirmou a denúncia de Marina Maggessi. Na última semana, ela repetiu que as obras do PAC criaram uma zona franca para o Comando Vermelho. Revelou também que as autoridades policiais foram alertadas sobre os planos de FB algumas horas antes de ele atacar o Morro dos Macacos. O que aconteceu depois disso? As delegacias da região foram impedidas de agir.
Em 4 de dezembro de 2008, Lula visitou as obras do PAC no Complexo do Alemão. Na mesma solenidade, que contou com um espetáculo do grupo AfroReggae, ele atacou o governo anterior e prometeu fazer “uma revolução para resolver o problema da segurança pública”, transformando a área num “Território da Paz”.
Quase um ano depois, já dá para analisar alguns dos resultados dessa revolução. Primeiro: Lula continuou a visitar obras do PAC e a atacar o governo anterior. Segundo: poucos dias atrás, um dos integrantes do AfroReggae foi morto a tiros e a PM soltou seus assassinos. Terceiro: sim, o Complexo do Alemão transformou-se num território da paz, mas unicamente para os traficantes do Comando Vermelho. De fato, desde que Lula passou por lá para visitar as obras do PAC, a polícia nunca mais realizou uma operação contra seus criminosos. A última delas ocorreu em outubro de 2008. Nesse período, FB aumentou seu arsenal e reuniu suas tropas. Como diz o funk de DJ Will, ecoado por MC Beltrame:
“A PM aqui não entra / Aqui só tem talibã / Terrorista da Al Qaeda”
Por Diogo Mainardi

2009-11-03

Diogo Mainardi

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Diogo Mainardi

 

sábado, 17 de outubro de 2009 | 0:33

“O aquecimento global nem existe. O pico do calor foi em 1998. De lá para cá, a Terra está esfriando. O que importa, para quem pedala socraticamente, é o tempo que está fazendo agora”

O ciclismo tem algo em comum com o stalinismo. Quem melhor demonstrou isso foi o poeta chileno Pablo Neruda. Ele fez uma “Ode às bicicletas”. Além de fazer uma “Ode às bicicletas”, ele fez também uma “Ode a Stalin”. Na primeira poesia, Pablo Neruda comparou as bicicletas a um “esqueleto frio”. Na segunda poesia, ele comparou Stalin a “um gigante”. Cada pedalada poética de Pablo Neruda corresponde a um esqueleto frio no Gulag do gigante.

Eu só ando de bicicleta. Se o ciclismo tem algo em comum com o stalinismo, eu devo ser considerado um Alexander Soljenitsin das duas rodas - um reacionário do pedal. O músico David Byrne, dos Talking Heads, também só anda de bicicleta. Mas, ao contrário de mim, ele é um militante do ciclismo - um doutrinador do ciclismo. Ele recomenda que as ruas sejam ocupadas unicamente por bicicletas e que os carros só possam trafegar em túneis. Ele desenhou bicicletários - em forma de guitarra elétrica e de cachorro - e projetou ciclovias para a prefeitura de Nova York.

David Byrne acabou de publicar nos Estados Unidos Diários da Bicicleta, nos quais relata suas pedaladas em cidades como Londres, Buenos Aires, Detroit, Berlim, Manila e Istambul. Do selim de sua bicicleta, ele pontifica: “Eu sinto que o mundo pode ser mais onírico, metafórico e poético do que atualmente acreditamos”. Quem acredita que o mundo pode ser mais onírico, metafórico e poético costuma acreditar igualmente que o melhor lugar para enfiar os inimigos é um Gulag - como Pablo Neruda. Ou um túnel - como David Byrne.

Na China, todos possuíam uma bicicleta rigorosamente preta da marca “Pombo Voador”. Elas se transformaram num símbolo do totalitarismo igualitário maoista. Agora as bicicletas mudaram. Elas passaram a simbolizar o ideal salvacionista do ambientalismo. Dito de outra maneira: a promessa de um mundo mais onírico, metafórico e poético. Como um reacionário do pedal, minha bicicleta representa apenas isso - uma bicicleta. Ela é um meio de transporte utilitário. Tem uma cadeirinha na frente e uma atrás. Na frente eu conduzo um filho, atrás eu conduzo o outro filho. Se Karl Popper classificasse bicicletas como classifica a filosofia política, minha bicicleta representaria a sociedade aberta, individualista, indo do ponto A ao ponto B. Eu pedalo socraticamente. David Byrne pedala platonicamente.

Nos últimos tempos, o aquecimento global foi o Gulag que aterrorizou os inimigos do ambientalismo. Ou andávamos de bicicleta, ou o planeta acabaria. O planeta que se dane, foi o que eu sempre pensei. Eu estava certo. O aquecimento global nem existe. O pico do calor foi em 1998. De lá para cá, a Terra está esfriando. E deve permanecer assim por mais duas décadas. O que importa, para quem pedala socraticamente, é o tempo que está fazendo agora. Sol? Dá para pegar os meninos na escola de bicicleta. Chuva? Eles que se danem.

Por Diogo Mainardi

2009-11-02

A FALSA BLOGUEIRA CUBANA

DE CUBA COM CARIÑO - UN REGALO DE LOS HERMANITOS CASTRO A LOS IDIOTAS ÚTILES DE BRASIL

HEITOR DE PAOLA

29/10/2009

Será lançado hoje, no Auditório d’O Globo, o livro De Cuba com Carinho, de Yoani (ou Yoanis) Sánchez, a ‘superblogueira’ cubana que consegue burlar todas as diretivas do Partido Comunista Cubano quanto ao uso da Internet. Consegue mesmo? É autêntica a moça? Ou não passa de uma impostora e seu blog Generación Y de um embuste genialmente montado pelo aparelho de desinformação da DGI - Dirección General de Investigaciones - o KGB cubano?

Cada noticia sobre la “ciudadana bloguera” Yoani Sánchez  me deja  más confundida, y repito  que  no es  porque tenga  nada en su contra  personalmente, sino porque sus posibilidades y libertad de movimientos

llegan a poner en duda a cualquier persona por imberbe que sea,  imagínense a un opositor o periodista independiente cubano que haya  sufrido o sufra en carne propia la represión, el acoso, la humillación  y la tortura psicológica que el régimen castrista aplica a los que disienten de sus dictámenes.

Adela Soto Álvarez

Não existe nesta maldita história escrita com o sangue dos mártires há cinqüenta anos, nenhum FATO semelhante ao desta blogueira que tivesse ficado impune. A forma arrogante como ela refere ter deixado a delegacia quando foi intimada “apenas” para ser notificada de que não poderia realizar o encontro dos blogs é por si só, um fato alarmante. Não se conhece um só opositor que tivesse sido tão desaforado com os interrogadores e que não tivesse – no mínimo – levado uns bofetões de arrancar os dentes e em seguida jogado no calabouço da Villa Marista. Mas Yoani disse o que quis e saiu ilesa, inclusive saudada pela rede inteira como “heroína”. Agora afronta ninguém menos que a filha do ditador hereditário substituto e não passa nada?

Graça Salgueiro

Adela Soto Alvarez sabe do que está falando. É licenciada em Filologia, Jornalista, Escritora, Poeta. Fundou a Imprensa Independente em Cuba e foi condenada a um ano de prisão domiciliar na Primavera Negra de 2003, por suas atividades contestatórias. Reside atualmente em Miami como refugiada política. Autora da novela-testemunho “O Império da Simulação” (Miami 2005) e outros livros sobre a realidade cubana.

Graça Salgueiro dispensa apresentações, vale dizer apenas que na minha opinião, na de Alejandro Peña Esclusa, Olavo de Carvalho e vários outros estudiosos da Iberoamérica, Graça é a pessoa que mais entende do assunto no Brasil, talvez em mais ampla área, mormente nas questões cubanas, a cujos mártires vem dedicando sua vida há anos, adquirindo reconhecimento e respeito internacional.
No mesmo dia em que recebi o primeiro aviso do lançamento do livro, o Diário Exterior anunciava com o Título Sentenciado a dos años de prisión:
Dos días después de la visita de Moratinos (Ministro do Exterior da Espanha) se ratifica la condena de cárcel a otro opositor cubano (El miembro del Movimiento Cristiano de Liberación (MCL) y coordinador del Proyecto Varela en el este de Cuba, Agustín Cervantes). Los miembros de la oposición cubana habían advertido que a la excarcelación de un preso de conciencia y el decreto de libertad a otro opositor que se encontraba fuera de prisión con licencia extrapenal, seguirían nuevas condenas y encarcelamientos a disidentes. Tan sólo dos días después de esas medidas, tomadas tras la visita de Miguel Ángel Moratinos a La Habana, el régimen castrista ha ratificado la sentencia de dos años de prisión al primer demócrata sometido a juicio sumario desde 2003.

2003 é exatamente o ano da ‘Primavera Negra’ em que o governo comunista prendeu 75 pessoas, entre eles médicos, jornalistas, professores. Submetidos a julgamento sumário a maioria foi condenada a penas de prisão de 15 a 20 anos por “atentarem contra a segurança do Estado e difundir idéias contrárias ao sistema comunista cubano’.

Não é ao menos estranho que um regime que faz o que bem entende com os opositores, conta com quase total apoio internacional inconteste para prender, matar, raramente exilar qualquer um dos cidadãos, que tem leis estritas sobre o uso da internet, proíbe computadores pessoais, principalmente laptops e notebooks, permita que esta moça continue impunemente comandando um blog oposicionista?

Segundo levantamento feito pelo site de oposição NOTICUBA, Yoanis vive em Nuevo Vedado numa confortável residência com telefone e serviço de internet, única cubana com liberdades para utilizar o serviço de internet sem interrupções, e que jamais foi objeto de perseguição ou maltrato e muito menos detida, pelo que desconhecem o porquê de sua presença como opositora.


Nuevo Vedado é considerado um dos melhores bairros de Havana, onde estão hotéis de 4 a 5 estrelas e alugam-se residências bastante amplas comparada aos miseráveis cortiços em que vivem os cubanos comuns.

O mesmo Editorial afirma o que confirmei pessoalmente em detalhada pesquisa pela Internet: (Jornalistas cubanos independentes) afirmaram que a conheciam de ouvir falar, outros que nem a conheciam porque ela não é membro de nenhum grupo opositor, que somente souberam pela imprensa estrangeira que havia feito um ato de presença no caso do roqueiro Gorki, e sobre as demais participações no estrangeiro. (...) Depois de muita sondagem soubemos que em Cuba ninguém sabe o porquê da fama de Yoanis Sánchez, nem o porquê do Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo Digital 2008, nem a viagem à Espanha suspensa pelo governo de Cuba. Muito menos a participação em vídeo na SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) (...) Isto, porém não corresponde com Yoanis Sánchez, pois ela não responde pela imprensa independente cubana, não foi detida, nem perseguida politicamente, nem sequer, como afirma a oposição, pertence a nenhum grupo organizado. Apenas criou um blog em 2007, chamado “Generación Y” com o objetivo, segundo ela, de poder dizer o que sente e para que o mundo conheça [seus pensamentos].

Como Yoanis mora neste lugar? Como paga o aluguel – ou é proprietária (o que seria uma aberração em Cuba)? Segundo ela mesma em seu site é ‘Licenciada en Filologia, Reside en La Habana y combina su pasión por la informática con su trabajo en el Portal Desde Cuba’. Como se sustenta? Como pode usar a Internet sem interrupções? São perguntas que permanecem sem resposta.

YOANIS E GENERACIÓN Y COMO OPERAÇÃO DE DESINFORMAÇÃO?

Uma das principais armas do movimento comunista internacional é a desinformação (do russo desinformatsiya). Ela difere da propaganda convencional porque suas verdadeiras intenções são secretas e as operações sempre envolvem alguma ação clandestina. Significa a disseminação de informação falsa ou provocativa. Inclui a distribuição de documentos, cartas, fotos forjadas, propagação de rumores enganosos e inteligência errada. Segundo Biezmenov o KGB gastava 85% dos seus recursos em medidas ativas e de influência (lavagem cerebral) (O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, p. 57-59).

A DGI, discípula fiel do KGB, segue os mesmos passos. Uma de suas operações mais bem sucedidas foi convencer o mundo todo de que após a revolução cubana houve uma melhora imensa na educação e na saúde, mentiras deslavadas, pois antes da revolução Cuba apresentava os melhores níveis educacionais das Américas, melhores inclusive que os da Itália e da Suécia. E sua medicina que era de ponta virou uma mixórdia com alguns centros de sub-excelência baseados em estudos nos EUA e que só estão à disposição para ricos turistas. Fidel, quando passa mal, vai para Isla de Margarita, Venezuela, onde Chávez montou um hospital de primeira linha. Os hospitais para os cubanos comuns são horríveis, sujos, sem médicos (pudera, ganhando 5 dólares por mês!).

Conseguido este intento é bem possível que a DGI passasse a atacar um ponto negativo para os ocidentais: a falta de liberdade individual e de imprensa. Ora, o que haveria de melhor do que uma mulher jovem, bonita, bem falante e boa escritora, com toda a liberdade de escrever o que queira (talvez passando antes pelo crivo da DGI), com acesso total à internet e morando muito bem?

A parte clandestina da desinformação são as mensagens subliminares para criar dúvidas nas mentes ocidentais (lavagem cerebral):

- não se vive tão mal em Cuba
- esta moça diz o quer, até mesmo interpela em público Mariela, a filha de Raúl Castro e não vai presa! Ora, Cuba não é tão repressiva assim!
- quando é chamada à polícia é tratada com delicadeza inusitada e sai livre, leve e solta! A polícia cubana não é o que a propaganda direitista fala, é melhor até que a PM do Rio!
- compartilha festinhas com seu marido e amigos livremente, ouvem música e bebem bebidas estrangeiras, igual aqui, ora!
A FÁBRICA DE MITOS COMUNISTA PRODUZ DISSIDENTES
No mesmo livro (PP 168-173) mostro como o KGB fabricou um dissidente muito mais importante que uma menina boba como Yoani: Andreiï Sakharov, o ‘Pai da Bomba H soviética’. O estrago causado por ele na intelectualidade ocidental foi devastador!
A ENTREVISTA NA IMIGRAÇÃO - NEGATIVA PARA SAIR DO PAÍS
Foi amplamente divulgado um vídeo pelo youttube onde Yoani comparece na Imigração cubana e lhe é negado sair do país. Assistam o vídeo: a gravação interrompe o vídeo e só fica o áudio, as vozes mudam. Obviamente falsa e montagem!
LEIA TAMBÉM:
A CIDADÃ BLOGUEIRA - de Adela Soto Álvarez
DESCONSTRUINDO FALSOS MITOS - de Graça Salgueiro
EDITORIAL - NOTICUBA INTERNACIONAL
Você acredita em Papai Noel? Em Coelhinho da Páscoa que põe ovos? Em mula sem cabeça? OK, se a resposta é sim para qualquer uma das perguntas, você deve acreditar que Cuba é um paraíso que permite uma blogueira desancar los hermanitos – y la hijita de uno de ellos – sem nenhum problema.

VEJA. Reinaldo Azevedo

VEJA 2 - Diogo Mainardi: Manual da Sabotagem

sábado, 31 de outubro de 2009
5:25




Eu tento sabotar o PT. Como é que se sabota o PT? Atualmente, só há um jeito: unindo José Serra e Aécio Neves, em 2010.


Sem Aécio Neves, José Serra perde. Sem José Serra, Aécio Neves perde. Eles sabem disso. O PT sabe disso. Aécio Neves pode até ser o melhor candidato presidencial. Mas o PSDB acabará apoiando a candidatura de José Serra, porque ele lidera - e lidera folgadamente - em todas as pesquisas eleitorais.

Com o único propósito de sabotar o PT - e de sabotar Lula, Dilma Rousseff, Franklin Martins -, amolei um monte de gente para tentar descobrir se José Serra e Aécio Neves realmente podem se tornar companheiros de chapa em 2010. O primeiro como candidato a presidente e o segundo como candidato a vice-presidente. Publicamente, eles negam essa possibilidade. José Serra diz que a disputa presidencial ainda está longe. E Aécio Neves responde que, se o PSDB escolher José Serra, ele pretende se candidatar ao Senado.

Mas a probabilidade de um acordo entre os dois é muito maior do que parece. Na última semana, o marqueteiro de José Serra e o marqueteiro de Aécio Neves se reuniram e trataram abertamente do assunto. Eu só soube disso - repito - porque amolei um monte de gente. O marqueteiro de José Serra fez um cálculo simples: para eleger seu candidato ao Palácio do Planalto, ele tem de ganhar em Minas Gerais. Se Aécio Neves se candidatar a vice-presidente, José Serra ganhará disparado. Se, por outro lado, Aécio Neves concorrer ao Senado, desinteressando-se da campanha presidencial, ganhará em Minas Gerais o candidato apoiado por Lula.

Aécio Neves tem de fazer um cálculo um tantinho mais complicado. O Senado oferece-lhe um caminho perfeitamente seguro. Mas, se José Serra acabar perdendo de Dilma Rousseff, ele poderá ser responsabilizado pela derrota. Para alguém como Aécio Neves, cujo maior atributo político é ser um aglutinador, nada pior do que rachar o próprio partido. Se Aécio Neves tomar o caminho oposto e aceitar ser companheiro de chapa de José Serra, sabotando os planos do PT, ele só terá a ganhar. Em primeiro lugar, porque isso garantirá o triunfo eleitoral de José Serra. Ele será o Lula do PSDB. Em segundo lugar, porque ele poderá ocupar, além do Palácio do Jaburu, um grande ministério da área social, cacifando sua candidatura presidencial em 2014, contra Lula, ou em 2018, contra o que restar do PT, se é que ainda restará algo.

Pronto: sabotei o PT. Agora só falta o PSDB sabotar o PSDB.





VEJA 1 - Lula e a imprensa de PTópolis
sábado, 31 de outubro de 2009
5:27


Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem



80% nas pesquisas não credenciam Lula a ser repórter ou editor.
A razão é simples: não existe jornalismo a favor





Por que Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e o casal Kirchner tratam a imprensa como inimiga? Porque na Venezuela, na Bolívia, no Equador e na Argentina de seus sonhos não há lugar para jornais, revistas e redes de televisão independentes. Para essa gente, notícia é só aquilo que seus ministros da propaganda dizem que é notícia. Todos eles suprimiram a liberdade de imprensa ou estão em via de fazê-lo. Esperam um dia atingir o controle total da informação obtido pelas grandes ditaduras do século passado, prática que é mantida ainda por seus irrelevantes sobreviventes atuais: Cuba e Coreia do Norte. Nesses países não existe imprensa. Não existem repórteres. Não existem jornais. Não existe democracia. Não existe liberdade. Portanto, não existe notícia. Cubanos e norte-coreanos vivem vidas miseráveis, privados das mínimas exigências da subsistência civilizada, mas os papéis pintados periódicos daqueles países não relatam a triste realidade.



Por onde se olha na América Latina, há um governante com a ideia fixa de que seus fracassos seriam menos gritantes se só existisse a imprensa oficial. O Brasil vinha sendo a excepcionalidade na região. Agora o próprio presidente Lula está desenhando o que ele imagina ser a imprensa ideal. “Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. É informar”, disse Lula há duas semanas. Na quinta-feira passada, ele voltou à carga com o seguinte discurso, direcionado a repórteres que cobriam uma cerimônia que reunia catadores de papel, em São Paulo: “Hoje vocês têm a oportunidade de fazer a matéria da vida de vocês. Se vocês esquecerem a pauta do editor de vocês e se embrenharem no meio dessa gente (…) Publiquem apenas o que eles falarem. Não tentem interpretar”.



É espantoso. Lula não lê jornais. Mas quer ensinar como editar jornais. Má notícia, senhor presidente. Ter 80% de popularidade não credencia ninguém a ser repórter ou editor. Não existe jornalismo a favor. Não existe jornalismo feito pelo estado. Não é atributo do Poder Executivo traçar limites para o exercício da imprensa. A liberdade de expressão não pertence ao universo oficial dos gabinetes executivos, não tangencia os planos de governo e não obedece às orientações dos ministérios da propaganda. Seus limites estão estabelecidos na Constituição e eternizados na cultura dos países democráticos. Os próprios leitores e a Justiça punem os jornalistas que ultrapassam os limites éticos.



A imprensa tem sido vilanizada no Brasil por duas razões principais. A primeira decorre da noção primitiva que alguns ideólogos do petismo têm do Brasil, que para eles é uma grande e simplória terra ideal: a “PTópolis”, habitada por pessoas que têm papéis claramente definidos, como a Patópolis, de Walt Disney. Os habitantes de PTópolis também são divididos em classificações rígidas. Existem os que ocupam o andar de cima e os do andar de baixo; os pretos e os brancos; os ricos e os pobres; os bons e os maus; os produtores e os usurários; os amigos e os inimigos do rei… A segunda razão é o fato de que, quando a cúpula de PTópolis e seus corruptos do coração produzem escândalos - e eles os produzem aos montes -, a culpa nunca pode ser do líder ou de seus próximos. A imprensa livre é um estorvo em PTópolis. Ela insiste em investigar, fiscalizar e dar nome aos bois. Em PTópolis, idealmente, só deveriam exercer o jornalismo as pessoas designadas para isso pelo estado. No mundo perfeito de PTópolis não há lugar para algo imperfeito, barulhento, enxerido, investigativo, teimoso, livre, falível e, algumas vezes, até irresponsável como é a imprensa. PTópolis: ame-a ou deixe-a!

Por Reinaldo Azevedo


VEJA 3 - A TV Traço de Franklin Martins

sábado, 31 de outubro de 2009
5:23



Na coluna Radar, da Lauro Jardim:



TV traço

Em dezembro, faz dois anos que estreou a televisão pública de Lula, a TV Brasil. É um bom momento para falar de números. Em setembro, no Rio de Janeiro, segundo o Ibope, a média de audiência da TV Brasil foi de 0,4 ponto porcentual entre 7 da manhã e meia-noite. Achou pouco? Em Brasília, foi de 0,3 ponto porcentual. Aqui


Por Reinaldo Azevedo





VEJA 4 - “Estamos fabricando uma candidata”


sábado, 31 de outubro de 2009
5:21




O governo e os marqueteiros moldam o novo perfil de Dilma Rousseff a ser apresentado aos eleitores: mineira, simpática, afável, de discurso simples e antenada com temas ambientais



Por Otávio Cabral e Alexandre Oltramari



Montagem sobre foto Sergio Dutti/AE e Ed Ferreira/AE



À IMAGEM DO CHEFE

Dilma começa a trocar o uniforme de gestora eficiente pela fantasia

de candidata simpática: o objetivo é se apropriar do estilo de Lula para

herdar parte de sua popularidade





Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado. A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação.

(…)

A ministra se reúne uma vez por semana com o “estado-maior” de sua campanha, como é chamado o grupo do qual fazem parte os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o deputado Antonio Palocci, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o marqueteiro João Santana. Nesses encontros são discutidos os temas que serão abordados pela candidata-ministra e como ela deve tratá-los em suas aparições. Também são definidos a agenda de viagens e pontos da estratégia política da campanha. Nos fins de semana, Dilma reserva um dia, às vezes o sábado, às vezes o domingo, para se dedicar integralmente ao treinamento e à preparação da “candidata ideal”. Ao lado de João Santana e de sua equipe de marqueteiros, a ministra é submetida a sessões de entrevistas, debates simulados e pronunciamento para programas de TV. A postura, o tom de voz, o modo de encarar as câmeras e até a melhor roupa para cada ocasião são experimentados à exaustão. “Esse treinamento é normal para todo candidato em campanha. No caso da Dilma, porém, isso precisa ser intensificado porque ela não tem nenhuma experiência eleitoral. Estamos saindo do zero, fabricando um candidato”, explica um dos envolvidos na operação. Aqui


Por Reinaldo Azevedo





VEJA 5 - A Teoria dos Jogos na política: a concessão, a cenoura e o porrete

sábado, 31 de outubro de 2009
5:19




O matemático israelense, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2005, usa a Teoria dos Jogos para analisar o conflito no Oriente Médio



Por Diogo Schelp



Divulgação

“Fazer concessões é o pior caminho para conseguir a paz”



Robert Aumann recebeu, em 2005, o Prêmio Nobel de Economia por seus estudos na área da Teoria dos Jogos. Suas teses ajudam a compreender os princípios que regem os conflitos e como se consegue convencer adversários a cooperar entre si. As teorias do judeu ortodoxo de 79 anos têm aplicação prática na economia, na diplomacia, em política e até em religião. Aumann começou a se interessar pelo assunto na década de 50, depois de conhecer John Nash - vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1994 - e de receber a missão de desenvolver estratégias de defesa para os Estados Unidos em plena Guerra Fria. Aumann nasceu na Alemanha e sua família emigrou para os Estados Unidos em 1938, para fugir do nazismo. Um de seus filhos morreu na primeira guerra do Líbano, em 1982. Aumann, que vem ao Brasil no próximo dia 9 para uma série de palestras, concedeu a seguinte entrevista a VEJA, de sua sala na Universidade Hebraica de Jerusalém.



O fato de sua vida ter sido marcada por dramas de guerras determinou seu interesse pelo tema?

Sim, você está certo. A II Guerra Mundial e o constante estado de conflito em Israel, que se estende desde 1922, certamente me influenciaram. A convivência constante com guerras despertou em mim grande interesse pelo mecanismo das lutas armadas. Eu me considero um homem de paz. Mas a forma como os outros homens de paz querem acabar com as guerras não é eficiente. Eu quero paz, mas de um jeito diferente. O estudo da economia e da Teoria dos Jogos me ensinou que as coisas nem sempre são o que parecem. O funcionamento dessas ciências é mais complexo e tem relação com a maneira com que as ações de um indivíduo afetam outras pessoas. Essa interação depende de uma rede intrincada de participantes ou, como costumo chamar, jogadores. Por isso, não basta querer a paz para consegui-la. É preciso entender como esse desejo afeta outras pessoas. Dizer “eu quero paz” pode não trazer paz, mas guerra. Para minimizar as surpresas é preciso calcular com muito cuidado como uma ação leva a outras.



O que é a Teoria dos Jogos?

É uma ciência que examina situações em que dois ou mais indivíduos ou entidades lutam por diferentes objetivos, nem sempre opostos. Cada jogador tem consciência de que os outros também agem de forma a atingir as próprias metas. Um exemplo óbvio são os jogos recreativos ou esportivos, como o xadrez, o pôquer e o futebol, em que todos os participantes possuem metas próprias. No xadrez, cada peça movida por um jogador desencadeia uma série de reações no adversário. A compra de uma casa também pode ser analisada por meio da Teoria dos Jogos, mas sugere um cenário completamente diferente, pois o comprador tem objetivos comuns aos do vendedor. Ambos estão interessados em que o negócio se concretize. Alguns aspectos da negociação, porém, são opostos, porque o comprador quer um preço mais baixo e o vendedor um preço mais alto. Nessa disputa, o comprador analisa os movimentos do vendedor, e vice-versa. Cada um pensa sob o ponto de vista do outro para elaborar uma maneira de atuar. O mesmo vale para a política ou para a guerra. Minha pesquisa consiste em analisar as estratégias de situações interativas como essas.

(…)

De que maneira a Teoria dos Jogos pode ajudar a evitar ou solucionar guerras?

É preciso identificar os elementos comuns a diferentes situações de conflito. Em diversos conflitos atuais, há uma tentativa de resolver o problema tomando medidas para agradar à outra parte. Há quem pense que atender às demandas do adversário pode trazer a paz. Basta usar raciocínio lógico e analisar a história para ver que isso não é verdade. O senso comum diz que a II Guerra Mundial foi causada por Adolf Hitler. Há alguma verdade nisso, porque foi ele quem ordenou a invasão da Polônia em setembro de 1939. Mas o papel desempenhado pelo primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain é frequentemente negligenciado. É impressionante ler os jornais daquele tempo e perceber quanto a retórica de Chamberlain era similar ao que ouvimos hoje em dia na diplomacia: “Nós temos de conseguir a paz, temos de entender o outro lado, temos de fazer concessões…”.



Como a política de pacificação de Chamberlain?

Ele estava tão obcecado em garantir a paz que passou a atender a todas as demandas de Hitler. Ao fim das negociações de Munique, em 1938, ele perguntou a Hitler se todas as exigências da Alemanha haviam sido atendidas. Hitler disse que sim. Chamberlain, então, voltou a Londres, exibiu pomposamente o acordo assinado com Hitler e proferiu a frase que entraria para a história dos piores erros de avaliação: “A paz em nosso tempo está assegurada”. Dias depois as tropas alemãs ocuparam os Sudetos. Meses depois tomaram a então Checoslováquia. Um ano depois Hitler invadiu a Polônia. Só então a Inglaterra declarou guerra à Alemanha. Hitler ficou furioso. Ele tinha razões para isso. Chamberlain levou-o a acreditar que a Inglaterra aceitaria qualquer coisa que ele fizesse, sem limites. As concessões de Chamberlain foram um incentivo para Hitler, e elas levaram o mundo à II Grande Guerra.



Se fazer concessões não ajuda, que tipo de incentivo pode acabar com um conflito?

É preciso dizer na mesa de negociação: “Não vamos aceitar essas demandas e, se vocês insistirem nelas, vamos revidar com violência”. Há dois tipos de incentivo: a cenoura e o porrete. Theodore Roosevelt dizia para falar com suavidade, mas ter sempre à mão um porrete. Se Chamberlain tivesse dito a Hitler em 1938 em Munique que não aceitaria certas demandas, Hitler teria de recuar, porque não estava ainda preparado para a guerra. Na crise dos mísseis de Cuba, em 1962, o presidente americano John Kennedy deixou claro aos russos que, se os mísseis não fossem retirados da ilha, os Estados Unidos agiriam. Com isso, Kennedy conseguiu a paz.

(…)

Essa é a maneira correta de tratar o Irã em relação aos seus planos de construir um arsenal nuclear?

No caso do Irã, não fico muito preocupado. Mesmo que o governo iraniano consiga construir a bomba atômica, duvido que ele a utilize. Obviamente, isso daria ao Irã um bom poder de barganha, o que não é nada agradável. Não acredito que faria uso dessa arma, no entanto, porque Estados Unidos e Israel têm capacidade para responder a um ataque com um poder muito superior. É um pouco a lógica da Guerra Fria. O problema com o Irã não é o regime dos aiatolás querer utilizar a bomba, mas essa tecnologia cair nas mãos de grupos terroristas como a Al Qaeda, que não tem endereço. O que mantinha o equilíbrio durante a Guerra Fria é que um lado podia destruir o outro. A Al Qaeda não é um inimigo convencional com um país, uma capital e um povo. Ela pode atacar e não sofre retaliações. Aqui

Por Reinaldo Azevedo





VEJA 6 - Nosso sócio é um desastre

sábado, 31 de outubro de 2009
5:17




Fomos ver de perto como funciona a economia do novo membro do Mercosul. O cenário é chocante. A cubanização da Venezuela já destruiu a produção de bens e alimentos



Por Duda Teixeira, de Cidade Guayana



Eduardo di Baia/AP



CORONEL FALASTRÃO

Graças a Chávez, a Venezuela está se tornando uma nova Cuba: produção em queda, presos políticos e, agora, apagões diários





O Brasil acaba de aceitar um sócio de alto risco. Na quinta-feira da semana passada, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a adesão da Venezuela ao Mercosul. O assunto seguirá agora para votação no plenário, onde a maioria governista deve referendar a decisão. Como Uruguai e Argentina já deram sinal verde, só falta o aval do Senado do Paraguai. Não se tem ideia de como o coronel Hugo Chávez fará para cumprir as cláusulas democráticas do Mercosul. Seu governo é autoritário, persegue opositores, jornalistas e pretende prolongar-se indefinidamente. Como sócio, Chávez terá poder de veto nos acordos comerciais entre os países do Mercosul e o restante do mundo - e não é difícil imaginar o estrago que sua preferência pelas piores parcerias (Coreia do Norte, Irã e Cuba) pode causar. Felizmente, Chávez não é a Venezuela, e um dia o país voltará à democracia e ao progresso.



Até que isso ocorra, Chávez será outra perturbação numa instituição estagnada. Não há acordo entre os membros do Mercosul sobre os próximos passos, as políticas comuns nunca saíram do papel e cada governo se queixa do protecionismo do vizinho. Na campanha presidencial no Uruguai, falou-se abertamente em deixar o bloco e assinar livremente acordos com os Estados Unidos e a União Europeia. Na semana passada, o Brasil adotou represálias comerciais contra a Argentina, que há anos impõe restrições à entrada de produtos brasileiros. A Venezuela é um bom parceiro comercial do Brasil. Nos últimos dez anos, a exportação de produtos brasileiros para aquele país multiplicou-se quase dez vezes. O superávit a favor do Brasil beira os 5 bilhões de dólares. Nada a ver com o Mercosul. Muitos dos negócios foram facilitados pura e simplesmente pela destruição da capacidade produtiva doméstica em razão do malfadado socialismo do século XXI de Chávez. Aqui



Clima na imagem para ver dados sobre o desastre da economia venezuelana

Por Reinaldo Azevedo

2009-10-29

MST ataca Gilmar Mendes e ameaça com novas invasões

 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009 | 22:13

Reinaldo Azevedo

Por José Maria Tomazela, da Agência Estado. O título é meu. Comento no post seguinte:
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi alvo de ataques de lideranças do Movimento dos Sem-Terra (MST), nesta quinta-feira, 29, durante ato para lembrar a existência de terras públicas griladas na região de Iaras, no centro-oeste de São Paulo.
O coordenador nacional do movimento, Gilmar Mauro, disse que Mendes se transformou em porta-voz dos setores mais retrógrados da sociedade. Ele recomendou ao presidente do STF que faça cumprir a Constituição, que manda destinar à reforma agrária as terras que não cumprem a função social. “Se a Constituição não é cumprida, que moral ele tem para criticar o MST? Ele que vá dar conselhos aos filhos dele”, disse Mauro.

A manifestação reuniu cerca de 600 militantes no Assentamento Zumbi dos Palmares, a três quilômetros da fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, depredada durante invasão do MST no início do mês. Mendes havia criticado a destruição de laranjais na propriedade e sugerido o corte de recursos liberados a entidades ligadas ao MST. Mauro argumentou que, se o Estado fizesse seu papel, não haveria necessidade de repassar verbas para nenhuma entidade.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar as verbas do MST também foi atacada. “Qual é a moral desses deputados?”, perguntou o líder do MST. “Eles deveriam vir aqui no meio do mato conversar com esse povo, que não está aqui para fazer piquenique.” A CPMI, segundo ele, é uma forma de criminalizar o movimento.

Gilmar Mauro não descartou novas invasões na Cutrale. “Continua na mira, assim como as outras áreas que foram griladas ou são improdutivas. Vamos fazer novas ocupações ainda este ano e no ano que vem. Estamos avisando a todos que vamos continuar aqui.”

Já o coordenador estadual Delweck Matheus disse que a região tem 80 mil hectares de terras griladas e que tiveram os recursos naturais destruídos, entre elas as terras ocupadas pela Cutrale. “Por causa de uns pés de laranja se criou uma comoção nacional, passando por cima do grilo.”

Ele convocou os sem-terra para “lutar” pela transformação da região “numa grande região de assentamentos”. “Vamos fazer ocupações até que as terras sejam arrecadadas.” Ele criticou a demora dos processos na Justiça e a falta de ação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). “A reforma agrária vai sair na marra”, disse.

O ato do MST reuniu militantes de várias regiões, inclusive do Pontal do Paranapanema. Os sem-terra chegaram em nove ônibus, caminhões e carros. Antes, o grupo participou de uma reunião, sem a presença da imprensa, na sede da fazenda Agrocento, transformada em escola de formação de militantes. Sindicatos ligados às centrais Conlutas e CUT, inclusive o dos Metroviários, da Capital, apoiaram o ato com veículos e equipamentos. A manifestação reuniu vereadores e deputados do PT e do Psol.

AS MENTIRAS DO MST

AS MENTIRAS GROTESCAS DO MST

quinta-feira, 29 de outubro de 2009 | 22:54

Reinaldo Azevedo

Leiam primeiro o post abaixo. As grosserias do sr. Gilmar Mauro com o ministro Gilmar Mendes estão abaixo de qualquer comentário. Noto que o MST está realmente se pelando de medo da CPI. Por que afirmo isso? Porque apareceu Gilmar Mauro na parada. Para quem não sabe, ele é o dirigente mais importante do movimento depois de João Pedro Stedile. Tanto é assim que ele aparece pouco. Esses liderezinhos que vocês vêem por aí invadindo, fazendo ameaças, dando a cara ao tapa, são gente miúda. Gilmar Mauro é cardeal, candidato a papa. Se um dia Stedile resolver fazer como Che Guevara, indo invadir terras no Zaire ou na Bolívia — pena que lhe falte coragem… —, Gilmar Mauro ficaria em seu lugar. Se o chefão saiu da toca, é sinal de que a coisa é grave.

Agora vamos à particular leitura que este senhor tem da Constituição. Segundo diz, ela  manda destinar à reforma agrária as terras que não cumprem sua função social. Trata-se, evidentemente, de uma leitura estúpida do texto constitucional. Se o sr. Gilmar Mauro quer continuar com a sua prática, que assuma os seus crimes. Não vá chamar de constitucional o que não é. Transcrevo, abaixo, os artigos da Carta que tratam do assunto. Leiam com atenção. Volto em seguida.

Capítulo III - DA POLÍTICA AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA E DA REFORMA AGRÁRIA

Art.184 - Compete à União desapropriar por interesse social para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei.
§ 1º - As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro.
§ 2º - O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza a União a propor a ação de desapropriação.
§ 3º - Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo judicial de desapropriação.
§ 4º - O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício.
§ 5º - São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.

Art.185 - São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária:
I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra;
II - a propriedade produtiva.
Parágrafo Único - A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua função social.

Art.186 - A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos:
I - aproveitamento racional e adequado;
II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente;
III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;
IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietário e dos trabalhadores.

Art.187 - A política agrícola será planejada e executada na forma da lei, com a participação efetiva do setor de produção, envolvendo produtores e trabalhadores rurais, bem como dos setores de comercialização, de armazenamento e de transportes, levando em conta, especialmente:
I - os instrumentos creditícios e fiscais;
II - os preços compatíveis com os custos de produção e a garantia de comercialização;
III - o incentivo a pesquisa e a tecnologia;
IV - a assistência técnica e extensão rural;
V - o seguro agrícola;
VI - o cooperativismo;
VII - a eletrificação rural e irrigação;
VIII - a habitação para o trabalhador rural.
§ 1º - Incluem-se no planejamento agrícola as atividades agroindustriais, agropecuárias, pesqueiras e florestais.
§ 2º - Serão compatibilizadas as ações de política agrícola e de reforma agrária.

Art.188 - A destinação de terras públicas e devolutas será compatibilizada com a política agrícola e com o plano nacional de reforma agrária.

Comento

Não há um só artigo na Constituição que justifique os crimes reiteradamente cometidos pelo MST. Para começo de conversa, não é ao movimento que cabe definir, segundo seus exclusivos critérios, que terra cumpre e que terra não cumpre a função social. O MST não é o Poder Legislativo e não faz as próprias leis; o MST não é o Poder Executivo e não opera desapropriações. E também não é o Judiciário — e, pois, não lhe cabe definir as questões que estão sub judice, como estão as terras dos laranjais da Cutrale. Não obstante, comporta-se como se encarnasse os três Poderes.

A Constituição prevê, por exemplo, só para citar um dado quase besta, que as benfeitorias de terras desapropriadas devem ser indenizadas. O movimento do sr. Gilmar Mauro faz coisa um pouco diferente: depreda a propriedade. Por que ele não aponta, na Constituição, o artigo que permite a seus liderados, por exemplo, invadir o laboratório de uma agroindústria e destruí-lo?

Ainda que “função social” seja, com efeito, um delírio esquerdopata da Constituição (mais um…), seus requisitos são definidos em lei, e não cabe ao MST decidir olimpicamente que terra pode e que terra não pode ser invadida. Ao afirmar que age de acordo com a Constituição, o sr. Gilmar Mauro veicula uma mentira tosca. E mais: se gosta de lei, há uma Medida Provisória que pune os invasores de terra e indispõe para a reforma agrária as áreas invadidas.

O sr. Gilmar Mauro sai das sombras, líder que é de um movimento clandestino, sem existência legal, para declarar, então, o seu movimento um ente soberano, que age ao arrepio da Constituição e das leis. Eis um sinal evidente de medo! O MST tenta intimidar os parlamentares porque, está claro, não pode ser investigado. Agora é preciso saber se teme mais que se joguem luzes sobre os recursos oficiais que recebe por meio de entidades de fachada ou sobre o dinheiro que vem das ONGs estrangeiras.

Sobre a senadora Marina Silva, que defendeu a investigação dos fazendeiros, falo depois.

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pt_aborto"Ubi PT, ibi abortus" (onde está o PT, lá está o aborto), já dizia um velho provérbio chinês criado pelo Professor Humberto Leal Vieira, presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e membro da Pontifícia Academia Pró-Vida. A história do aborto no Brasil confunde-se com a história do PT e de outros partidos de índole comunista, como o PC do B e o PPS.

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O pronunciamento do MEC, que considerou inconstitucional a legalização do homeschooling por violar o direito de todos à educação gratuita, é só mais um exemplo do barbarismo que, a pretexto de educar nossos filhos, lhes impõe todo um sistema de deformidades mentais e morais para fazer deles idiotas criminosos à imagem e semelhança de nossos governantes.

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O que torna ainda mais odioso o dirigismo estatal na educação, universalmente buscado e ardentemente defendido pelos sapientíssimos intelectuais de esquerda, é que ele desmente da maneira mais flagrante e cínica o discurso educacional esquerdista de três ou quatro décadas atrás, do qual eles se serviram como puro instrumento de sedução, prontos a jogá-lo fora na primeira oportunidade, como estão fazendo agora.

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“Você acha que o controle de armas diminui a violência? Com essa superficial pergunta, ganharam mais um sonoro “NÃO”. Para 79% dos leitores deste jornal carioca [O Globo], que sempre se posicionou pelo desarmamento, “todo mundo tem direito a ter arma para se defender”